Em setembro de 2026, o dólar está cotado a R$ 5,11 — e o setor global de videogames movimenta mais de US$ 200 bilhões por ano. Mas, até pouco tempo, investir nesse mercado exigia abrir conta no exterior, lidar com burocracia cambial e escolher entre dezenas de empresas desconhecidas. O JOGO11 mudou isso: com um único clique no home broker, você compra uma exposição indireta a gigantes como Tencent, Nintendo e Electronic Arts — tudo em reais, sem complicação. Mas será que esse ETF é a melhor forma de entrar nesse universo?
Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.
Cotação do dia, retorno em 12 meses, patrimônio e comparação com outros ETFs: veja a ficha do JOGO11.
O que é o JOGO11 e por que ele existe?
Imagine concentrar, em uma única cota, empresas que dominam o mercado de games e e-sports no mundo todo. É essa a proposta do JOGO11. Trata-se de um ETF (Exchange Traded Fund) gerido pela Investo e listado na B3 que busca acompanhar o desempenho do MVIS Global Video Gaming & E-Sports Index — porém de forma indireta.
E aqui está o ponto mais importante que muitos materiais deixam de fora: o JOGO11 não compra as ações do índice. Ele investe majoritariamente em cotas do ESPO — VanEck Video Gaming and eSports ETF, negociado nos Estados Unidos, e é esse ETF americano que replica o índice MVIS. Trata-se, portanto, de uma estrutura conhecida como fundo-de-fundos (ou feeder): existem três camadas entre você e as empresas de games — JOGO11 → ESPO → ações.
Essa arquitetura tem duas consequências práticas que você precisa levar em conta. A primeira é o rastreamento indireto: o desempenho do JOGO11 acompanha o índice por meio do ESPO, e não diretamente, o que pode gerar pequenas diferenças de aderência. A segunda é o custo em duas camadas, que detalhamos mais adiante — há taxa no veículo brasileiro e taxa no ETF americano.
Quanto à seleção das empresas, o índice MVIS exige que novas empresas obtenham ao menos 50% de sua receita com videogames, e-sports ou tecnologias relacionadas para entrar na carteira. Vale a ressalva: esse limiar de 50% é um critério de inclusão. Componentes que já estão no índice podem permanecer com receita de games a partir de 25%, segundo a regra de retenção da metodologia. Ou seja, o fundo é fortemente temático, mas admite algum grau de exposição menos “pura” ao longo do tempo.
A Investo, gestora por trás do fundo, é especializada em ETFs temáticos internacionais. Além do JOGO11, ela já lançou fundos voltados para tecnologia, energia limpa e infraestrutura, sempre com a mesma proposta: trazer para o investidor brasileiro exposição a setores globais sem a necessidade de abrir conta no exterior. Há, porém, uma informação de governança relevante: desde 2024 a Investo integra o Grupo VanEck — o mesmo grupo que emite o ESPO, o ETF no qual o JOGO11 investe. Isso configura uma relação entre partes relacionadas (fundo brasileiro e fundo-alvo pertencentes ao mesmo grupo econômico), o que pode gerar potencial conflito de interesse na escolha do veículo-alvo e na definição das taxas. Não é, por si só, um problema — estruturas assim são comuns e reguladas —, mas é um ponto que merece a sua leitura atenta do regulamento.
Ou seja: diversificação geográfica e setorial, tudo em reais e sem burocracia cambial. Mas há um detalhe importante: o JOGO11 é renda variável. Isso significa que o valor da cota oscila diariamente, influenciado pelo desempenho das empresas do índice e pela variação do câmbio BRL/USD. Não há garantia de rentabilidade, nem proteção do FGC — ao contrário de investimentos como CDBs ou LCIs, que oferecem segurança e previsibilidade.
Como funciona o JOGO11 na prática?
Investir no JOGO11 é simples. Basta acessar o home broker da sua corretora, digitar o ticker JOGO11 e enviar uma ordem de compra. O processo é idêntico ao de comprar uma ação — o preço varia em tempo real durante o pregão.
Mas o que acontece por trás das cortinas? Ao adquirir uma cota, você passa a ser dono de uma fração de um fundo brasileiro cujo principal ativo são cotas do ETF americano ESPO, que por sua vez mantém a carteira de ações do índice MVIS. Você não precisa abrir conta no exterior nem se preocupar com conversão cambial: tudo é operacionalizado internamente pelo fundo. Essa praticidade é um dos grandes diferenciais do JOGO11 em relação à compra direta de ações de empresas de games.
Por exemplo: se você quisesse comprar ações da Nintendo diretamente, enfrentaria uma série de desafios. Precisaria de uma corretora internacional, realizar a conversão cambial e, acima de tudo, concentraria todo o seu capital em uma única empresa. Com o JOGO11, uma única operação distribui seu investimento entre dezenas de empresas, diversificando o risco de forma automática — algo praticamente inviável para quem tem pouco capital.
Para deixar isso mais claro, imagine que você tem R$ 500 para investir. Comprando cotas do JOGO11, passa a ter exposição proporcional a empresas americanas, japonesas, chinesas e sul-coreanas, todas ponderadas conforme os critérios do índice. E o rebalanceamento da carteira de ações é feito no nível do ESPO, enquanto o gestor brasileiro cuida da gestão do veículo local.
No entanto, há um detalhe crucial que diferencia o JOGO11 de investimentos 100% domésticos: a exposição cambial. Como os ativos do fundo são cotados em dólar, o desempenho em reais depende tanto do desempenho das empresas quanto da variação do câmbio BRL/USD. Se o dólar se valoriza frente ao real, isso pode amplificar seus ganhos — mas, se o real se fortalecer, o efeito é o contrário.
Para o investidor brasileiro, essa exposição cambial funciona como uma proteção parcial. Afinal, ter parte do patrimônio em dólar é uma forma de diversificar a carteira, especialmente em cenários de incerteza econômica local. Porém, é um risco adicional que não existe em investimentos puramente domésticos, e que precisa ser levado em conta na hora de decidir sua alocação.
O que está por trás da composição do JOGO11?
A carteira do JOGO11 reflete, por meio do ESPO, o índice MVIS Global Video Gaming & E-Sports, que seleciona empresas ligadas a videogames, e-sports, streaming de games ou hardware relacionado. Como visto, o limiar de 50% da receita vale para novas inclusões, e o de 25% para retenção de componentes já existentes — critérios que mantêm o fundo genuinamente temático, ainda que sem pureza absoluta.
Além disso, a diversificação geográfica é um dos pontos fortes do JOGO11. As empresas do índice estão concentradas principalmente nos Estados Unidos, Japão, China e Coreia do Sul — entre os maiores mercados globais de games. Essa distribuição reduz a dependência de um único país ou regulação, criando um equilíbrio interessante para quem busca exposição internacional.
Vamos dar uma olhada nas principais posições do índice:
| Empresa | País | Segmento principal |
|---|---|---|
| Tencent Holdings | China | Games mobile e PC |
| Nintendo | Japão | Consoles e jogos |
| Electronic Arts | EUA | Franquias esportivas |
| Take-Two Interactive | EUA | GTA, NBA 2K |
O índice costuma conter algumas dezenas de ativos, número que equilibra concentração temática e diversificação. A composição inclui desde gigantes como a Tencent — cujo valor de mercado, em dólares, está na casa das centenas de bilhões (aproximadamente US$ 490 bilhões a US$ 510 bilhões em setembro de 2026, valor que oscila com o câmbio HKD/USD) — até empresas menores, focadas em nichos como e-sports e streaming. Essa mistura pode aumentar a volatilidade em relação a ETFs que seguem apenas blue chips, mas também traz oportunidades de crescimento.
O grande benefício dessa abordagem é claro: o desempenho não depende de uma única empresa. Se a Nintendo decepcionar em um trimestre, por exemplo, o desempenho da Tencent pode compensar. Essa diversificação automática é um dos principais atrativos do JOGO11 para quem quer se expor ao setor sem correr o risco de uma aposta concentrada.
Qual a rentabilidade histórica do JOGO11?
A rentabilidade do JOGO11 está diretamente ligada ao desempenho do setor global de videogames (medido em dólar, via ESPO) e à variação cambial BRL/USD. Nos últimos anos, esse mercado passou por ciclos marcantes, que ajudam a entender tanto o potencial quanto os riscos desse investimento.
O boom de 2020-2021: quando o setor explodiu
A pandemia trouxe um impacto inédito para o mercado de games. Com o isolamento social, o consumo de videogames disparou, levando o setor a registrar altas expressivas. ETFs temáticos, incluindo o próprio ESPO (fundo-alvo do JOGO11), tiveram desempenho excepcional nesse período. Quem entrou nessa fase colheu ganhos consideráveis, mas, como veremos adiante, esse movimento também trouxe lições importantes.
A correção de 2022: o outro lado da moeda
No entanto, 2022 chegou com uma reversão de cenário. A normalização pós-pandemia, o aumento dos juros nos EUA e a desaceleração do crescimento tecnológico provocaram uma forte correção no setor. Empresas como a Sea Limited chegaram a perder parcela expressiva de seu valor em relação ao pico.
Se você tivesse investido no setor no auge de 2021 e resgatado em 2022, teria registrado perdas relevantes — um lembrete claro de que ETFs temáticos concentram risco setorial. Não há diferença, nesse aspecto, em relação a ações individuais: a concentração em um único setor sempre traz volatilidade.
A recuperação gradual a partir de 2023
A partir de 2023, o setor começou a se recuperar, ainda que de forma desigual. A reabertura da China, o crescimento do mercado mobile e o avanço dos e-sports contribuíram para essa retomada. Algumas empresas se recuperaram mais rápido que outras, mas, no agregado, a tendência foi positiva.
Para o investidor brasileiro, há um fator adicional a considerar: a variação cambial. Em setembro de 2026, o dólar PTAX estava em R$ 5,1117. Isso significa que, em períodos de valorização do dólar frente ao real, o retorno do JOGO11 em reais é amplificado. Por outro lado, se o real se fortalecer, o impacto é o oposto. Em outras palavras, a rentabilidade final em reais depende tanto do desempenho das empresas quanto da trajetória do câmbio.
Para fins de comparação, vale lembrar que o CDI está em 13,65% ao ano (taxa vigente, fonte BCB), com a Selic em 13,75% a.a. e o IPCA acumulado em 12 meses em 4,22% — um retorno expressivo e com risco muito menor que o de um ETF de renda variável. Como esse número muda a cada mês, confira o dado atualizado nas fontes oficiais antes de usá-lo em qualquer comparação. Portanto, o JOGO11 só faz sentido como parte de uma estratégia de diversificação, nunca como substituto de renda fixa.
A recomendação é clara: para investidores com horizonte de pelo menos 5 anos e tolerância a volatilidade, uma pequena alocação em ETFs temáticos como o JOGO11 pode ser uma forma interessante de diversificar internacionalmente. Já quem precisa do dinheiro em curto prazo deve considerar opções mais conservadoras, como a renda fixa.
Quais são as taxas e custos do JOGO11?
Aqui está, provavelmente, o ponto menos compreendido do produto. Por ser um fundo-de-fundos, o JOGO11 tem duas camadas de taxa de administração:
- Taxa do veículo brasileiro (JOGO11): aproximadamente 0,48% ao ano.
- Taxa do ETF americano (ESPO), embutida na cota do fundo-alvo: aproximadamente 0,55% ao ano.
- Custo total estimado: cerca de 1,03% ao ano.
Ou seja: o custo efetivo que recai sobre o seu dinheiro não é apenas a taxa divulgada do fundo brasileiro, mas a soma das duas. Ambas são descontadas do valor patrimonial — você não paga nada separado, mas o efeito aparece na variação do preço da cota ao longo do tempo. Para dimensionar: ETFs de índice amplo como o BOVA11 cobram na faixa de 0,10% ao ano, o que faz o custo total do JOGO11 ser várias vezes superior. Isso não invalida o produto — exposição temática internacional empacotada em reais tem custo —, mas precisa entrar na sua conta de retorno esperado.
Mas atenção: taxas podem mudar. Confirme os valores vigentes no regulamento oficial do fundo (disponível no site da CVM), no site da Investo e na página do ESPO. Esse dado é fundamental para calcular o retorno líquido esperado, então não deixe de verificá-lo antes de investir.
Além das taxas de administração, há outros custos que podem impactar sua rentabilidade:
- Corretagem: algumas corretoras cobram taxa por ordem de compra ou venda. Verifique a política da sua antes de operar.
- Spread bid-ask: a diferença entre o preço de compra e venda no pregão. Em ETFs com menor liquidez, esse spread pode ser mais alto.
- Custo cambial embutido: o fundo adquire cotas de um ETF cotado em dólar, e há custos implícitos nessa operação que impactam marginalmente o retorno.
- Taxa de custódia B3: essa não é uma preocupação para quem investe em ETFs — ela incide sobre o Tesouro Direto (0,20% ao ano, cobrada nas movimentações desde 31/12/2024, com isenção para até R$ 10 mil em Tesouro Selic).
- Imposto de Renda: na venda com lucro em operações normais, o ganho de capital é tributado a 15%; em day trade, a alíquota sobe para 20%. E não há isenção para vendas abaixo de R$ 20.000 mensais — essa regra vale apenas para ações individuais, não para ETFs.
A tributação merece atenção especial. O IR de 15% incide sobre o ganho de capital nas operações comuns e o de 20% nas operações de day trade, sempre com recolhimento de responsabilidade do investidor, via DARF, até o último dia útil do mês seguinte à operação.
Comparado a outros ETFs na B3, o JOGO11 tem custo total mais alto que fundos de índices amplos, como o BOVA11 — e a principal razão é justamente a estrutura em duas camadas, somada aos custos de gestão e de exposição cambial. Na hora de avaliar se o investimento vale a pena, leve em conta o custo total: as duas taxas de administração, impacto cambial e tributação.
Para quem está começando, uma dica: leia o regulamento do fundo antes de investir. O documento detalha a taxa de administração, a política de investimento no fundo-alvo, a existência de partes relacionadas e os riscos específicos do produto. Conhecer esses detalhes desde o início é fundamental para projetar o retorno líquido esperado e evitar surpresas desagradáveis.
Riscos específicos do JOGO11: o que você precisa saber
Investir em renda variável sempre envolve riscos, e o JOGO11 não é exceção. Além dos riscos comuns a qualquer ativo da bolsa, há fatores específicos do setor de games e da estrutura do fundo que merecem atenção. Vamos entender cada um deles:
- Concentração setorial: toda a carteira está exposta ao desempenho do mercado de videogames. Se o setor enfrentar uma desaceleração global, não há diversificação que proteja seu investimento.
- Custo em duas camadas: a estrutura de fundo-de-fundos eleva o custo total (cerca de 1,03% ao ano), o que reduz o retorno líquido em relação a uma exposição direta ao índice.
- Rastreamento indireto: como a exposição passa pelo ESPO, pequenas diferenças de aderência ao índice podem se acumular ao longo do tempo.
- Partes relacionadas: gestora brasileira e emissor do fundo-alvo pertencem ao mesmo grupo (VanEck), o que exige atenção à governança e à justificativa das taxas cobradas.
- Volatilidade elevada: o setor é cíclico e sensível a mudanças econômicas. Empresas de entretenimento são consideradas “discretionary” — ou seja, seus produtos não são essenciais, e o consumo cai em períodos de crise.
- Ciclos de lançamento: grandes franquias de games são lançadas em períodos específicos. Se um lançamento não agradar ao público, várias empresas da carteira podem ser afetadas ao mesmo tempo.
- Regulação na China: a Tencent, uma das maiores posições do índice, é uma empresa chinesa. Mudanças regulatórias no país podem impactar diretamente o desempenho do fundo.
- Dependência cambial: como os ativos são cotados em dólar, a valorização ou desvalorização do real frente à moeda americana amplifica tanto os ganhos quanto as perdas.
O erro mais comum — e mais caro — é tratar o JOGO11 como um substituto para renda fixa ou ações “seguras”. Estamos falando de um ativo temático, concentrado e volátil, que deve ocupar apenas uma pequena fração da carteira de quem tem horizonte de investimento longo e tolerância a oscilações.
Resumo prático: o que você precisa lembrar sobre o JOGO11
- O JOGO11 é um ETF listado na B3, gerido pela Investo, que busca acompanhar o índice MVIS Global Video Gaming & E-Sports de forma indireta, investindo em cotas do ETF americano ESPO (VanEck).
- Trata-se de uma estrutura de fundo-de-fundos: JOGO11 → ESPO → ações. Desde 2024, a Investo integra o Grupo VanEck, emissor do ESPO.
- Com uma única cota, você tem exposição indireta a dezenas de empresas globais do setor, como Tencent, Nintendo e Electronic Arts.
- O custo total soma a taxa do fundo brasileiro (~0,48% a.a.) e a do ESPO (~0,55% a.a.), algo próximo de 1,03% a.a. — bem acima de ETFs de índice amplo como o BOVA11 (~0,10% a.a.).
- O desempenho depende tanto do mercado de games (em dólar) quanto da variação cambial BRL/USD.
- O Imposto de Renda sobre ganho de capital é de 15% em operações normais e 20% em day trade, sem a isenção de R$ 20 mil mensais que vale para ações individuais.
- ETFs não estão sujeitos à taxa de custódia da B3 — essa cobrança incide sobre investimentos no Tesouro Direto.
- O JOGO11 é adequado para investidores com horizonte de 5 anos ou mais e tolerância a volatilidade — nunca como substituto para renda fixa.
Perguntas frequentes sobre o JOGO11
Como o JOGO11 se compara ao Tesouro Direto?
São investimentos de natureza completamente diferente. O Tesouro Direto é renda fixa: você empresta dinheiro ao governo e recebe juros previsíveis em troca. Por exemplo, o Tesouro Selic acompanha a taxa básica da economia — atualmente em 13,75% ao ano — com incidência da taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano, que desde 31/12/2024 passou a ser cobrada apenas nas movimentações (resgate antecipado, vencimento ou pagamento de juros), e não mais semestralmente; há ainda isenção dessa taxa para posições em Tesouro Selic de até R$ 10 mil. Já o JOGO11 é renda variável: seu retorno depende do desempenho das empresas de games e da variação cambial. Isso significa que ele pode render mais, render menos ou até mesmo gerar perdas — tudo depende do mercado.
Portanto, enquanto o Tesouro Direto serve para preservar capital com retorno estável, o JOGO11 é uma aposta de risco calculado, com potencial de ganho maior, mas também de perdas reais. A escolha entre um e outro depende do seu objetivo, horizonte de investimento e tolerância a volatilidade.
Quais são os riscos de investir no JOGO11?
Em relação à renda fixa, o risco é alto. Em relação a ações individuais, é moderado — mas não menos importante. O setor de games é cíclico: explodiu em 2020-2021 com a pandemia, sofreu queda acentuada em 2022 e iniciou uma recuperação gradual a partir de 2023. A Tencent, uma das maiores posições do fundo, é uma empresa chinesa, e mudanças regulatórias no país podem impactar diretamente seu desempenho. Há ainda o risco cambial (um dólar forte amplifica ganhos em reais; um dólar fraco, o contrário) e os riscos próprios da estrutura de fundo-de-fundos: custo em duas camadas e rastreamento indireto do índice.
Resumindo: o JOGO11 não é um produto para quem não tolera oscilações ou precisa do dinheiro em menos de 5 anos. É um investimento de risco, que deve ser tratado como tal.
É possível usar o JOGO11 para gerar renda passiva?
Não. ETFs de renda variável como o JOGO11 não têm por política distribuir dividendos ou rendimentos periódicos aos cotistas — eventuais proventos recebidos são reinvestidos. Seu retorno vem, na prática, da valorização (ou desvalorização) da cota. Se seu objetivo é renda passiva, opções como FIIs, ETFs de renda fixa ou até mesmo o próprio Tesouro Direto são mais adequadas.
Qual o valor mínimo para começar a investir no JOGO11?
Tecnicamente, você pode começar com o valor de uma única cota no pregão — a B3 não impõe um valor mínimo para investir em ETFs. Na prática, porém, recomenda-se ter pelo menos R$ 1.000 a R$ 2.000 para evitar que taxas de corretagem e outros custos fixos consumam uma parte significativa do seu investimento.
Além disso, é fundamental que esse seja um dinheiro que você não precisará resgatar nos próximos 5 anos. Afinal, estamos falando de um ativo temático e volátil, que deve ocupar apenas uma pequena fração da sua carteira — no máximo 10% do total, dependendo do seu perfil de investidor.
Montar uma carteira equilibrada é como construir uma casa: cada tijolo tem seu lugar, e a resistência da estrutura depende do conjunto. O JOGO11 pode ser um desses tijolos — mas só faz sentido se estiver alinhado ao seu perfil, objetivos e horizonte de investimento. Na Renova Invest, ajudamos você a estruturar essa alocação de forma personalizada, combinando segurança e oportunidades de crescimento. Antes de tomar decisões com base em dicas genéricas, converse com um assessor que entende seus números e seus planos. Seu futuro financeiro merece essa atenção.