Melhores Dividendos da Bolsa em 2026: Ranking Completo

Quais sao as maiores pagadoras de dividendo da Bolsa

Renova Invest · 13 de junho de 2026

Todos os anos, milhares de investidores brasileiros correm atrás do maior dividend yield disponível e acabam caindo em armadilhas que consomem mais patrimônio do que qualquer dividendo poderia repor. Encontrar os melhores dividendos da bolsa exige mais do que olhar o maior percentual na tela: é preciso entender o que sustenta aquele pagamento, qual o histórico da empresa e se o DY reflete uma oportunidade real ou um sinal de alerta disfarçado de generosidade. Neste guia, você encontra o ranking atualizado com base em dados de 2025, simulações com valores reais em reais e um passo a passo para montar uma carteira de renda passiva consistente.

Resposta direta: As ações com maiores dividendos da bolsa em 2025 foram lideradas por Direcional (DIRR3), com DY de até 29,77%, seguida por Cury (CURY3) com 25,99% e Cyrela (CYRE3) com 22,41%. Em valor absoluto, Itaú Unibanco liderou com R$ 48,9 bilhões distribuídos, superando Petrobras (R$ 45,4 bi) e Vale (R$ 17,7 bi).

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O que são dividendos e por que o dividend yield importa?

Dividendos são a parcela do lucro que uma empresa distribui diretamente aos seus acionistas. O dividend yield (DY) mede esse retorno em relação ao preço atual da ação. A fórmula é simples: DY = dividendo pago nos últimos 12 meses ÷ preço atual da ação × 100.

Um exemplo concreto: uma ação negociada a R$ 10,00 que pagou R$ 2,00 em dividendos nos últimos 12 meses tem DY de 20%. Esse número parece atraente à primeira vista mas é fundamental entender o que está por trás dele antes de qualquer decisão de investimento.

DY histórico versus DY projetado

O DY histórico usa os pagamentos já realizados. O DY projetado estima os pagamentos futuros com base nas expectativas de lucro. Na prática, analistas utilizam os dois de forma complementar: o histórico mostra consistência; o projetado, potencial.

Vale um alerta importante: nunca analise apenas o DY projetado de uma ação sem verificar o histórico de pelo menos cinco anos. Um único pagamento extraordinário pode distorcer qualquer projeção de curto prazo e esse é um dos erros mais comuns entre investidores iniciantes.

Por que DY alto pode ser um sinal de alerta?

Um dividend yield elevado pode indicar que o preço da ação caiu fortemente, e não que a empresa distribuiu mais lucro. Isso acontece porque o preço está no denominador da fórmula. Quando a ação desvaloriza, o DY sobe automaticamente — mesmo sem nenhuma melhora nos fundamentos.

Além disso, empresas que distribuem mais do que ganham com payout ratio acima de 100% estão consumindo reservas ou contraindo dívidas para sustentar os pagamentos. Esse comportamento não é sustentável no longo prazo. Por isso, o DY deve sempre ser analisado em conjunto com outros indicadores, como lucro por ação e endividamento líquido.

Em resumo: o DY é um ponto de entrada para análise, não uma conclusão. Use-o para filtrar candidatos e, em seguida, aprofunde a leitura fundamentalista.

 

Ranking: as ações com maiores dividendos da bolsa em 2026

Com base nos pagamentos realizados em 2025 referência mais recente disponível, as maiores pagadoras de dividendos da bolsa foram lideradas pelo setor de incorporação imobiliária, seguido por bancos e empresas de energia. O ranking abaixo reflete os DYs registrados até dezembro de 2025, conforme levantamento da B3 e Bora Investir.

Importante: rankings de DY mudam diariamente conforme o preço da ação e os novos pagamentos. Consulte sempre os dados atualizados diretamente na plataforma da B3 antes de tomar qualquer decisão.

Ação Empresa Setor DY (2025) Destaque
DIRR3 Direcional Engenharia Incorporação imobiliária 29,77% Maior DY do Ibovespa em 2025
CURY3 Cury S/A Incorporação imobiliária 25,99% Política agressiva de distribuição
CYRE3 Cyrela Incorporação imobiliária 22,41% Histórico consistente de proventos
ITUB4 Itaú Unibanco Banco ~9% a 11% Maior pagador em valor absoluto
BBDC4 Bradesco Banco ~8% a 10% Pagamentos mensais de JCP
PETR4 Petrobras Petróleo e gás ~13% a 16% R$ 45,4 bi distribuídos em 2025
VALE3 Vale Mineração ~8% a 12% R$ 17,7 bi em dividendos em 2025
ITSA4 Itaúsa Holding financeira ~8% a 10% Holding com exposição ao Itaú
AXIA3 Axia Energia Energia elétrica Acima de 10% Concessões de transmissão elétrica
BBSE3 BB Seguridade Seguros ~10% a 13% Modelo de negócio leve em capital

Estimativas com base em dados disponíveis até dezembro de 2025. Consulte valores atualizados na B3.

 

Na prática, o investidor que busca as melhores ações para dividendos deve usar esse ranking como ponto de partida e não como conclusão. O passo seguinte é verificar a sustentabilidade dos pagamentos e o contexto macroeconômico de cada setor.

Quais setores pagam mais dividendos na bolsa brasileira?

Incorporação imobiliária, bancos e energia elétrica dominaram os rankings de DY em 2025. Cada setor tem um motivo estrutural diferente para distribuir dividendos com consistência e entender esses motivos é o que separa o investidor que escolhe bem do que apenas persegue o maior número.

Incorporadoras: DY explosivo, mas cíclico

Direcional, Cury e Cyrela adotaram políticas de distribuição agressivas nos últimos anos. O ciclo de caixa do setor onde os projetos geram receita concentrada em determinados períodos permite que empresas bem geridas acumulem caixa e o distribuam generosamente. Algumas dessas empresas têm payout ratio declarado acima de 50% do lucro líquido.

Dito isso, o setor é cíclico. Uma mudança nas taxas de juros ou uma desaceleração no crédito imobiliário pode reduzir margens e, consequentemente, dividendos. Investidores com perfil mais conservador devem combinar incorporadoras com setores de receita mais previsível e não concentrar a carteira nesse segmento.

Bancos: pagadores consistentes ao longo do tempo

Itaú, Bradesco e Itaúsa mantêm histórico de mais de uma década de pagamentos regulares. A combinação de lucros recorrentes e regulação do Banco Central que estabelece limites de capital e adequação patrimonial cria um ambiente de previsibilidade para o acionista. Além disso, bancos frequentemente pagam JCP mensalmente, o que gera fluxo de caixa mais constante ao longo do ano.

Energia elétrica: o clássico setor de dividendos

Empresas de energia elétrica com concessões de geração, transmissão ou distribuição operam com receita previsível e contratos de longo prazo corrigidos por índices de inflação. Por conta disso, conseguem distribuir dividendos com regularidade mesmo em cenários de menor crescimento econômico. Axia Energia (AXIA3) é um exemplo mais recente nesse segmento.

Checklist de características de setores pagadores de dividendos:

  • Receita previsível ou regulada
  • Baixa necessidade de reinvestimento em crescimento (capex leve)
  • Histórico de lucro recorrente há pelo menos 5 anos
  • Política de dividendos formalizada no estatuto
  • Endividamento controlado (dívida líquida/EBITDA abaixo de 3x)

Em resumo: o melhor setor para dividendos depende do perfil do investidor. Para quem busca consistência, bancos e energia elétrica são escolhas sólidas. Para quem aceita mais risco em troca de DY mais alto, incorporadoras oferecem oportunidade desde que o momento do ciclo seja favorável.

Maiores pagadoras de dividendos em valor absoluto: Itaú, Petrobras e Vale

Em 2025, Itaú Unibanco liderou o ranking de maiores pagadoras em valor absoluto com R$ 48,9 bilhões distribuídos entre dividendos e JCP. Petrobras ficou em segundo lugar com R$ 45,4 bilhões, e Vale distribuiu R$ 17,7 bilhões conforme dados da B3.

 

Vale entender uma distinção importante aqui. Uma empresa pode distribuir bilhões e ter DY baixo, simplesmente porque seu valor de mercado é muito elevado. Por outro lado, uma empresa menor pode ter DY de 25% com uma distribuição total bem menor em reais. Os dois olhares são complementares, não substitutos.

Simulação prática: R$ 50.000 em ITUB4 versus R$ 50.000 em DIRR3

Considere dois investidores que aplicaram R$ 50.000 no início de 2025 um em ITUB4, outro em DIRR3. Utilizando os DYs registrados no período:

Ativo Capital Investido DY (2025) Dividendos no Ano Renda Mensal Média
ITUB4 R$ 50.000 ~10% R$ 5.000 ~R$ 417
DIRR3 R$ 50.000 29,77% R$ 14.885 ~R$ 1.240

Na simulação, o investidor em DIRR3 receberia quase três vezes mais em dividendos do que o investidor em ITUB4 com o mesmo capital inicial. Porém, esse resultado assume que o preço de DIRR3 permaneceu estável ao longo do ano, o que nem sempre ocorre com ações de DY muito elevado. A variação de preço pode reduzir (ou aumentar) o patrimônio total, alterando o resultado real do investimento.

Na prática, acompanhe os proventos pagos por cada ação diretamente na plataforma da B3, onde o histórico completo de pagamentos está disponível para consulta.

💡 O que poucos explicam sobre dividend yield alto

O erro mais caro que investidores cometem com dividendos não é escolher a ação errada é confundir rendimento com retorno total. Um DY de 30% não significa que você ganhou 30% no ano. Se o preço da ação caiu 25% no mesmo período, seu retorno real foi de apenas 5%. E, dependendo da volatilidade, pode ter sido negativo.

Na prática, esse é o erro que mais vemos em investidores que estão começando a montar carteiras de renda: eles olham para o DY como se fosse um rendimento garantido, sem considerar que o preço da ação faz parte do cálculo. O dividendo entra no bolso mas a perda de valor sai do patrimônio.

O ponto mais ignorado: empresas com DY consistentemente acima de 20% ao ano precisam ser analisadas com ainda mais rigor do que empresas com DY de 8%. Quanto maior o número, maior a probabilidade de que algo no preço ou nos fundamentos justifique a aparente generosidade e nem sempre essa razão é favorável ao investidor.

DY alto é sempre bom? Como evitar as armadilhas de dividendos

Não! Um DY muito elevado pode ser sinal de queda acentuada no preço da ação ou de uma distribuição que não se repetirá. Esse fenômeno tem nome: dividend trap, ou armadilha de dividendos.

Imagine uma empresa que negociava a R$ 20,00 e pagou R$ 4,00 em dividendos no ano anterior. O DY calculado sobre o preço passado era de 20%. Mas o preço caiu para R$ 12,00 por conta de deterioração nos fundamentos. O DY sobre o novo preço parece ainda mais atrativo mas o investidor que comprou a R$ 20,00 perdeu R$ 8,00 por ação no preço, mesmo recebendo R$ 4,00 em dividendos. O prejuízo líquido foi de R$ 4,00 por ação, apesar dos dividendos recebidos.

Como verificar se o payout é sustentável

payout ratio indica qual percentual do lucro líquido foi distribuído. Um payout acima de 100% significa que a empresa distribuiu mais do que lucrou, usando reservas ou endividamento para sustentar os pagamentos. Via de regra, payouts saudáveis ficam entre 40% e 80% do lucro recorrente.

Além disso, é fundamental distinguir lucro recorrente de lucro extraordinário. Uma empresa que vendeu um ativo e distribuiu o ganho como dividendo pode apresentar DY excepcional naquele ano mas esse pagamento não se repetirá no seguinte. Esse detalhe parece pequeno, mas pode representar uma expectativa completamente equivocada sobre a renda futura.

Checklist antes de comprar uma ação por dividendo

  • Payout ratio: está abaixo de 80% do lucro recorrente?
  • Histórico: a empresa paga dividendos há pelo menos 5 anos consecutivos?
  • Lucro: o lucro que sustenta os dividendos é recorrente ou extraordinário?
  • Endividamento: dívida líquida/EBITDA está controlada (abaixo de 3x)?
  • Setor: é regulado e previsível, ou altamente cíclico?
  • Preço: o DY elevado reflete distribuição generosa ou queda no preço?

O investidor que cruza DY com payout ratio, histórico de pagamentos e qualidade do lucro tem muito mais chance de selecionar empresas que vão continuar pagando bem no futuro e evitar aquelas que pagam bem apenas uma vez.

O Framework do Dividendo Sustentável: como avaliar qualquer ação pagadora

Antes de qualquer decisão de compra baseada em dividendos, aplique este modelo de três camadas. Ele não garante acerto, mas elimina os erros mais óbvios e é exatamente o tipo de análise que assessores usam antes de recomendar qualquer ativo de renda.

Camada O que analisar Sinal saudável Sinal de alerta
1. Origem do dividendo Lucro recorrente ou extraordinário? Lucro operacional consistente Venda de ativo, ganho pontual
2. Capacidade de pagamento Payout ratio e dívida líquida Payout abaixo de 80%; dívida/EBITDA abaixo de 3x Payout acima de 100%; endividamento crescente
3. Histórico e política Consistência nos últimos 5 anos Pagamentos ininterruptos com crescimento gradual Cortes frequentes ou pagamentos irregulares

Uma ação que passa pelas três camadas sem alertas tem muito mais chance de entregar dividendos consistentes no futuro — independentemente do DY atual. Use o framework como filtro, não como garantia.

Como montar uma carteira de ações para viver de dividendos?

Uma carteira eficiente de dividendos combina diversificação setorial, DY sustentável acima de 6% ao ano e empresas com histórico consistente de pagamentos. Com disciplina e reinvestimento nos anos iniciais, é possível construir uma renda passiva crescente ao longo do tempo.

Passo a passo para montar a carteira

  1. Defina o objetivo de renda mensal: quanto você precisa receber por mês?
  2. Calcule o capital necessário: divida a renda anual desejada pelo DY médio alvo.
  3. Selecione setores complementares: combine bancos, energia, seguros e incorporadoras.
  4. Diversifique entre 8 e 15 ações: evite concentração acima de 15% em um único ativo.
  5. Reinvista os dividendos: nos primeiros anos, reinvestir acelera o crescimento do patrimônio.

Simulação: quanto capital é necessário para diferentes rendas mensais

Usando um DY médio de 8% ao ano como referência:

Capital Investido DY Médio Renda Mensal Estimada
R$ 50.000 8% a.a. ~R$ 333/mês
R$ 100.000 8% a.a. ~R$ 667/mês
R$ 200.000 8% a.a. ~R$ 1.333/mês
R$ 500.000 8% a.a. ~R$ 3.333/mês

Para receber R$ 1.000 por mês em dividendos com DY médio de 8% ao ano, o investidor precisa de aproximadamente R$ 150.000 investidos. Esse valor não é fixo depende dos ativos selecionados, do momento de compra e da política de dividendos de cada empresa.

 

Na prática, a recomendação é começar com metas de capital, e não de renda. Construir primeiro o patrimônio reinvestindo os dividendos recebidos acelera o processo de independência financeira de forma muito mais consistente do que tentar extrair renda desde o primeiro dia.

Ações baratas e boas pagadoras de dividendos: existem oportunidades?

Sim! Existem ações com preço unitário baixo e DY elevado. Mas o critério de seleção deve ser a qualidade do negócio, não o preço absoluto por ação. Uma ação a R$ 3,00 não é necessariamente mais barata do que uma a R$ 30,00.

O preço por ação depende da quantidade de ações emitidas pela empresa. Por isso, as métricas corretas de valuation são o P/L (Preço/Lucro) e o P/VP (Preço/Valor Patrimonial). Uma empresa com P/L de 5x e DY de 12% pode ser uma excelente oportunidade, independentemente do valor nominal da ação na tela do home broker.

O índice IDIV como filtro inicial

IDIV é o índice de dividendos da B3. Ele reúne as ações com maior DY médio nos últimos 24 meses, respeitando critérios de liquidez mínima. Usar o IDIV como filtro inicial ajuda a identificar pagadoras consistentes sem precisar analisar o mercado inteiro, um ponto de partida eficiente para qualquer investidor.

No segmento de small caps, algumas empresas apresentam DY acima de 10% com valuations atrativos. No entanto, a liquidez costuma ser menor, o que pode dificultar a compra e venda sem impacto no preço. Para investidores iniciantes, é mais prudente começar pelas empresas do Ibovespa com maior liquidez antes de explorar esse segmento.

Em resumo: “ação barata” no universo de dividendos significa empresa com valuation razoável e política de distribuição sustentável, não necessariamente um preço unitário baixo na tela do home broker.

Tributação de dividendos no Brasil: o que o investidor precisa saber em 2026

⚠️ Atualização Lei 15.270/2025: dividendos de ações recebidos por pessoa física acima de R$ 50.000/mês passam a ter retenção de 10% de IRRF na fonte. Abaixo desse limite, a isenção continua vigente para a grande maioria dos investidores individuais.

Com a aprovação da Lei 15.270/2025, o cenário tributário de dividendos mudou em 2026. Para investidores pessoa física com recebimentos mensais abaixo de R$ 50.000, os dividendos continuam isentos de Imposto de Renda. Para quem supera esse limite, incide 10% de IRRF sobre o excedente. Já os Juros sobre Capital Próprio (JCP) sofrem retenção de 15% na fonte, conforme a legislação vigente.

Dividendo versus JCP: entenda a diferença

Dividendo é a distribuição do lucro após o pagamento de impostos pela empresa, por isso chega ao acionista sem nova tributação. O JCP, por outro lado, é uma forma alternativa de remuneração que permite à empresa deduzir o valor do lucro tributável. Em contrapartida, o JCP é tributado em 15% na fonte antes de chegar ao investidor.

Na prática, muitas empresas utilizam as duas modalidades simultaneamente, o que maximiza a eficiência fiscal para o negócio, mas reduz levemente o valor líquido recebido pelo acionista quando há JCP na composição dos proventos.

Como declarar no Imposto de Renda anual

Dividendos recebidos de ações são declarados na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis” do IRPF. O JCP é declarado na ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”, já com o imposto recolhido na fonte. Em ambos os casos, o informe de rendimentos fornecido pela corretora apresenta os valores corretos para declaração. Consulte as orientações atualizadas no portal da Receita Federal para o IRPF 2026.

Reforma tributária e possível tributação de dividendos

Em 2026, a isenção de IR sobre dividendos para pessoa física permanece vigente, conforme a legislação atual. Discussões sobre possível tributação já foram levantadas em debates sobre reforma tributária A Lei 15.270/2025 foi aprovada: dividendos acima de R$ 50.000/mês para PF = 10% IRRF. O investidor deve acompanhar atualizações na CVM e na Receita Federal para estar preparado caso o cenário regulatório mude. Em caso de dúvida, consulte um contador especializado em mercado financeiro.

Dividendos de ações versus FIIs: qual rende mais em 2026?

FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) pagam rendimentos mensais isentos de IR para pessoa física e têm DY médio histórico entre 8% e 12% ao ano. Ações de dividendos têm DY variável, podendo superar 20% em anos favoráveis, mas com maior volatilidade de preço e frequência de pagamento menos regular.

Critério Ações de Dividendos FIIs
Frequência de pagamento Trimestral, semestral ou anual Mensal (obrigatório por lei)
DY médio histórico 6% a 30% (conforme ativo) 8% a 12% ao ano
Tributação (PF) Dividendos até R$50k/mês isentos; acima R$50k/mês: 10% IRRF (Lei 15.270/2025). JCP: 15% na fonte Rendimentos isentos de IR
Liquidez Alta (negociadas na B3 diariamente) Variável (depende do fundo)
Principais riscos Variação de lucro e política da empresa Vacância, inadimplência, taxa de juros

 

Para investidores que precisam de renda mensal e previsível, os FIIs oferecem uma estrutura mais adequada. Por outro lado, para quem aceita pagamentos menos frequentes em troca de DY potencialmente maior, as ações de dividendos ganham atratividade. A estratégia mais eficiente, na visão de especialistas, costuma combinar os dois instrumentos na mesma carteira.

⚠️ Contexto de juros (jun/2026): com Selic a 14,25% a.a. e CDI a ~14,20%, a renda fixa de baixo risco (LCI/LCA isentos, CDB 100% CDI) está entregando retornos acima do DY médio histórico de ações. DYs abaixo de 10% a.a. precisam de avaliação cuidadosa neste cenário. Para DYs acima de 12% a.a. com histórico sustentável, a relação risco-retorno pode se tornar favorável — especialmente com isenção de IR para dividendos abaixo de R0k/mês.

Resumo prático: como escolher as melhores ações de dividendos

Os critérios essenciais para selecionar boas pagadoras são objetivos e mensuráveis. Use o checklist abaixo como filtro antes de qualquer decisão de compra.

  • DY sustentável: busque DY acima de 6% ao ano com histórico de pelo menos 3 anos.
  • Payout ratio saudável: prefira empresas com payout abaixo de 80% do lucro recorrente.
  • Histórico consistente: verifique se a empresa pagou dividendos nos últimos 5 anos sem interrupções.
  • Setor com receita previsível: bancos, energia elétrica e seguros são mais estáveis do que setores cíclicos.
  • Endividamento controlado: dívida líquida/EBITDA abaixo de 3x é sinal de menor risco.
  • Diversificação: distribua o capital entre 8 e 15 ações de setores distintos.
  • Reinvestimento inicial: nos primeiros anos, reinvestir os dividendos acelera o crescimento do patrimônio.
  • Valuation razoável: DY elevado com P/L muito alto pode indicar distorção pontual.

A maioria dos investidores que não consegue viver de dividendos não errou na escolha das ações, errou no tamanho do patrimônio e no momento em que começou a sacar em vez de reinvestir. Construir a base primeiro é o que separa quem chega lá de quem desiste no caminho.

Se você ainda está construindo esse portfólio e quer saber quais ações fazem sentido para o seu perfil e momento, a Renova Invest pode montar essa análise com você considerando seu horizonte, sua necessidade de liquidez e o nível de risco adequado. Fale com um assessor.

Perguntas frequentes sobre dividendos da bolsa

Qual ação pagou mais dividendos na bolsa em 2026?

Com base nos dados de 2025, referência mais recente disponível em 2026, Direcional (DIRR3) liderou o ranking de maior dividend yield percentual com DY de até 29,77%. Em valor absoluto, Itaú Unibanco foi o maior pagador, distribuindo R$ 48,9 bilhões em dividendos e JCP ao longo do ano, conforme dados da B3.

Como receber dividendos de ações na bolsa?

Para receber dividendos, basta ter ações da empresa na sua carteira até a data com o prazo limite para ser elegível ao recebimento. Após essa data, a ação passa a ser negociada ex-dividendo. O valor é creditado automaticamente na conta da corretora na data de pagamento definida pela empresa. Não é necessária nenhuma ação adicional por parte do investidor.

Qual o dividend yield mínimo recomendado para uma ação de dividendos?

Via de regra, especialistas consideram DY acima de 6% ao ano como referência mínima para compor uma carteira focada em renda. Esse patamar historicamente supera a inflação e oferece retorno real positivo. No entanto, o DY deve sempre ser analisado em conjunto com payout ratio, histórico de pagamentos e qualidade do lucro da empresa.

Dividendos de ações pagam Imposto de Renda em 2026?

Com a Lei 15.270/2025 aprovada e em vigor em 2026, os dividendos de empresas brasileiras a pessoas físicas que recebem até R$ 50.000/mês continuam isentos de IR. Acima desse limite, há retenção de 10% de IRRF na fonte. O JCP sofre retenção de 15% na fonte (regra inalterada). A maior parte dos investidores individuais não atinge o limiar de R$ 50k/mês e permanece isenta.

Qual a diferença entre dividendo e JCP (Juros sobre Capital Próprio)?

Dividendo é a distribuição direta do lucro líquido apurado após o pagamento de impostos pela empresa, chega ao acionista isento de IR. JCP é uma remuneração alternativa que permite à empresa deduzir o valor do Imposto de Renda corporativo, mas é tributado em 15% na fonte para o acionista. Ambos são formas de distribuição de proventos e aparecem no informe de rendimentos da corretora.

É possível viver de dividendos com R$ 100 mil investidos?

Com R$ 100.000 e DY médio de 8% ao ano, o investidor recebe aproximadamente R$ 667 por mês em dividendos, valor insuficiente para cobrir despesas mensais básicas na maioria das situações. Para atingir independência financeira via dividendos, o patrimônio necessário varia entre R$ 300.000 e R$ 1,5 milhão, dependendo do padrão de vida e do DY médio da carteira.

Com que frequência as empresas pagam dividendos na bolsa brasileira?

Não existe obrigatoriedade de periodicidade fixa para ações. Cada empresa define sua própria política de dividendos, que pode ser mensal, trimestral, semestral ou anual. Bancos costumam pagar JCP mensalmente. Incorporadoras e empresas de commodities tendem a pagar em ciclos semestrais ou anuais. FIIs, por sua vez, são obrigados por lei a distribuir rendimentos mensalmente.

Leia também: Ações que pagam dividendos mensais — empresas que distribuem proventos todo mês na B3.

Leia também: Análise fundamentalista — como avaliar payout ratio, endividamento e qualidade do lucro de pagadoras de dividendos.

Leia também: setor elétrico entre os melhores pagadores de dividendos — saiba mais sobre Ações de Elétricas e Utilities — dividendos.

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