Ações de Crescimento: o que são e como encontrá-las na B3

Ações de Crescimento: o que são e como encontrá-las na B3

Renova Invest · 16 de agosto de 2026

Aprenda o que são ações de crescimento, como identificá-las na B3 com métricas objetivas e quais os riscos em um cenário de Selic elevada. Guia completo com exemplos reais.

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Uma ação de crescimento é o papel de uma empresa que reinveste a maior parte dos lucros para expandir receita e geração de caixa, em vez de distribuir dividendos generosos. O retorno para o investidor vem principalmente da valorização da cotação ao longo dos anos — e esse modelo atrai quem consegue esperar. Neste artigo, você aprende a identificar, avaliar e encontrar ações de crescimento na B3 com critérios objetivos.

Resposta direta: Ações de crescimento são papéis de empresas que priorizam expansão acelerada de receita e lucro, reinvestindo o caixa gerado em vez de distribuí-lo. Para encontrá-las na B3, o investidor analisa crescimento de receita em 5 anos, ROE, ROIC, margem líquida e PEG ratio, usando ferramentas como Investidor10 e Status Invest.

O que são ações de crescimento?

Definição e características principais

Ações de crescimento são papéis de empresas que expandem receita, lucro e geração de caixa em ritmo acima da média do mercado. Essas companhias reinvestem os lucros em novos projetos, tecnologia, aquisições ou expansão geográfica — em vez de distribuir dividendos elevados.

Na prática, empresas com perfil growth costumam apresentar crescimento de receita anual acima de 10% a 15% por vários anos consecutivos, sendo que alguns analistas usam faixas como 15% a 20% ao ano como referência. Elas ainda aceitam margens menores no curto prazo para conquistar mercado. Portanto, o investidor que compra essas ações está apostando no futuro da companhia — não no fluxo de caixa presente.

O reinvestimento de lucros é a essência do modelo. Quando uma empresa escolhe não pagar dividendos, ela está dizendo ao mercado: “Temos oportunidades de crescimento que rendem mais do que o investidor conseguiria aplicar por conta própria.” Essa premissa precisa ser verificada pelos números — não apenas pelas promessas da gestão.

Esse comportamento difere das chamadas ações de dividendos, que distribuem grande parte do lucro aos acionistas. Empresas como bancos tradicionais e utilities (energia elétrica, saneamento) são exemplos clássicos do perfil de dividendos. Já empresas de tecnologia, saúde e educação em expansão tendem ao perfil growth.

No mercado brasileiro, o conceito de growth stocks ganhou relevância com a expansão de setores como saúde, educação privada e varejo digital ao longo da última década. Ações como as da Rede D’Or (RDOR3) e da Yduqs (YDUQ3) são frequentemente citadas como exemplos de empresas com perfil de crescimento listadas na B3.

Tributação e retorno esperado

Vale destacar que “ação de crescimento” é uma classificação de mercado, não uma categoria tributária. A tributação segue as regras padrão de renda variável:

  • Operações comuns (swing trade ou compra e manutenção): alíquota de 15% sobre o ganho líquido, com isenção para vendas mensais até R$ 20.000
  • Day trade: alíquota de 20%, sem isenção
  • Apuração: mensal, com recolhimento via DARF até o último dia útil do mês seguinte

Na prática, o investidor iniciante deve entender que comprar uma ação de crescimento significa aceitar um prêmio de valuation — ou seja, pagar mais caro hoje pela expectativa de lucros futuros maiores. Esse prêmio é o principal ponto de atenção na análise.

Ações de crescimento vs. ações de valor: qual a diferença?

A diferença central está no timing do retorno: ações de crescimento entregam valor no futuro, via valorização; ações de valor entregam valor no presente, por estarem subavaliadas em relação aos fundamentos atuais. Cada perfil tem métricas, riscos e horizontes distintos.

Ações de valor (value stocks) são papéis de empresas sólidas que o mercado precifica abaixo do que os fundamentos justificam. O investidor de valor busca esse desconto. Já o investidor de crescimento aceita pagar múltiplos elevados porque acredita que os lucros futuros justificarão o preço pago hoje.

Critério Growth Value
P/L típico 30x a 60x 8x a 15x
Dividend yield Baixo ou zero Moderado a alto
Perfil de empresa Expansão acelerada Negócio maduro
Horizonte de retorno Longo prazo Médio a longo prazo
Risco principal Valuation excessivo Estagnação do negócio

Um exemplo prático na B3: a Rede D’Or (RDOR3) tem perfil growth — expandiu sua rede de hospitais de forma acelerada, com crescimento de receita consistente e reinvestimento intenso. Por outro lado, uma empresa como Itaúsa (ITSA4) tem perfil value: negócio consolidado, geração de caixa previsível e dividend yield relevante.

O P/L (preço sobre lucro) é o múltiplo mais usado para ilustrar essa diferença. Uma empresa growth pode negociar a 40x ou 50x o lucro anual — o mercado está pagando antecipadamente pelos lucros que ainda não existem. Uma empresa value, por outro lado, negocia próxima ao valor contábil ou com P/L baixo.

Nenhum dos dois perfis é superior ao outro de forma absoluta. Em ambientes de juros altos — como o Brasil em 2026, com a Selic a 14,00% ao ano —, ações de crescimento tendem a sofrer mais. Isso porque o desconto aplicado aos lucros futuros aumenta, comprimindo o valuation. Ações de valor, com geração de caixa imediata, resistem melhor a esse cenário.

Para o investidor, a escolha entre growth e value depende do horizonte de tempo, da tolerância ao risco e do momento macroeconômico. Combinar os dois perfis na carteira é uma estratégia comum para equilibrar retorno potencial e proteção em ciclos adversos.

Quais métricas usar para identificar ações de crescimento?

As principais métricas para identificar ações de crescimento são: crescimento de receita em 5 anos, crescimento do LPA, ROE, ROIC, margem líquida e PEG ratio. Cada indicador revela um aspecto diferente da qualidade e da sustentabilidade do crescimento.

Crescimento de receita em 5 anos
É o indicador mais direto. Alguns analistas usam faixas como 15% a 20% ao ano como referência para crescimento consistente, sem que isso seja requisito obrigatório. Crescimento acima de 20% ao ano por 5 anos indica expansão acelerada — mas exige atenção à qualidade desse crescimento (orgânico vs. aquisições).

Crescimento do LPA (Lucro por Ação)
O lucro por ação deve crescer em ritmo igual ou superior à receita. Se a receita cresce, mas o LPA fica estagnado, a empresa pode estar diluindo acionistas ou perdendo eficiência operacional. Compare sempre as duas linhas juntas.

ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido)
O ROE mede quanto a empresa gera de lucro para cada real investido pelos acionistas. Para empresas growth de qualidade, ROE acima de 15% é um bom referencial. Um ROE consistentemente alto indica vantagem competitiva — o que sustenta o crescimento no longo prazo.

ROIC (Retorno sobre Capital Investido)
O ROIC vai além do ROE ao incluir a dívida no cálculo. Ele mede a eficiência do uso de todo o capital da empresa. ROIC acima do custo de capital (WACC) indica que a empresa cria valor — e não apenas cresce por crescer.

Margem líquida
A margem líquida mostra quanto do faturamento se converte em lucro. Empresas growth em fase inicial podem ter margens baixas — mas a tendência deve ser de expansão. Uma margem líquida crescente junto com a receita é sinal de escala e eficiência operacional.

PEG Ratio
O PEG é o P/L dividido pela taxa de crescimento do lucro. Um PEG abaixo de 1,0 sugere que a ação está barata em relação ao crescimento esperado. Um PEG acima de 2,0 pode indicar valuation excessivo. Na prática, o PEG é mais útil para comparar empresas do mesmo setor.

Checklist de triagem rápida para ações de crescimento na B3:

  • Crescimento de receita anual acima de 10% nos últimos 5 anos
  • LPA crescendo em ritmo semelhante ou superior à receita
  • ROE acima de 15% de forma consistente
  • ROIC superior ao custo de capital da empresa
  • Margem líquida estável ou em expansão
  • PEG ratio abaixo de 2,0 para o setor

Nenhuma métrica isolada é suficiente. A análise fundamentalista de ações de crescimento exige combinar esses indicadores com a leitura dos relatórios trimestrais e do contexto competitivo do setor.

Como encontrar ações de crescimento na B3 na prática

O caminho mais eficiente começa pelos screeners de ações gratuitos disponíveis para o investidor pessoa física. Ferramentas como Investidor10 e Status Invest permitem filtrar empresas listadas na B3 por crescimento de receita, ROE, ROIC e outros indicadores em poucos cliques.

Exemplo de passo a passo no Investidor10:

  1. Acesse Menu > Screener
  2. Clique em Filtros (lado esquerdo)
  3. Configure os parâmetros mínimos:
    • Crescimento de receita (5 anos) > 10%
    • ROE > 15%
    • Margem líquida crescente (checkbox)
    • PEG ratio < 2,0
  4. Clique em Aplicar
  5. Revise a lista de empresas retornada

O resultado é uma lista de empresas que atendem a esses critérios — um ponto de partida para análise mais aprofundada. Nenhuma empresa será automaticamente uma boa compra; o screener apenas reduz o universo de análise.

Após identificar candidatas pelo screener, o próximo passo é consultar os documentos oficiais na CVM. O portal da CVM (cvm.gov.br) disponibiliza o ITR (Informações Trimestrais) e a DFP (Demonstrações Financeiras Padronizadas) de todas as companhias abertas. Esses documentos contêm as demonstrações de resultado, o balanço patrimonial e o fluxo de caixa — os dados primários para qualquer análise fundamentalista.

Exemplo prático com valores reais: suponha que você encontra, via screener, uma empresa do setor de saúde com crescimento de receita de 18% ao ano nos últimos 5 anos. Você acessa o ITR mais recente na CVM (Sistema Empresas.NET / Portal de Dados Abertos) e verifica:

  • Receita líquida: R$ 2,4 bilhões no último ano, contra R$ 1,1 bilhão 5 anos atrás
  • Margem líquida: passou de 8% para 12% no período
  • ROE: 19% no último exercício
  • Dívida líquida/EBITDA: 1,8x — nível gerenciável

Esses números indicam crescimento real com melhora de eficiência. O próximo passo é calcular o PEG: se o P/L atual é 35x e o crescimento esperado do LPA é 20% ao ano, o PEG seria 1,75 (35 ÷ 20) — dentro do critério de triagem de PEG abaixo de 2,0 usado neste artigo. Vale registrar que, no exemplo hipotético, a receita saiu de R$ 1,1 bilhão para R$ 2,4 bilhões em 5 anos, o que equivale a cerca de 17% ao ano — consistente com o crescimento de 18% a.a. usado como premissa.

Além dos screeners e da CVM, o investidor pode acompanhar os releases de resultados trimestrais divulgados pelas próprias empresas. Esses documentos trazem comentários da gestão sobre perspectivas de crescimento, expansão de capacidade e guidance de receita — informações essenciais para avaliar se o crescimento passado tende a continuar.

Na prática, o investidor deve construir uma lista curta de 5 a 10 candidatas pelo screener e aprofundar a análise em cada uma. Quantidade não substitui qualidade na análise de ações de crescimento. O objetivo é entender o modelo de negócio, a vantagem competitiva e a capacidade de execução da gestão — não apenas os números históricos.

artigo interno sobre análise fundamentalista de ações

Exemplos de ações de crescimento na B3 em 2026

Aviso: os exemplos abaixo têm fins exclusivamente educacionais e não constituem recomendação de compra ou venda de valores mobiliários.

Alguns setores da B3 concentram empresas com características growth mais evidentes: saúde, educação privada e varejo com expansão de rede. A tabela abaixo ilustra o perfil fundamentalista de três empresas frequentemente citadas como exemplos de crescimento.

Empresa Setor Crescimento 5 anos P/L (ref. 2026) ROE Dividend Yield Dívida Líq./EBITDA
Rede D’Or (RDOR3) Hospitais e oncologia ~18% a.a. 35x–42x 18%–22% <1% 1,2x–1,8x
Mater Dei (MATD3) Hospitais de médio porte ~12%–15% a.a. 25x–32x 15%–18% ~1%–2% 0,8x–1,4x
Yduqs (YDUQ3) Ensino superior privado ~8%–12% a.a. 18x–24x 12%–16% 2%–3% 1,0x–1,6x

Análise por empresa:

Rede D’Or (RDOR3) — Saúde: Expansão acelerada de leitos e aquisições de hospitais. Modelo de reinvestimento intenso com crescimento consistente acima de 15% a.a. O valuation reflete o crescimento esperado, com P/L elevado compensado por ROE robusto. Risco: sensibilidade a mudanças na regulação de saúde privada e a ciclos de Selic elevada, que comprimem múltiplos.

Mater Dei (MATD3) — Saúde: Crescimento mais moderado via expansão regional e aquisições em estados com menor penetração de saúde privada. Balanço mais conservador, com dívida menor. Múltiplo mais acessível que Rede D’Or. Risco: crescimento mais lento oferece menor upside em cenário bull; exposição à competição regional.

Yduqs (YDUQ3) — Educação: Crescimento via digitalização e expansão do EAD. Modelo de negócio em transição tecnológica. O valuation menor que o do setor de saúde reflete percepção de crescimento mais lento. Risco: disrupção educacional e sensibilidade a ciclos econômicos.

O que poucos percebem: a qualidade do balanço (dívida líquida/EBITDA) é o fator crítico que diferencia uma ação de crescimento que cai 50% em alta de Selic daquela que cai apenas 20%. Com a Selic a 14,00% ao ano, empresas com alavancagem moderada (até 1,5x) sofrem menos compressão de múltiplos.

Para ilustrar o raciocínio de avaliação de risco: imagine que você tem R$ 10.000 para alocar em uma empresa growth que negocia a P/L de 40x. Se o crescimento esperado do LPA for 25% ao ano, o PEG seria 1,6 (40 ÷ 25). Mas se o crescimento desacelerar para 10%, o PEG sobe para 4,0 (40 ÷ 10) — valuation difícil de sustentar.

Nesse cenário, uma desaceleração de crescimento pode levar a uma queda expressiva da cotação, mesmo que a empresa continue lucrativa. Portanto, o risco de valuation é o principal fator a monitorar em ações de crescimento.

Outro ponto relevante: small caps com perfil growth tendem a ter menor liquidez na B3. Isso significa spreads mais amplos e maior volatilidade nas cotações. Para o investidor com horizonte de longo prazo, esse pode ser um aspecto positivo — empresas menores em crescimento acelerado podem oferecer retornos superiores. Para quem precisa de liquidez, é um risco adicional.

Quais são os riscos de investir em ações de crescimento?

O principal risco das ações de crescimento é o valuation elevado: se o crescimento esperado não se concretiza, a queda da cotação pode ser abrupta e desproporcional. Esse risco se amplifica em ambientes de juros altos, como o atual no Brasil.

Risco de múltiplos comprimidos em ciclos de juros altos
Com a Selic a 14,00% ao ano, o custo de oportunidade do investidor aumenta. O desconto aplicado aos lucros futuros das empresas growth sobe — e isso comprime o valuation. Uma empresa que negociava a P/L de 50x pode passar a negociar a 30x sem que nada mude nos fundamentos. Apenas o ambiente de juros mudou.

Risco de execução
Empresas growth dependem de entregar o crescimento prometido. Quando o resultado trimestral decepciona — receita abaixo do esperado, margem pressionada, guidance cortado —, a reação do mercado costuma ser severa. Uma empresa com P/L de 40x que erra o resultado em 10% pode cair 25% ou 30% em um único pregão.

Exemplo prático: uma empresa de tecnologia listada na B3 negocia a P/L de 45x. No resultado do 3T, a receita cresce 12% — abaixo dos 20% esperados pelo mercado. O mercado revisa o crescimento futuro para baixo. O P/L considerado justo cai de 45x para 28x. Com o mesmo lucro, a cotação cai aproximadamente 38% (1 − 28/45 ≈ 37,8%). Esse tipo de ajuste é característico de ações de crescimento e pode ocorrer em um único pregão.

Risco de diluição acionária
Empresas em expansão frequentemente captam recursos via emissão de novas ações. Cada nova emissão dilui a participação dos acionistas existentes. Se a empresa usa o capital captado de forma ineficiente, o LPA pode crescer menos do que a receita — deteriorando o retorno para o investidor.

Drawdown histórico em períodos de Selic elevada
O índice de small caps da B3 e as ações growth brasileiras sofreram drawdowns significativos nos ciclos de alta de juros. Em períodos de aperto monetário, o fluxo de capital migra para a renda fixa — que oferece retorno real positivo sem risco de crédito ou de execução.

Para mitigar esses riscos, o investidor deve: diversificar entre empresas growth de setores diferentes, manter posição em renda fixa como contrapeso, definir um preço-alvo com margem de segurança e revisar a tese de investimento a cada resultado trimestral.

O erro mais caro: comprar uma ação de crescimento sem definir o preço máximo que você está disposto a pagar é o maior equívoco entre investidores iniciantes nesse perfil. Essa falta de disciplina explica grande parte das perdas significativas em ações growth durante ciclos de Selic elevada.

Resumo prático

  • Ações de crescimento são papéis de empresas que reinvestem lucros para expandir receita — o retorno vem pela valorização da cotação, não por dividendos.
  • As principais métricas de triagem são: crescimento de receita em 5 anos > 10%, ROE acima de 15%, ROIC superior ao custo de capital e PEG ratio abaixo de 2,0.
  • Use screeners gratuitos (Investidor10, Status Invest) com o passo a passo descrito acima e confirme os números nos documentos oficiais disponíveis na CVM.
  • Em ambientes de juros altos — como a Selic atual de 14,00% ao ano —, ações de crescimento sofrem compressão de valuation: isso não significa que são ruins, mas exige critério maior na escolha do preço de entrada.
  • O risco de execução é real: uma empresa que decepciona no resultado trimestral pode cair 30% ou mais em um pregão, mesmo sem mudança nos fundamentos de longo prazo.
  • A tributação segue as regras de renda variável: 15% sobre o ganho líquido em operações comuns, com isenção para vendas mensais até R$ 20.000.
  • A qualidade do balanço (dívida/EBITDA moderada) é o fator que determina a resistência em ciclos de Selic elevada.

FAQ — Perguntas frequentes sobre ações de crescimento

Qual é a diferença entre ações de crescimento e ações de valor?

Ações de crescimento focam em expansão futura e costumam negociar com múltiplos elevados (P/L alto, dividend yield baixo). O retorno vem pela valorização. Ações de valor são empresas subavaliadas em relação ao valor intrínseco atual, com P/L mais baixo e maior distribuição de dividendos. O retorno das value stocks vem pela combinação de dividendos e correção do desconto no preço.

Qual a tributação de ações de crescimento no Brasil?

A tributação segue as regras padrão de renda variável. Em operações comuns (swing trade ou compra e manutenção), a alíquota é de 15% sobre o ganho líquido, com isenção para vendas mensais de até R$ 20.000. Em day trade, a alíquota é de 20%, sem isenção. O imposto é apurado mensalmente pelo investidor e recolhido via DARF até o último dia útil do mês seguinte.

Como funciona o screener de ações para encontrar growth stocks?

Screeners como Investidor10 e Status Invest permitem filtrar ações da B3 por múltiplos critérios simultaneamente: crescimento de receita, ROE, ROIC, margem líquida e PEG ratio. O investidor define os parâmetros mínimos de cada indicador e o sistema retorna as empresas que atendem a todos os filtros. O resultado é um ponto de partida — não uma recomendação automática de compra.

Ações de crescimento são adequadas para investidores iniciantes?

Podem ser, desde que o investidor entenda os riscos. O valuation elevado e a sensibilidade a juros altos tornam essas ações mais voláteis do que ações de dividendos ou renda fixa. Para iniciantes, o recomendável é alocar apenas uma parcela da carteira em ações de crescimento, mantendo posição em renda fixa e ações mais defensivas como contrapeso. O horizonte de investimento deve ser de pelo menos 3 a 5 anos.

Qual é a melhor estratégia para ações de crescimento em ciclos de Selic elevada?

Em ciclos de Selic elevada (como os 14,00% a.a. vigentes em 2026), o foco deve ser em empresas growth com balanço sólido (dívida líquida/EBITDA até 1,5x) e múltiplos mais acessíveis (PEG abaixo de 1,5). Essa seleção reduz a compressão de valuation quando os juros sobem. Complementar com alocação em renda fixa de longo prazo (LCI/LCA isentas de IR para pessoa física, ou Tesouro IPCA+) ajuda a proteger o patrimônio. Revisar a tese a cada resultado trimestral é fundamental.

Estruturar sua carteira de ações de crescimento com análise rigorosa e ajuste ao ciclo macroeconômico requer mais do que consultar screeners isoladamente. A Renova Invest ajuda investidores a combinar ações de crescimento com renda fixa de forma estratégica — equilibrando retorno potencial e proteção em diferentes ciclos de Selic. Fale com um assessor da Renova para estruturar sua carteira com critério.

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Fonte: Banco Central · 13/08/2026

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