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Giorgia Meloni: saiba quem é a nova líder do governo da Itália

De favorita a vencedora, a nova primeira-ministra da Itália é a deputada Giorgia Meloni, de 45 anos. Ela é uma das principais vozes da extrema-direita aliada ao movimento pós-fascista no país. No último domingo (25), o seu partido venceu as eleições, sendo que por lá, os eleitores votam por partido e a maioria no Parlamento é quem escolhe o primeiro-ministro, ou seja, o presidente do partido vencedor indica.

Agora, essas eleições parlamentares colocaram a Itália bem mais perto de ter uma mulher no poder do que há tempos e de um perfil ideológico da época de Benito Mussolini e da Segunda Guerra Mundial. Giorgia Meloni foi a mais votada candidata italiana, é de extrema-direita e líder do Partido Nacionalista Irmãos da Itália.

Curiosamente, vive há sete anos com um companheiro de esquerda. Não é por nada que o seu maior desafio será reproduzir no governo essa boa harmonia dentro de casa, para fazer com que o mandato, em um país onde a média de governo é de um ano e meio.

Já pensando nisso, ela amenizou o discurso e rejeitou as ligações com o neofascismo. Com mais de 26% dos votos, e com o apoio de Silvio Berlusconi e Matteo Salvini, Meloni quer colocar a Itália como protagonista. Além de discutir a burocracia europeia, impor uma política anti-imigrante agressiva, mudar a Constituição e substituir o sistema de governo parlamentarista pelo presidencialismo.

Quem é Giorgia Meloni?

Nascida e criada em Roma, no bairro popular de Garbatella, em 5 de janeiro de 1977.  Giorgia Meloni se consagrou militante na direita pós-fascista desde os seus 15 anos. Sem papas na língua para criticar o governo, ela bateu de frente com o mandato liderado pelo economista Mario Draghi, que é o atual primeiro-ministro com políticas de centro.

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O partido é presidido por ela (Fratelli d’Italia) e foi um dos poucos a não apoiar o último governo. Foi com isso que Meloni cresceu na oposição. O seu partido é herdeiro do Movimento 5 Stelle, MSI, (Movimento Cinco Estrelas), que é uma formação neofascista fundada depois da Segunda Guerra Mundial pelos simpatizantes de Mussolini.

Porém, condenam algumas práticas, como a privação da democracia e as leis que perseguiam judeus. Em sua bandeira, Fratelli d’Italia exibe um nó verde, vermelho e branco, símbolo criado em 1946 pelo grupo de veteranos fascistas que fundaram o MSI.

Aos 19 anos, a política declarou publicamente sua admiração por Mussolini: “Para mim foi um bom político. Todo o que fez, fez pela Itália”, justificou.

Militância desde pequena

Giorgia Meloni começou a militar quando estava no ensino médio, através de associações estudantis de extrema-direita, “minha segunda família”, disse enquanto trabalhava como babá e camareira. Depois, em 1996, se tornou líder do sindicato Azione Studentesca, em que o emblema era a Cruz Celta.

Já em 2006, conseguiu a licença de jornalista. No mesmo ano, foi eleita deputada e vice-presidente da Câmara de Representantes. Após dois anos, foi nomeada ministra da Juventude no governo de Silvio Berlusconi. Em um discurso feito em 2019, se descreveu como: “Sou Giorgia. Sou mulher, sou mãe, sou italiana, sou cristã”.


Ela é mãe de uma menina que nasceu em 2006 e vive – mas não é casada oficialmente – com o pai de sua filha, um jornalista de televisão.

Direitos das população

Durante a sua campanha, Meloni negou várias vezes as sugestões de que poderia reverter a legislação sobre aborto ou direitos gays. Ela reafirmou a sua oposição a adoções e barriga de aluguel para casais LGBT. Por outro lado, Federico Mollicone, um de seus assessores, porta-voz da cultura dos Irmãos da Itália (FdI), deu uma declaração controversa na última semana.

Ademais, Meloni cresceu defendendo sua contraposição à chegada de imigrantes. De acordo com a agência de notícias AFP, com seus aliados, ela promete o bloqueio de imigrantes que cruzam o mar Mediterrâneo. Tanto que a política compartilhou em suas redes sociais um vídeo de uma mulher sendo estuprada na rua por um requerente de asilo da Guiné e apagou depois de muitas críticas.

Mas ainda é cedo para afirmar que a sua vitória, ou melhor, a vitória da primeira da extrema direita na Itália desde a Segunda Guerra Mundial, consolida a normalização dos partidos populistas no bloco europeu. Meloni pode criar casos, só que o seu poder é limitado. Está atada a um fundo de recuperação estimado em mais de 200 bilhões de euros (mais de R$ 1 trilhão) e aprovado pela UE após a pandemia de Covid-19.

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