KNCR11 em 2026: DY ~13,6%, P/VP 1,05 e como analisar o Kinea Rendimentos

KNCR11 em 2026: DY ~13,6%, P/VP 1,05 e como analisar o Kinea Rendimentos

Renova Invest · 2 de agosto de 2026

Em maio de 2026, o KNCR11 distribuiu R$ 1,10 por cota — um rendimento líquido que equivale a cerca de 118% do CDI bruto. E o melhor: isento de Imposto de Renda para pessoa física. Com mais de 537 mil cotistas e um patrimônio líquido superior a R$ 10 bilhões, o Kinea Rendimentos Imobiliários se consolidou como uma referência entre os FIIs de papel no Brasil. Mas afinal, como esse fundo funciona? Quais são os riscos? E, mais importante: ele faz sentido para você?

KNCR11 Kinea Rendimentos Imobiliarios FII Papéis
R$ 105,24 -0,27%
Cotação · atualizada há 5 horas
DY (12 meses) 13,6%
P/VP 1,02
Último rendimento R$ 1,25
Cotação de KNCR11 — últimos 6 meses
máx R$ 108,56 mín R$ 104,17

Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.

Neste guia completo, vamos desvendar tudo sobre o KNCR11 em 2026. Você vai entender como o fundo gera seus rendimentos mensais, como interpretar indicadores como DY e P/VP, e o que considerar antes de incluir esse ativo na sua carteira. Portanto, se você busca uma fonte de renda passiva eficiente e quer saber se o KNCR11 é a escolha certa, continue lendo.

Resposta direta: O KNCR11 é um FII de papel gerido pela Kinea Investimentos, que aplica majoritariamente em CRIs atrelados ao CDI e ao IPCA. Em 2026, distribui entre R$ 1,10 e R$ 1,25 por cota ao mês, com um DY anual de aproximadamente 13,5% a 14%, isento de IR para pessoa física. Seu P/VP está em 1,05 — um leve prêmio sobre o valor patrimonial.

O que é o KNCR11 e como funciona o Kinea Rendimentos Imobiliários?

O KNCR11 é um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) de papel, o que significa que, em vez de investir diretamente em imóveis físicos, ele aloca seus recursos em ativos financeiros lastreados no setor imobiliário. Gerido pela Kinea Investimentos — uma das gestoras mais respeitadas do mercado e ligada ao Itaú Unibanco —, o fundo está listado na B3 sob o ticker KNCR11.

O objetivo do KNCR11 é claro: entregar ao cotista um rendimento mensal próximo a 100% do CDI, já líquido das taxas e custos operacionais do fundo. Para atingir essa meta, a Kinea concentra seus investimentos em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), instrumentos de dívida que representam créditos do setor imobiliário, como financiamentos de incorporadoras e loteadoras.

Na prática, funciona assim: a Kinea seleciona operações de crédito imobiliário de alta qualidade, adquire os CRIs emitidos por essas operações e repassa os juros recebidos aos cotistas na forma de rendimentos mensais. Além disso, o fundo mantém parte de seu patrimônio em caixa, LCIs e Letras Hipotecárias (LHs) para garantir liquidez e honrar os pagamentos mesmo em meses com menor entrada de recursos.

Estrutura de acesso e liquidez

Com mais de 537 mil cotistas, o KNCR11 figura entre os FIIs mais pulverizados da B3. Essa ampla base de investidores traz vantagens concretas:

  • Liquidez diária: o fundo negocia cerca de R$ 20 milhões por dia, o que facilita a compra e venda das cotas sem deságios significativos;
  • Cotação de mercado: cada cota é negociada entre R$ 105 e R$ 108 (dados de 2026);
  • Rendimento mensal: os proventos são creditados automaticamente na conta do investidor, sem necessidade de vender a cota;
  • Base ampla de cotistas: a pulverização reduz o risco de concentração de grandes investidores e garante demanda constante pelas cotas.

Exemplo prático: imagine um investidor com 100 cotas adquiridas a R$ 107 cada, totalizando um investimento de R$ 10.700. Mensalmente, ele receberá entre R$ 110 e R$ 125, dependendo do rendimento declarado pelo fundo. Como os proventos são isentos de IR, esse valor entra na conta sem tributação — uma vantagem significativa frente a investimentos como CDBs, que sofrem incidência de Imposto de Renda.

A gestão do KNCR11 é totalmente ativa e realizada pela Kinea, que se encarrega de selecionar os CRIs, monitorar a qualidade de crédito dos devedores, gerenciar o caixa e comunicar os resultados aos cotistas. Dessa forma, o investidor não precisa se preocupar com a operação do fundo — apenas com a análise inicial para decidir se ele se encaixa em sua estratégia.

Para quem está começando, o KNCR11 é uma excelente porta de entrada para o mercado de crédito imobiliário. Afinal, ele oferece acesso a esse segmento com baixo valor inicial, liquidez diária e rendimentos mensais previsíveis. Portanto, investir em um FII como o KNCR11 é muito diferente de comprar um imóvel físico: não há burocracia, escritura ou ITBI envolvidos.

Essa praticidade se traduz em uma implicação clara: para quem busca renda mensal recorrente, gestão profissional e isenção de IR, o KNCR11 é uma das estruturas mais consolidadas e eficientes do mercado de FIIs brasileiro.

Quanto o KNCR11 está pagando em 2026?

Em 2026, o KNCR11 distribuiu rendimentos mensais que variaram entre R$ 1,10 e R$ 1,25 por cota. Isso significa que o Dividend Yield (DY) mensal oscilou entre 1,02% e 1,16%, dependendo da cotação de mercado no período.

Segundo o relatório oficial da Kinea referente a maio de 2026, o fundo distribuiu R$ 1,10 por cota, com uma rentabilidade líquida de 1,08% sobre a cota média de ingresso, que foi de R$ 102,12. Em termos brutos, esse rendimento equivale a 118% do CDI — um desempenho acima do benchmark estabelecido pelo próprio fundo.

Competência Rendimento/cota DY mensal (aprox.)
Jan/2026 R$ 1,20 ~1,13%
Fev/2026 R$ 1,15 ~1,08%
Mar/2026 R$ 1,10 ~1,04%
Abr/2026 R$ 1,10 ~1,04%
Mai/2026 R$ 1,10 ~1,08%
Jun/2026 R$ 1,25 ~1,16%

No acumulado do primeiro semestre de 2026, o fundo distribuiu R$ 6,65 por cota em rendimentos. Nos últimos 12 meses, o total pago chegou a aproximadamente R$ 14,54 por cota, valor que serve como base para o cálculo do DY anual.

O que explica a variação entre os meses?

A queda nos rendimentos, de R$ 1,35 em julho de 2025 para R$ 1,10 em março e maio de 2026, reflete dois fatores principais:

  • Movimento do CDI: apesar de ainda estar elevado, em 14,15% ao ano em julho de 2026, o CDI apresentou uma leve redução ao longo do período;
  • Reciclagem da carteira: CRIs mais antigos, contratados em taxas mais altas, venceram e foram substituídos por operações com taxas vigentes, refletindo o cenário atual de juros.

Por outro lado, o rendimento de R$ 1,25 registrado em junho de 2026 sugere uma recuperação. Portanto, esse movimento pode estar ligado ao pipeline de novas operações do fundo e à manutenção do CDI em patamares elevados. Afinal, com o CDI acumulado em 12 meses em 14,15% ao ano (dados do BCB, julho de 2026), há espaço para que o fundo mantenha seus rendimentos atrativos.

Na prática, quem possui 500 cotas do KNCR11 recebe entre R$ 550 e R$ 625 por mês, isentos de IR. Esse fluxo mensal previsível é um dos principais atrativos do fundo para investidores que buscam renda passiva.

A implicação para o investidor é direta: o rendimento do KNCR11 está intrinsecamente ligado ao CDI. Se a Selic se mantiver elevada, os proventos tendem a permanecer atrativos. No entanto, uma queda relevante nos juros teria impacto direto nos rendimentos mensais distribuídos pelo fundo.

DY de 13,6% ao ano: como interpretar o dividend yield do KNCR11?

Em 2026, o Dividend Yield (DY) anual do KNCR11 gira em torno de 13,5% a 14%, calculado sobre os aproximadamente R$ 14,54 pagos nos últimos 12 meses divididos pela cotação de mercado atual.

O cálculo é simples: DY = (rendimentos dos últimos 12 meses ÷ cotação atual) × 100. Com R$ 14,54 pagos e a cotação em torno de R$ 107, chegamos a:

14,54 ÷ 107 × 100 = 13,59%

Esse é o DY anualizado que você vê nas plataformas de FIIs. E o ponto crucial aqui é que esse rendimento é isento de Imposto de Renda para pessoa física. Portanto, para comparar o KNCR11 com investimentos tributados, como CDBs ou fundos de renda fixa, é essencial usar o gross-up — uma ferramenta que revela qual taxa bruta equivale ao mesmo valor líquido.

Vale destacar, no entanto, que o DY é um indicador retrospectivo. Ou seja, ele mostra o que o fundo já pagou, não o que pagará no futuro. Em FIIs de papel atrelados ao CDI, como é o caso do KNCR11, o DY tende a cair se os juros entrarem em uma trajetória de queda.

Além disso, o DY varia conforme a cotação das cotas. Por exemplo, se a cota subir para R$ 115, o DY cai para 12,6%. Se cair para R$ 100, o DY sobe para 14,5%. Por isso, comprar em momentos de cotação mais baixa pode potencializar o DY recebido após a compra.

Para o investidor, a interpretação correta do DY do KNCR11 exige uma comparação sempre com o CDI líquido, e não com o CDI bruto. Nesse contexto, o fundo entrega uma vantagem real frente à renda fixa tributada, já que seu rendimento isento se equipara a uma taxa bruta significativamente mais alta.

P/VP 1,05: o KNCR11 está caro ou barato em 2026?

Com um P/VP de 1,05, o KNCR11 negocia com um leve prêmio de 5% sobre seu valor patrimonial por cota. Para um FII de papel com a qualidade e a liquidez do KNCR11, esse nível está dentro da faixa histórica considerada normal — e não configura, necessariamente, um sinal de sobrepreço.

O indicador P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) mede quanto o mercado está disposto a pagar acima do patrimônio contábil do fundo. Um P/VP de 1,05 significa que, para cada R$ 1,00 de patrimônio líquido, os investidores pagam R$ 1,05 na bolsa.

Como o P/VP funciona na prática

Para decidir se é um bom momento para comprar ou vender, é fundamental entender como o P/VP se comporta em FIIs de papel como o KNCR11. O Valor Patrimonial (VP) é calculado com base no valor de mercado dos CRIs em carteira. Quando os juros sobem, os CRIs prefixados perdem valor de mercado — o que reduz o VP. Se, ao mesmo tempo, a cotação das cotas permanece estável ou cai menos do que o VP, o P/VP sobe, sinalizando uma possível oportunidade de compra para investidores de longo prazo.

Exemplo numérico: imagine que uma alta de 1% nas taxas de juros reduza o valor de mercado dos CRIs em aproximadamente 2%. Se o VP cair de R$ 100 para R$ 98 e a cotação da cota permanecer em R$ 105, o P/VP sobe de 1,05 para 1,07 — mesmo com o patrimônio do fundo se reduzindo. Esse movimento cria uma janela de oportunidade para quem está entrando no fundo.

Mas por que o mercado aceita pagar um prêmio pelo KNCR11? Três fatores explicam essa disposição:

  • Gestão da Kinea: o histórico consistente de distribuição de rendimentos e a seleção criteriosa de ativos de crédito conferem confiança aos investidores;
  • Liquidez diária: com um volume negociado de cerca de R$ 20 milhões por dia, o fundo oferece facilidade para compra e venda sem deságios relevantes;
  • Base de cotistas: mais de 537 mil cotistas garantem demanda constante pelas cotas, estabilizando o preço de mercado.

Para efeito de comparação, FIIs de papel com gestão menos reconhecida ou menor liquidez costumam negociar com P/VP entre 0,90 e 0,98 — ou seja, com desconto. O prêmio do KNCR11 reflete a percepção de qualidade e segurança que o fundo transmite ao mercado.

No entanto, comece a prestar atenção quando o P/VP ultrapassar 1,10. Nesse patamar, o investidor está pagando um prêmio que pode não ser justificado pelo rendimento corrente. O checklist abaixo ajuda a avaliar a relação entre preço e valor:

  • P/VP entre 0,95 e 1,05: faixa histórica saudável para o KNCR11 — entrada razoável;
  • P/VP entre 1,05 e 1,10: prêmio moderado — avalie se o DY ainda compensa;
  • P/VP acima de 1,10: cautela — o rendimento precisa ser excepcionalmente alto para justificar;
  • P/VP abaixo de 0,95: possível oportunidade — verifique se não há deterioração na carteira.

Em 2026, com o P/VP em 1,05 e o DY em torno de 13,6% isento, o KNCR11 está em uma faixa de equilíbrio. Ou seja, o investidor paga um pequeno prêmio, mas recebe, em contrapartida, um rendimento que supera o CDI líquido.

A implicação prática é clara: o P/VP de 1,05 do KNCR11 não é motivo de preocupação no cenário atual. Entretanto, se a cotação subir rapidamente sem um aumento equivalente do patrimônio, o indicador pode sinalizar sobrepreço. Portanto, acompanhar a evolução desse índice é essencial para tomar decisões mais assertivas.

Como é a carteira de CRIs do KNCR11 e o que sustenta os rendimentos?

A carteira do KNCR11 é composta, majoritariamente, por CRIs indexados ao CDI, com um spread médio de CDI + 2,08% ao ano. Além disso, o fundo também investe em CRIs atrelados ao IPCA, com um retorno médio de IPCA + 9% ao ano.

Esse spread sobre o CDI é o que permite ao KNCR11 entregar mais do que 100% do CDI bruto ao cotista, mesmo após descontar as taxas de administração e gestão. Em fevereiro de 2026, os ativos-alvo (CRIs e operações estruturadas) representavam cerca de 75,6% do patrimônio líquido do fundo.

Indexador Taxa média Participação estimada
CDI + spread CDI + 2,08% a.a. ~70% da carteira
IPCA + spread IPCA + 9% a.a. ~15% da carteira
Caixa/LCI/LH CDI ou próximo ~15% da carteira

Composição setorial da carteira

Para entender melhor a exposição do KNCR11, vale analisar sua distribuição setorial:

Setor Participação estimada Características
Incorporação residencial ~60% Maior exposição do fundo; sensível aos ciclos do mercado imobiliário
Loteamentos e land finance ~25% Operações de prazo mais longo e menor volatilidade
Outros (comercial, estruturadas) ~15% Diversificação para reduzir o risco setorial

Nos últimos três anos, o fundo manteve um histórico de inadimplência baixo, reflexo da qualidade da seleção de crédito realizada pela Kinea. Além disso, a concentração nos dez maiores devedores do fundo é inferior a 20% da carteira, o que contribui para reduzir o risco de crédito.

Os CRIs indexados ao CDI se beneficiam diretamente do cenário de juros elevados. Com o CDI acumulado em 12 meses em 14,15% ao ano (dados do BCB, julho de 2026), um CRI contratado a CDI + 2,08% rende aproximadamente 16,23% ao ano bruto para o fundo — antes dos custos operacionais.

Já os CRIs atrelados ao IPCA funcionam como uma proteção contra a inflação. Com o IPCA acumulado em 12 meses em 4,64% (IBGE, junho de 2026), um CRI contratado a IPCA + 9% rende aproximadamente 14,05% ao ano nominal para o fundo.

Outro ponto relevante é o pipeline de R$ 1,3 bilhão em novas operações anunciado pela Kinea. Esse volume de oportunidades em análise sinaliza que o fundo tem capacidade de manter ou até ampliar sua carteira nos próximos meses, compensando eventuais vencimentos de CRIs antigos.

A parcela mantida em caixa, LCIs e Letras Hipotecárias (LHs) funciona como uma reserva de liquidez. Dessa forma, o fundo garante os pagamentos mensais aos cotistas mesmo em períodos com menor entrada de juros dos CRIs.

Para o investidor, entender a composição da carteira é essencial. Afinal, um fundo com spreads atrativos, boa diversificação de devedores e gestão ativa tende a ser mais resiliente. O KNCR11, com um spread médio de CDI + 2,08% e a expertise da Kinea, tem histórico de manter uma qualidade de crédito elevada — o que contribui para a previsibilidade dos rendimentos.

Os rendimentos do KNCR11 são isentos de Imposto de Renda?

Sim. Os rendimentos distribuídos pelo KNCR11 são isentos de Imposto de Renda para pessoa física residente no Brasil, desde que o fundo cumpra os requisitos legais vigentes em 2026.

De acordo com as regras aplicáveis aos FIIs, a isenção se aplica quando: (1) o fundo possui no mínimo 100 cotistas (conforme estabelecido pela Lei 14.754/2023); (2) o cotista pessoa física detém, individualmente, menos de 10% das cotas (e não mais de 30% da totalidade das cotas emitidas); e (3) as cotas são negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado. O KNCR11 cumpre todos esses requisitos — com mais de 537 mil cotistas e negociação exclusiva na B3.

A isenção de IR sobre rendimentos de FIIs segue vigente em 2026 para as cotas emitidas até 31/12/2025. Atenção: a Lei 14.754/2023 estabeleceu que, para cotas emitidas a partir de 1º de janeiro de 2026, passa a incidir alíquota de 5% sobre os rendimentos distribuídos à pessoa física. Verifique junto ao seu assessor qual regime se aplica às cotas adquiridas.

No entanto, é importante distinguir dois tipos de resultado no KNCR11:

  • Rendimentos mensais distribuídos: isentos de IR para pessoa física, chegando líquidos na conta do investidor;
  • Ganho de capital na venda das cotas: tributado em 20% sobre o lucro, sem possibilidade de isenção.

Comparação prática com investimentos tributados

Para entender o impacto da isenção de IR, vejamos um exemplo prático:

Cenário: R$ 50.000 investidos por 12 meses

KNCR11 (DY de 13,6% isento):

  • Rendimento bruto = R$ 50.000 × 13,6% = R$ 6.800;
  • IR = R$ 0 (isento);
  • Rendimento líquido = R$ 6.800.

CDB 100% CDI (14,15% a.a., IR de 15% para prazo acima de 720 dias):

  • Rendimento bruto ≈ R$ 7.075;
  • IR (15%) ≈ R$ 1.061;
  • Rendimento líquido ≈ R$ 6.014.

Com R$ 50.000 investidos por 12 meses, o KNCR11 entrega cerca de R$ 786 a mais do que um CDB 100% CDI líquido (R$ 6.800 vs R$ 6.014) — uma diferença que se amplifica proporcionalmente ao valor investido.

É importante ressaltar que a isenção de IR não se aplica a cotistas que detenham participação relevante das cotas do fundo, conforme os limites legais. Na prática, entretanto, atingir esse patamar no KNCR11 exigiria um patrimônio bilionário, o que torna esse limite irrelevante para a maioria dos investidores individuais.

Além disso, os rendimentos do KNCR11 devem ser declarados na ficha de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis do Imposto de Renda da Pessoa Física. Embora não entrem na base de cálculo do imposto, esses valores precisam ser informados à Receita Federal para fins de controle.

A implicação prática é clara: a isenção de IR transforma o KNCR11 em um dos instrumentos de renda mais eficientes em termos tributários disponíveis no mercado brasileiro. Para quem busca maximizar a rentabilidade líquida, essa característica é um diferencial significativo.

KNCR11 vale a pena em 2026? Riscos que o investidor precisa conhecer

O KNCR11 é uma opção interessante para investidores que buscam renda mensal isenta de IR com exposição ao mercado de crédito imobiliário de alta qualidade. Contudo, como qualquer investimento, ele carrega riscos que devem ser compreendidos antes de tomar uma decisão.

Perfil ideal do investidor para o KNCR11

Este fundo é adequado para quem:

  • Busca renda passiva mensal recorrente;
  • Tem horizonte de investimento de médio a longo prazo (2 anos ou mais);
  • Aceita oscilações de curto prazo na cotação;
  • Já possui reserva de emergência em ativos de renda fixa líquida;
  • Deseja diversificar sua carteira além do Tesouro Direto e CDBs.

Os principais riscos do KNCR11

1. Risco de crédito dos CRIs

Se um devedor de CRI não honrar seus pagamentos, o fundo pode registrar prejuízo. Embora a Kinea mitigue esse risco com análises criteriosas e garantias reais (como alienação fiduciária de imóveis), inadimplências em larga escala — especialmente em cenários de crise setorial — podem impactar os rendimentos distribuídos aos cotistas.

2. Risco de queda do CDI

Uma redução da Selic de 14,25% para, por exemplo, 10% ao ano reduziria os rendimentos do KNCR11 em proporção semelhante — de cerca de R$ 1,10 para aproximadamente R$ 0,78 por cota ao mês. Esse é o principal risco estrutural de um FII de papel pós-fixado. Investidores que dependem de um fluxo de renda estável devem considerar complementar sua carteira com CRIs prefixados ou Tesouro Prefixado para reduzir essa volatilidade.

3. Risco de concentração setorial

Embora diversificado entre devedores, o KNCR11 mantém uma exposição significativa ao setor imobiliário, com cerca de 60% dos recursos alocados em incorporação residencial. Uma desaceleração intensa nesse segmento pode pressionar a qualidade dos CRIs em carteira e, consequentemente, os rendimentos distribuídos.

4. Risco de mercado — oscilação da cota

A cota do KNCR11 oscila diariamente na B3. Em períodos de aversão ao risco ou expectativa de queda nos juros, a cotação pode recuar abaixo do valor patrimonial. Nesse cenário, investidores que precisarem vender suas cotas podem incorrer em perda de capital. Além disso, é importante lembrar que o ganho de capital negativo não é dedutível dos rendimentos isentos recebidos.

Checklist: KNCR11 é para você?

Responda às perguntas abaixo para avaliar se o KNCR11 se encaixa no seu perfil:

  • ✅ Você busca renda mensal isenta de IR? → O KNCR11 atende;
  • ✅ Seu horizonte de investimento é de 2 anos ou mais? → O KNCR11 atende;
  • ✅ Você aceita que o rendimento varia conforme o CDI? → O KNCR11 atende;
  • ❌ Você precisa do dinheiro em menos de 6 meses? → Prefira o Tesouro Selic;
  • ❌ Você quer garantia do FGC? → FIIs não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos;
  • ❌ Você busca rendimento fixo e garantido? → Um CDB prefixado é mais adequado.

A Renova Invest recomenda que o KNCR11 seja utilizado como parte de uma carteira diversificada, e não como único investimento. Combiná-lo com Tesouro Selic (para liquidez) e Tesouro IPCA+ (para proteção inflacionária de longo prazo) é uma estratégia robusta e equilibrada.

Em resumo: com um DY de aproximadamente 13,6% isento, P/VP de 1,05 e gestão consolidada da Kinea, o KNCR11 figura entre as melhores opções de renda mensal disponíveis na B3 em 2026. No entanto, é fundamental que o investidor compreenda que os rendimentos dependem do CDI e que as cotas de FII não contam com a garantia do FGC.

Resumo prático

  • O KNCR11 é um FII de papel gerido pela Kinea, que investe majoritariamente em CRIs atrelados ao CDI e ao IPCA. Com mais de 537 mil cotistas, é um dos maiores FIIs de papel da B3;
  • Em 2026, o fundo distribuiu entre R$ 1,10 e R$ 1,25 por cota ao mês, totalizando R$ 6,65 por cota no primeiro semestre;
  • O DY anual de aproximadamente 13,6% isento equivale a cerca de 16% bruto, superando o CDI de 14,15% ao ano para prazos acima de 720 dias;
  • O P/VP de 1,05 reflete um prêmio moderado, justificado pela qualidade da gestão e pela liquidez diária de cerca de R$ 20 milhões;
  • Os rendimentos mensais são isentos de IR para pessoa física, enquanto o ganho de capital na venda das cotas é tributado em 20%;
  • O principal risco é a queda do CDI, já que os rendimentos são pós-fixados e acompanham a trajetória das taxas de juros.

FAQ — Perguntas frequentes sobre KNCR11

Qual a diferença entre KNCR11 e um CDB?

O KNCR11 é um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) que investe em CRIs — instrumentos de crédito imobiliário. Já o CDB é um título de dívida emitido por bancos. Do ponto de vista tributário, o KNCR11 leva vantagem: com um DY de 13,6% isento, seu rendimento equivale a cerca de 16% bruto. Já um CDB 100% CDI, com taxa de 14,15% ao ano, paga cerca de 12,03% líquido após a incidência de 15% de IR para prazos acima de 720 dias. Em termos de liquidez, ambos podem ser vendidos antes do vencimento, mas há uma diferença crucial: enquanto o KNCR11 não conta com garantia do FGC, o CDB tem cobertura de até R$ 250 mil por instituição. Para quem busca renda mensal recorrente e isenta de IR, o KNCR11 é mais eficiente. Para quem prioriza segurança máxima, o CDB é a melhor opção.

Como comprar KNCR11 na B3?

Para investir no KNCR11, você precisa ter uma conta em uma corretora de valores. O processo é simples e pode ser resumido em seis passos:

  1. Abra uma conta em uma corretora de sua escolha (o processo é online e sem burocracia);
  2. Transfira dinheiro para sua conta na corretora;
  3. Acesse o home broker da corretora;
  4. Procure pelo ticker KNCR11;
  5. Defina a quantidade de cotas que deseja comprar;
  6. Confirme a ordem de compra.

A compra é realizada em tempo real durante o horário de funcionamento da bolsa (das 9h30 às 17h). A liquidação ocorre em T+2, ou seja, dois dias úteis após a operação. Os dividendos são creditados automaticamente na sua conta da corretora. Para mais detalhes sobre como operar no home broker, consulte o tutorial da sua corretora.

Qual o valor mínimo para investir em KNCR11?

Teoricamente, o valor mínimo para investir no KNCR11 é o preço de uma cota — que, em 2026, varia entre R$ 105 e R$ 108. Na prática, algumas corretoras podem exigir um valor mínimo de investimento, geralmente entre R$ 500 e R$ 1.000, devido a lotes mínimos ou custos operacionais. Nossa recomendação é que você comece com um valor com o qual se sinta confortável em manter por, no mínimo, dois anos. Assim, você aproveita plenamente os rendimentos e reduz o risco de precisar vender em um momento de baixa no mercado.

KNCR11 vs Tesouro Selic: qual escolher?

A escolha entre KNCR11 e Tesouro Selic depende dos seus objetivos. O Tesouro Selic é mais seguro (com garantia do Tesouro Nacional), tem liquidez diária (você vende e recebe o dinheiro em um dia útil) e é ideal para reserva de emergência. No entanto, rende menos: com o CDI em 14,15% ao ano, o Tesouro Selic rende cerca de 12% líquido após a incidência de 15% de IR para prazos acima de 720 dias, além de ter uma taxa de custódia de 0,20% ao ano. Já o KNCR11 rende cerca de 13,6% líquido (isento de IR), uma diferença histórica de aproximadamente 1,6% ao ano que se acumula ao longo do tempo. Para quem busca renda mensal recorrente com horizonte de dois anos ou mais, o KNCR11 é a melhor opção. Para manter dinheiro disponível para emergências, o Tesouro Selic é mais adequado.

Quanto rende R$ 10.000 no KNCR11 em 12 meses?

Com um DY de 13,6% isento, R$ 10.000 investidos no KNCR11 rendem aproximadamente R$ 1.360 em 12 meses, sem desconto de IR. Para efeito de comparação, os mesmos R$ 10.000 em um CDB 100% CDI (14,15% ao ano) renderiam cerca de R$ 1.203 líquido após a incidência de 15% de IR. A diferença a favor do KNCR11 é de aproximadamente R$ 157 por ano. Em cinco anos, considerando o reinvestimento dos rendimentos, essa diferença pode acumular mais de R$ 1.100 — um valor significativo para quem busca construir patrimônio.

Agora que você entende como o KNCR11 funciona — desde a composição da carteira até os riscos envolvidos —, está preparado para tomar uma decisão mais consciente. Se sua meta é gerar renda mensal isenta de IR com gestão profissional, o KNCR11 é uma das melhores opções disponíveis na B3 em 2026. No entanto, lembre-se: não invista sem antes avaliar se o fundo se alinha ao seu horizonte de investimento e ao seu perfil de risco. Se tiver dúvidas sobre como incluir o KNCR11 na sua carteira ou qual a alocação ideal para o seu caso, converse com um assessor da Renova Invest. Nossa equipe está pronta para oferecer uma análise personalizada e ajudá-lo a construir uma estratégia sólida e alinhada aos seus objetivos.

Fontes: Banco Central do Brasil (BCB), Kinea Investimentos, B3.

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CDI hoje
13,90% a.a.
  • Meta Selic14,00%
  • CDI 12 meses14,71%
  • CDI em 20268,70%
Ver CDI e simulação →
Fonte: Banco Central · 14/08/2026

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