Recentemente, a Dasa (DASA3) realizou um roadshow virtual em conjunto com o BTG Pactual, voltado aos investidores locais.

A empresa, que atua no setor de Saúde, trouxe para o evento membros de sua alta gestão, incluindo o CEO Pedro Bueno, o CFO Felipe Guimarães, o Chefe de Operações de Diagnóstico Carlos Barros, o Chefe de Operações Hospitalares Emerson Gasparetto e o Head de RI Andrew Campbell.

Neste artigo, você confere os pontos principais do roadshow virtual e a análise da equipe de Equity Research do BTG Pactual.

Dasa (DASA3) transmite mensagem otimista

Segundo o relatório do BTG Pactual, a Dasa (DASA3) transmitiu uma mensagem, no geral, otimista em seu roadshow virtual. O foco do evento esteve em direcionado para cinco pontos.

O primeiro ponto foi a melhoria da comunicação, com a formação de uma nova equipe de RI e a realização de mais roadshows e conferências. Vale a pena destacar que esse foi o primeiro evento realizado com investidores, desde o re-IPO.

O segundo ponto foi a estratégia de integração de ativos da empresa. O terceiro, as iniciativas para compensar a queda nas receitas relacionadas à Covid. O quarto, a evolução da plataforma digital e a estratégia de coordenação de saúde.

O quinto e último ponto foram as metas para melhorar a estrutura de capital da Dasa. A empresa tem uma agenda ativa de M&A.

Além desses pontos, a Dasa apresentou perspectivas saudáveis de crescimento e retornos, ganhos de participação de mercado e interoperabilidade das unidades de negócios.

Atividades de M&A e impacto na DRE

Segundo o relatório do BTG Pactual, a Dasa (DASA3) realizou cinco aquisições recentemente. Após a consolidação, esses ativos devem adicionar aproximadamente 1,4 mil leitos à capacidade da empresa, promover um aumento de +20% na receita líquida estimada para 2021 e gerar um EBITDA de R$ 300 milhões.

No roadshow, os gestores da Dasa enfatizaram que as atividades de M&A vieram para ficar. O objetivo é construir uma estrutura completa e abrangente de ativos e marcas nos principais mercados. As aquisições estão focadas principalmente nos segmentos de hospitais e oncologia.

A agenda intensa de fusões e aquisições pode elevar a alavancagem financeira da empresa, chegando próxima a 4x EBITDA.

Crescimento da participação de Hospitais na receita

Segundo o relatório do BTG Pactual, a Dasa (DASA3) deve observar em breve um crescimento da participação do segmento de Hospitais em sua receita. A estimativa é de que ele chegue a ser responsável por 50% da receita. Assim, a importância da integração entre unidades de negócios fica mais evidente.


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A Dasa já é a 2ª maior empresa atuando no segmento de Hospitais no país. Ela tem capacidade de 3,6 mil leitos, considerando as aquisições recentes. A empresa também conta com quatro vantagens competitivas importantes.

A primeira vantagem é sua forte equipe de gestão, que recebeu quatro novos executivos há pouco tempo. A segunda é a sua grande escala, que possibilita negociar preços reduzidos com fornecedores.

A terceira vantagem é o ganho de eficiência em despesas gerais e administrativas. A quarta é a capacidade para capturar oportunidades de brownfield, isto é, de investimento em estruturas que já existem.



Aumento da eficiência em ambulatórios e diagnósticos

Segundo o relatório do BTG Pactual, a Dasa (DASA3) também reconhece o impacto da desaceleração dos testes de Covid-19 sobre sua receita. Essa atividade era responsável por 12% da receita líquida da unidade de diagnósticos no 2T.

Agora, a empresa está orientada para o aumento da eficiência em relação aos pacientes de ambulatórios e diagnósticos. A perspectiva é positiva, devido a quatro aspectos principais que podem ser explorados.

O primeiro aspecto é o espaço para consolidação de liderança no segmento de diagnósticos, no qual ainda tem participação de apenas 12%. O segundo é a digitalização de processos proporcionada pelo web-check-in.

O terceiro aspecto é a evolução da realização de exames em casa. O quarto é a alavancagem operacional para aumento das margens.

Estratégia digital segue avançando

Segundo o relatório do BTG Pactual, a Dasa (DASA3) está confiante no avanço da sua estratégia digital, em particular, no lançamento de suas plataformas digitais.

Ainda neste ano, a estratégia digital de coordenação da jornada dos pacientes de saúde deve responder por 1,5% do seu faturamento.

A plataforma digital NAV alcançou 438 mil usuários únicos no 2T21, alta de +64% em relação ao trimestre anterior. Esse número deve continuar aumentando, com a inclusão de mais marcas na plataforma.

Por sua vez, a Dasa Empresas ganha embalo. Atualmente, são 862 mil vidas coordenadas, totalizando R$ 5,6 bilhões em sinistros médicos. A empresa tem apenas 3% dessas sinistralidades, o que configura uma oportunidade para o negócio.

Recomendação: Dasa (DASA3)

Segundo o relatório do BTG Pactual, a Dasa (DASA3) apresentou uma atividade intensa de M&A nos últimos meses, de forma que já ultrapassou a agenda esperada para o ano.

Com a inclusão dessa atividade no modelo de precificação, além do novo custo de capital no Brasil, o preço-alvo para 2022 foi reduzido. No entanto, uma reavaliação efetiva das ações ainda depende da integração das aquisições mais recentes.

Por enquanto, a ação está sendo negociada a uma relação de 21x Preço / Lucro. Considerando esse múltiplo, o papel está descontado em relação a ações de outras empresas consolidadoras no setor de Saúde.

Assim, estabelece recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 65,00.

 

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Disclaimer: As informações apresentadas neste artigo são provenientes de relatórios elaborados por terceiros. Esse material tem caráter puramente informativo, e não configura recomendação ou sugestão de investimento.