Lista de SAFs do Brasil 2026: Todos os Clubes e Rankings

Lista de SAFs do Brasil 2026: Todos os Clubes e Rankings

Mais de 100 clubes brasileiros já operam como Sociedade Anônima do Futebol, e esse número cresce a cada trimestre. Em menos de cinco anos desde a aprovação da Lei 14.193/2021, o modelo SAF transformou a gestão do futebol nacional, atraiu bilhões em capital privado e abriu uma nova fronteira para investidores. Neste guia, você encontra a lista de SAFs do Brasil atualizada para 2026, com valuations, tributação, casos de sucesso e os caminhos reais para investir no setor.

Resposta direta: Em 2026, o Brasil conta com mais de 100 SAFs registradas, sendo ao menos 6 na Série A e 9 na Série B do Campeonato Brasileiro. As maiores em valor de mercado são Botafogo (R$ 1,857 bi), Cruzeiro (R$ 1,472 bi) e Vasco (R$ 1,207 bi). O modelo oferece tributação reduzida e atrai capital privado nacional e estrangeiro, mas investir nesse setor exige entender riscos que vão além do campo.

O que é uma SAF e por que o modelo cresceu tanto no Brasil?

A SAF, Sociedade Anônima do Futebol, é uma estrutura jurídica que transforma clubes em empresas com fins lucrativos. A Lei 14.193/2021 criou esse modelo com um objetivo central: separar o patrimônio esportivo do patrimônio associativo do clube original, dando clareza jurídica a investidores sobre direitos, obrigações e retorno financeiro.

Antes dessa lei, o futebol brasileiro convivia com dois caminhos principais. O clube associativo, a forma tradicional, controlado por sócios e sem fins lucrativos, dominava o cenário. O clube-empresa, previsto na antiga Lei Zico (Lei 8.672/1993), permitia a empresarização, mas poucos aderiram. O Red Bull Bragantino é o exemplo mais conhecido dessa terceira via: foi adquirido pelo grupo Red Bull ainda sob esse marco anterior.

A motivação para criar a SAF foi a crise financeira crônica do futebol brasileiro. Em 2021, os clubes da Série A acumulavam dívidas superiores a R$ 8 bilhões, segundo estimativas do setor, e a pandemia agravou o cenário. Criar um veículo com segurança jurídica para atrair investidores tornou-se prioridade legislativa.

Na prática, o modelo funciona assim: o clube associativo cria uma sociedade anônima e transfere o departamento de futebol profissional para ela. O investidor adquire ações dessa empresa. O clube original pode manter as categorias de base, o patrimônio imobiliário e outras atividades, mantendo uma separação clara entre o negócio esportivo e a entidade associativa.

O número de SAFs superou as expectativas do próprio idealizador da lei, que projetava inicialmente entre 20 e 30 adesões nos primeiros anos. Na prática, o modelo se expandiu para todas as regiões do país, incluindo clubes de divisões inferiores que buscam crescimento acelerado.

Quantas SAFs existem no Brasil em 2026?

Em 2026, o Brasil conta com mais de 100 SAFs registradas. O Instituto Brasileiro de Estudo de Sociedades Anônimas do Futebol (Ibesaf) confirmou 99 registros formais até o início do ano, com novas adesões em curso. O crescimento é contínuo e não se limita ao futebol de elite.

A distribuição regional revela concentração clara nas regiões de maior tradição esportiva e econômica. Segundo dados do Ibesaf, a divisão é a seguinte:

  • Sudeste: 40 SAFs, liderado por São Paulo, com 29
  • Sul: 21 SAFs, com destaque para o Paraná, com 15
  • Nordeste: 17 SAFs
  • Centro-Oeste: 13 SAFs
  • Norte: 4 SAFs

Minas Gerais, dentro do Sudeste, responde por 13 SAFs, número elevado dado o histórico de clubes endividados no estado. Santa Catarina conta com 9 SAFs registradas. Por outro lado, a região Norte ainda apresenta baixa penetração do modelo, reflexo de menor infraestrutura futebolística e econômica.

O investidor que acompanha o mercado esportivo deve monitorar especialmente o Nordeste, onde o crescimento tem sido acelerado e clubes de médio porte buscam capital para saltar de divisão. Na prática, o modelo SAF já deixou de ser exclusividade do futebol de elite brasileiro.

Lista completa de SAFs do Brasil por divisão em 2026

Entender onde o modelo já mostrou resultados esportivos, e onde ainda está em desenvolvimento, é o primeiro passo para avaliar oportunidades no setor. Em 2026, há pelo menos 6 SAFs na Série A e 9 na Série B do Campeonato Brasileiro.

SAFs na Série A do Campeonato Brasileiro

Clube Controlador / Investidor Constituição da SAF
Botafogo SAF John Textor (Eagle Football) 2022
Cruzeiro SAF Ronaldo Nazário 2021
Bahia SAF City Football Group 2023
Atlético-MG SAF Consórcio de investidores locais 2022
Vasco SAF Eagle Football (ex-777 Partners) 2022

Além dessas cinco, há outros clubes da Série A com estrutura SAF em fase de consolidação. Na prática, os clubes que aderiram ao modelo na elite demonstraram maior capacidade de contratação e gestão financeira ao longo do período, o que se reflete diretamente nos valuations.

Clubes da Série A que permanecem como associativos

Os grandes clubes históricos da Série A ainda resistem à conversão. Entre eles estão Flamengo, Fluminense, Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos. Cada um tem razões específicas para manter o modelo associativo, exploradas em detalhe mais adiante neste guia.

Vale destacar o caso do Red Bull Bragantino: é um clube-empresa desde antes da Lei SAF, operando sob o marco da Lei Zico de 1993. Não é tecnicamente uma SAF, mas representa a terceira via do futebol empresarial brasileiro.

Quais são as SAFs mais valiosas do Brasil?

As SAFs mais valiosas do Brasil se destacam não apenas pelo valuation, mas pelo crescimento acelerado após a conversão. Segundo o ranking da consultoria Sports Value, as maiores em valor de mercado em 2025 são Botafogo, Cruzeiro e Vasco.

Posição Clube (SAF) Valuation estimado Investidor principal Destaque pós-SAF
1º Botafogo SAF R$ 1,857 bilhão John Textor (Eagle Football) Crescimento expressivo em 3 anos
2º Cruzeiro SAF R$ 1,472 bilhão Ronaldo Nazário Retorno à Série A e estabilidade financeira
3º Vasco SAF R$ 1,207 bilhão Eagle Football (ex-777 Partners) Reestruturação de dívidas em andamento
4º Bahia SAF Acima de R$ 900 milhões City Football Group Retorno à Série A e plano de novo estádio
5º Atlético-MG SAF Acima de R$ 800 milhões Consórcio local Título do Campeonato Brasileiro 2024

Para efeito de comparação, o Flamengo, ainda como clube associativo, vale estimados R$ 5 bilhões, o que mostra que o modelo SAF não é pré-requisito para alto valuation, mas é o caminho mais acessível para clubes médios.

O investidor interessado no setor deve entender que valuation de clube de futebol incorpora direitos de transmissão, patrocínios e desempenho esportivo, fatores voláteis por natureza. Valuation alto não significa liquidez garantida.

Como funciona a tributação das SAFs?

A tributação diferenciada é um dos pilares mais atrativos do modelo SAF. Em vez de seguir o regime tributário padrão, as SAFs operam com alíquota reduzida definida pela própria Lei 14.193/2021, e a diferença em relação ao regime comum é substancial.

Alíquotas vigentes

  • Primeiros 5 anos de operação: 5% sobre a receita bruta
  • A partir do 6º ano: 4% sobre a receita bruta

Esse regime substitui o IRPJ, CSLL, PIS e Cofins em uma alíquota única. Por comparação, clubes associativos, dependendo de como estruturam suas operações, podem enfrentar cargas tributárias que superam 30% sobre o lucro em determinados contextos.

A Reforma Tributária aprovada em 2023 gerou debate sobre o benefício fiscal das SAFs. O governo vetou dispositivo que poderia elevar essa carga, preservando a alíquota reduzida. No entanto, o debate sobre isonomia tributária entre SAFs e outras empresas do setor de entretenimento continua em pauta no Congresso em 2026.

Simulação prática

Considere uma SAF com receita bruta anual de R$ 200 milhões. No regime de 5%, ela recolhe R$ 10 milhões em tributos. Um clube associativo com estrutura equivalente, dependendo do enquadramento, poderia recolher valor significativamente maior.

Na prática, o benefício fiscal torna o modelo SAF financeiramente mais eficiente para operações lucrativas. Contudo, clubes com prejuízo operacional, caso de muitos de médio e pequeno porte, não sentem esse efeito de forma imediata. O benefício é real, mas não transforma um clube deficitário em negócio lucrativo automaticamente.

SAF vs. Clube Associativo: qual modelo é melhor para o futebol?

A comparação entre SAF e clube associativo não tem resposta única. Cada modelo tem vantagens claras em dimensões diferentes. De forma direta: SAFs são superiores em captação de capital e eficiência tributária; clubes associativos preservam tradição, vínculo com o torcedor e autonomia decisória.

Comparativo por dimensão

Dimensão SAF Clube Associativo Clube-empresa (Lei Zico)
Acesso a capital privado Direto, via ações ou debêntures Limitado a patrocínios e receitas operacionais Possível, mas com menor arcabouço jurídico
Tributação 4% a 5% sobre receita bruta Variável, podendo superar 30% Regime geral de PJ, sem benefício específico
Governança Demonstrações financeiras auditadas obrigatórias Prestação de contas aos sócios, sem auditoria obrigatória Regime societário comum
Risco de conflito Investidor pode priorizar retorno sobre desempenho esportivo Dirigentes eleitos podem priorizar política interna Controle total do proprietário, sem contrapartida associativa

O caso do Red Bull Bragantino demonstra que o clube-empresa pode ser eficiente esportivamente sem a estrutura SAF, mas depende inteiramente da disposição do controlador em investir continuamente. Esse modelo não garante a mesma segurança jurídica para investidores externos.

Para o investidor, a conclusão prática é clara: SAFs oferecem o melhor arcabouço legal para entrada de capital externo no futebol brasileiro hoje. Para o torcedor, a resposta depende de quanto ele aceita ceder controle em troca de competitividade.

Quais clubes grandes ainda não viraram SAF e por quê?

Flamengo, Fluminense, Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos seguem como clubes associativos. Cada um tem motivações distintas para resistir à conversão, e entender essas razões ajuda a calibrar expectativas sobre o futuro do modelo.

Os casos individuais

Flamengo: com valuation estimado em R$ 5 bilhões e receita bruta superior a R$ 1 bilhão ao ano, o Rubro-Negro não apresenta necessidade imediata de capital externo. Além disso, a base associativa massiva e a resistência da torcida tornam a conversão politicamente custosa para qualquer diretoria.

Palmeiras: valuation estimado em R$ 4,4 bilhões, sustentado pela parceria histórica com a Crefisa. O modelo funciona bem sem conversão, e a diretoria alviverde tem declarado publicamente que não vê vantagem imediata na SAF.

Corinthians: a situação é diferente. O clube carrega dívidas estimadas em mais de R$ 2 bilhões, o que deveria tornar a SAF atrativa. No entanto, a estrutura da dívida e a resistência de grupos internos dificultam a operação. Há conversas sobre investidores interessados, mas nenhuma concretização até 2026. Na prática, esse é o caso mais emblemático de um clube que precisaria do modelo, mas não consegue viabilizá-lo politicamente.

Santos: rebaixado para a Série B em 2023, o clube debateu intensamente a conversão como saída para a crise. Mesmo assim, a adesão não ocorreu. O caso Santos exemplifica que a SAF não é solução automática para problemas estruturais profundos.

O IPO potencial do Flamengo

Se o Flamengo convertesse seu departamento de futebol em SAF, analistas do setor estimam que a oferta inicial de ações poderia movimentar entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões, dado o histórico de receitas e o tamanho da base de torcedores. Trata-se, portanto, do maior IPO potencial do futebol sul-americano, e um evento que transformaria o mercado de SAFs no Brasil.

Casos de sucesso: como as SAFs transformaram Botafogo, Bahia, Cruzeiro e Vasco

Botafogo, Bahia, Cruzeiro e Vasco são as referências do modelo SAF no Brasil. Todos saíram de situações de endividamento e instabilidade para crescimento acelerado após a conversão, mas cada trajetória tem nuances importantes para quem analisa o setor como investimento.

Linha do tempo por clube

Clube Ano Marco principal
Botafogo SAF 2022 John Textor adquire 90% das ações por cerca de R$ 300 milhões
2023 Clube retorna à Libertadores após anos de instabilidade
2024 Valuation supera R$ 1,857 bilhão segundo Sports Value
Cruzeiro SAF 2021 Ronaldo Nazário adquire controle por R$ 400 milhões
2022 Retorno à Série A após dois anos na Série B
2024 Clube estabilizado financeiramente e disputando a Libertadores
Bahia SAF 2023 City Football Group assume o controle da SAF
2023 Retorno à Série A já na primeira temporada
2025 Plano de novo estádio e expansão da base de fãs
Vasco SAF 2022 777 Partners adquire 70% da SAF
2023 a 2024 Turbulência na gestão com troca de controle para Eagle Football
2025 Reestruturação em andamento, valuation estimado em R$ 1,207 bilhão

Na prática, esses casos mostram que o modelo SAF acelera o crescimento quando há capital sólido e gestão profissional. Por outro lado, o caso Vasco ilustra que conflitos entre investidores podem criar instabilidade mesmo dentro da estrutura SAF.

O que poucos explicam: o modelo jurídico da SAF resolve o problema de acesso ao capital, mas não resolve o problema de qualidade do gestor. Investidores que avaliaram o Vasco pelo potencial do clube subestimaram o risco de governança do grupo controlador, e esse erro custou caro em termos de instabilidade. Antes de qualquer análise de valuation, a pergunta mais importante é: quem está gerindo esse dinheiro?

Como investir em SAFs: é possível para pessoa física?

Pessoa física pode ter exposição ao setor de SAFs, mas não de forma direta via bolsa. Em 2026, não há ações de SAFs negociadas na B3, existem, porém, instrumentos alternativos acessíveis que valem a análise.

Instrumentos disponíveis para pessoa física

Debêntures de SAFs: Cruzeiro e Vasco já emitiram debêntures para captar recursos no mercado. Esses títulos de dívida pagam juros ao investidor e têm prazo definido. O risco central aqui é o chamado risco esportivo: um rebaixamento pode impactar receitas e comprometer o pagamento.

FIPs (Fundos de Investimento em Participações): fundos especializados em futebol captam recursos de investidores qualificados e aportam em SAFs. Em geral, o acesso é restrito a investidores com R$ 1 milhão ou mais em aplicações financeiras.

Perspectiva de IPO: analistas do setor acompanham a possibilidade de alguma SAF abrir capital na B3 até 2026 ou 2027. Caso ocorra, seria o primeiro IPO de clube de futebol no Brasil, e abriria o mercado para o investidor de varejo de forma inédita.

Simulação prática: investidor com R$ 10.000 analisando debênture de SAF

Considere uma debênture hipotética de SAF com prazo de 3 anos, rentabilidade de CDI + 4% ao ano e rating de risco médio. Com CDI estimado ao redor de 13% ao ano em 2026, a rentabilidade bruta seria de aproximadamente 17% ao ano.

Sobre esse retorno, incide Imposto de Renda regressivo. Para prazo acima de 720 dias, a alíquota é de 15%, o que resulta em rentabilidade líquida estimada de aproximadamente 14,45% ao ano, ou cerca de R$ 1.445 por ano sobre R$ 10.000 investidos, sem considerar inflação.

O risco específico de debêntures de SAF inclui o chamado risco esportivo: um clube rebaixado pode ter receitas de televisão reduzidas em até 60%, comprometendo o serviço da dívida. Esse tipo de ativo deve representar parcela limitada de uma carteira diversificada, nunca a posição central.

Confira a taxa Selic vigente no portal do Banco Central do Brasil para atualizar os cálculos de rentabilidade conforme o cenário atual.

Mapa das SAFs por estado: onde estão concentradas?

A distribuição geográfica das SAFs reflete a concentração econômica e esportiva do Brasil. São Paulo lidera com 29 SAFs, seguido por Paraná (15), Minas Gerais (13) e Santa Catarina (9).

Estado / Região Nº de SAFs Destaque regional
São Paulo 29 Maior polo do Brasil
Paraná 15 Sul mais representativo
Minas Gerais 13 Histórico de endividamento como catalisador
Santa Catarina 9 Crescimento acelerado
Nordeste (total) 17 Expansão em curso, Bahia, Pernambuco e Ceará em destaque
Centro-Oeste (total) 13 Expansão para cidades médias
Norte (total) 4 Menor penetração do modelo

Estados como Amapá, Roraima e Acre ainda não registraram SAFs formalmente, segundo dados do Ibesaf. Por outro lado, Bahia, Pernambuco e Ceará já consolidaram SAFs no Nordeste, com crescimento de aportes em 2025.

A tendência para 2026 é de expansão para o interior do Sudeste e cidades médias do Centro-Oeste. Na prática, clubes que antes não tinham visibilidade nacional passam a acessar capital de forma estruturada, o que abre oportunidades, mas também exige mais critério na análise de cada caso.

Perspectivas para as SAFs em 2026: o que esperar?

O ano de 2026 é de consolidação para o modelo SAF no Brasil. A expectativa envolve novas adesões, debate regulatório e a possibilidade concreta de abertura de capital de alguma SAF na B3.

Principais tendências

  • Novos registros: projeção de superar 120 SAFs até o fim do ano, número que já foi atingido em agosto de 2025, quando o Ibesaf confirmou 117 SAFs registradas
  • Debate tributário: pressão para revisão do benefício fiscal de 4% a 5% continua no Congresso
  • Supervisão da CVM: regulamentação adicional sobre emissão de debêntures e FIPs ligados a SAFs
  • Copa do Mundo 2026: evento nos EUA, Canadá e México eleva o interesse internacional em clubes brasileiros
  • IPO potencial: ao menos uma SAF avalia abertura de capital na B3 até 2027

O impacto da Copa do Mundo 2026 nos valuations merece atenção. Historicamente, torneios internacionais elevam o interesse de investidores estrangeiros no futebol. Clubes brasileiros com SAF estruturada podem atrair novas rodadas de captação no período pré e pós-Copa.

Por outro lado, o ambiente regulatório ainda apresenta incertezas. A CVM definirá regras mais claras para ofertas públicas de valores mobiliários lastreados em SAFs, o que pode tanto atrair quanto restringir determinados tipos de investidores. Para quem acompanha o setor, 2026 representa uma janela de monitoramento estratégico antes de uma eventual consolidação do mercado.

A maioria dos investidores que olha para SAFs superestima o retorno esportivo e subestima os riscos de governança. Antes de alocar capital em qualquer instrumento ligado a esse setor, debênture, FIP ou futuro IPO, a pergunta certa não é qual clube vai subir de divisão: é se esse risco cabe no seu portfólio e em qual proporção. A Renova pode fazer essa análise com você, fale com um assessor.

Resumo prático

  • Em 2026, o Brasil conta com mais de 100 SAFs registradas, sendo ao menos 6 na Série A e 9 na Série B do Campeonato Brasileiro.
  • As SAFs mais valiosas são Botafogo (R$ 1,857 bi), Cruzeiro (R$ 1,472 bi) e Vasco (R$ 1,207 bi), segundo a Sports Value.
  • O regime tributário das SAFs é de 5% nos primeiros 5 anos e 4% a partir do 6º ano sobre a receita bruta, muito abaixo da carga padrão de empresas.
  • Pessoa física pode investir em SAFs via debêntures ou FIPs, mas não há ações de SAFs na B3 em 2026.
  • Flamengo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Fluminense e Santos permanecem como clubes associativos por razões financeiras, históricas e políticas distintas.
  • 2026 é um ano de consolidação do modelo, com possível avanço regulatório da CVM e perspectiva de IPO até 2027.

Perguntas frequentes sobre SAFs no Brasil

Quantas SAFs existem no Brasil em 2026?

Em 2026, o Brasil conta com mais de 100 SAFs registradas. O Ibesaf confirmou 99 registros formais no início do ano, com novas adesões em andamento, e já havia registrado 117 SAFs em agosto de 2025. A maior concentração está no Sudeste (40 SAFs), seguido pelo Sul (21), Nordeste (17), Centro-Oeste (13) e Norte (4). O crescimento superou as projeções iniciais da própria lei.

Quais clubes da Série A são SAF em 2026?

Na Série A do Campeonato Brasileiro em 2026, as SAFs confirmadas são: Botafogo (controlada por John Textor/Eagle Football), Cruzeiro (Ronaldo Nazário), Bahia (City Football Group), Atlético-MG e Vasco (Eagle Football). Os demais clubes da elite, como Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Fluminense, permanecem como associativos.

O Flamengo é uma SAF?

Não. O Flamengo segue como clube associativo em 2026. Com valuation estimado em R$ 5 bilhões e receita superior a R$ 1 bilhão ao ano, o Rubro-Negro não vê necessidade imediata de capital externo. Além disso, há forte resistência da base de sócios e da torcida a qualquer mudança estrutural dessa magnitude.

Qual é a SAF mais valiosa do Brasil?

A SAF mais valiosa do Brasil em 2025 é o Botafogo, com valuation estimado em R$ 1,857 bilhão, segundo a consultoria Sports Value. Na sequência estão Cruzeiro SAF (R$ 1,472 bilhão) e Vasco SAF (R$ 1,207 bilhão). O crescimento do Botafogo é o mais expressivo: o clube era endividado antes da entrada de John Textor em 2022.

Como funciona a tributação de uma SAF?

As SAFs operam com alíquota unificada de 5% sobre a receita bruta nos primeiros cinco anos e 4% a partir do sexto ano. Esse regime substitui IRPJ, CSLL, PIS e Cofins. Por comparação, empresas do regime geral podem pagar até 34% sobre o lucro, o que torna o modelo SAF significativamente mais eficiente do ponto de vista tributário. A referência legal é a Lei 14.193/2021.

É possível investir em SAFs como pessoa física?

Sim, de forma indireta. Não há ações de SAFs negociadas na B3 em 2026, mas investidores pessoa física podem acessar debêntures emitidas por SAFs como Cruzeiro e Vasco. FIPs especializados em futebol também são uma via, em geral restrita a investidores qualificados (acima de R$ 1 milhão em aplicações). Um possível IPO de SAF na B3 deve ampliar o acesso até 2027.

Qual a diferença entre SAF e clube associativo?

A SAF é uma empresa com fins lucrativos, regida pela Lei 14.193/2021, com acionistas, demonstrações financeiras auditadas e tributação reduzida de 4% a 5%. O clube associativo é controlado por sócios, sem fins lucrativos, com maior autonomia política, mas menor acesso a capital externo. SAFs podem emitir ações e debêntures; clubes associativos não têm esse instrumento disponível.

O Corinthians vai virar SAF em 2026?

Até o momento, não há conversão confirmada. O Corinthians carrega dívidas estimadas em mais de R$ 2 bilhões, o que torna o processo complexo. Há interesse de investidores no clube, mas resistência interna e a estrutura das dívidas historicamente dificultam a operação. Em 2026, o tema segue em debate, sem previsão de data para uma eventual SAF Corinthians.

Fontes consultadas:

  • Lei 14.193/2021, Sociedade Anônima do Futebol (Presidência da República)
  • Sports Value, Ranking dos clubes mais valiosos do Brasil
  • Ibesaf, Instituto Brasileiro de Estudo de Sociedades Anônimas do Futebol
  • InfoMoney, SAF no Brasil: balanço dos principais clubes
  • Banco Central do Brasil, bcb.gov.br (referência para taxa Selic)
A Renova Invest é preposto do Banco BTG Pactual S/A. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, não constituindo oferta, recomendação ou aconselhamento de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Antes de investir, leia o material técnico dos produtos e avalie se são adequados ao seu perfil.


Facilidades da Renova Invest para você:

Conta digital gratuita

Abra sua conta sem custo e tenha acesso a uma plataforma para investir com praticidade e segurança.

Viver de renda

Construa uma carteira inteligente com foco em geração de renda passiva e alcance sua independência financeira.

CDI hoje
13,65% a.a.
  • Meta Selic13,75%
  • CDI 12 meses14,63%
  • CDI em 202610,28%
Ver CDI e simulação →
Fonte: Banco Central · 24/09/2026

Mais artigos em