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Radar: Dólar abaixo de R$ 5,10 e Ibovespa dispara

Wall Street, com vista da fachada da Bolsa de Nova York e prédios da cidade ao lado.
Wall Street, com vista da fachada da Bolsa de Nova York e prédios da cidade ao lado.

Alívio. Os mercados financeiros tiveram uma primeira semana de maio para celebrar, com Bolsa em alta e Dólar em queda, após um abril no qual os principais índices fecharam no vermelho.

Nos Estados Unidos, diminuíram as preocupações de um cenário de aumento de juros, enquanto no Brasil uma inesperada notícia da agência de classificação de risco Moody’s surpreendeu os analistas.

O noticiário corporativo também continua movimentado, entre novas recuperações judiciais e trocas de comando. Falaremos mais sobre todos esses assuntos a seguir. Acompanhe.

Mercados na semana

  • Ibovespa: +1,57% | 128.509 pontos
  • S&P 500: +0,55% | 5.128 pontos
  • Nasdaq: +1,43% | 16.156 pontos
  • Dólar: -0,91% | R$ 5,0697

Emprego cai, mercados sobem.

Quando se fala em menos vagas de trabalho sendo criadas, podemos concluir que se trata de uma notícia negativa, certo? Nem sempre.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Trabalhou anunciou nesta sexta-feira a criação de 175 mil novos postos de trabalho – desconsiderando o setor agrícola – em abril. O número veio muito abaixo dos 235 mil projetados por especialistas.

Logo na sequência, as Bolsas reagiram em forte alta, no Brasil e nos Estados Unidos.

E por que isso?

  • O grande tema dos mercados neste ano está em quando os Estados Unidos irão começar a cortar suas taxas de juros. Em um intervalo de 5,25% a 5,50% ao ano, este é o maior patamar desde 2001.
  • O Federal Reserve (Fed), o banco central americano, possui como meta trazer a inflação de modo sustentável para o patamar de 2% ao ano. Mas, quanto mais forte o mercado de trabalho, mais difícil de atingir essa meta.
  • Entre seus diversos impactos, juros em alta costumam significar custos mais elevados para empresas, além de impactar negativamente o cálculo de seus valuations e reduzir a atratividade dos ativos de risco.
  • Assim, os mercados de renda variável tendem a reagir com ganhos quando há perspectiva de queda nos juros.

E como estão as projeções agora?

Na quarta-feira, enquanto os mercados brasileiros permaneciam fechados, o Fed decidiu manter sua taxa básica de juros, em decisão amplamente esperada. Mais importante que a decisão em si eram as declarações de seu presidente, Jerome Powell.

Frente aos recentes sinais de inflação persistente na economia americana que comentamos em edições recentes desta newsletter, começou a se especular não apenas o adiamento do corte de juros para o ano que vem, mas também um possível aumento de juros. Powell, no entanto, surpreendeu ao afastar esse cenário.

“(…) Portanto, acho improvável que o próximo movimento da taxa básica seja um aumento. Eu diria que é improvável”

Jerome Powell, 01 de maio.

As apostas majoritárias permanecem para o primeiro corte de juros nos Estados Unidos em setembro deste ano.

Agora, os investidores seguirão aguardando por novas declarações de Powell para avaliar eventuais ajustes nas expectativas – especialmente após os dados de emprego abaixo do esperado nesta sexta-feira.

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Notas de real em detalhes.

Movimento na nota de crédito

Há quase uma década o Brasil é visto no cenário internacional com desconfiança, sendo avaliado como “grau especulativo” pelas principais agências de classificação de risco.

Mas, nessa semana, tivemos um avanço importante. A Moody’s elevou a perspectiva da nota brasileira (Ba2), passando de estável para positiva.

O que você precisa saber:

  • A perspectiva positiva significa que a agência está mais propensa a subir a nota, atualmente dois níveis abaixo do grau de investimento.
  • O último movimento da Moody’s em relação à nota brasileira foi em 2016, quando retirou o grau de investimento ao rebaixar a nota em dois níveis de uma vez. Já a perspectiva oscilou entre estável e negativa nos anos seguintes.
  • No ano passado, as outras duas principais agências de classificação de risco no cenário mundial, Fitch Ratings e S&P Global Ratings, já haviam elevado a nota para um nível abaixo do grau de investimento.
  • Notas com grau de investimento oferecem uma sinalização positiva para os investidores estrangeiros. Na prática, é um importante selo para atrair investimentos estrangeiros.

De olho na situação fiscal

Em seu comunicado, a agência pontuou sobre o crescimento mais robusto do PIB nos últimos anos, a importância de reformas estruturais que ocorreram em vários governos e falou sobre um progresso contínuo, embora gradual, na consolidação fiscal para o Brasil.

Embora reconheça progresso no campo fiscal, a agência também reforçou que a nota atual demonstra uma força fiscal “ainda relativamente fraca”.

As atenções quanto às contas públicas continuam a dar o tom nos mercados locais, enquanto os investidores começam a se preparar para a próxima reunião do Copom, que anuncia a próxima decisão sobre a taxa Selic na próxima quarta-feira, 08 de maio.

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Entrega de caixas, simobilzando o setor de varejo e o e-commerce.

Dedicação total ao turnaround

Já virou moda. Mais uma marca conhecida do público brasileiro apresentou seu plano para renegociar dívidas com credores. Agora, foi a vez da Casas Bahia, em recuperação extrajudicial, que dominou as atenções do noticiário no início da semana.

Ela se junta a um grupo recente que conta com nomes como Americanas, Light, Gol, Oi, 123Milhas, e muitas outras que precisam ir à mesa com seus credores para fechar novos acordos.

Essa é uma realidade de muitas outras companhias, que ainda sofrem com reflexos da pandemia e do cenário de juros elevados. Existem mais de 4.000 empresas em processo de renegociação de dívidas.

Detalhes do acordo que você precisa saber:

  • Estão em negociação R$ 4,3 bilhões em dívidas financeiras.
  • Segundo a companhia, 55% dos detentores de dívida já concordaram com o plano.
  • Na proposta, a duração média da dívida deve subir de aproximadamente 22 meses para 72 meses.
  • E a taxa de juros a ser paga deve cair de CDI+2,7% para CDI+1,2%, em média.
  • O plano ainda precisa ser aprovado em assembleia geral extraordinária.

E o que isso significa para o mercado?

As ações da companhia subiram mais de 40% nesta semana, mas os papéis continuam marcando perdas próximas de 30% neste ano. As ações também foram excluídas do Ibovespa, o principal índice da Bolsa, nesta semana.

O time de análise do BTG Pactual possui recomendação neutra para o papel, ainda enxergando um cenário difícil para os próximos anos.

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Vista aérea da cidade de Omaha, Nebraska, onde acontece a conferência anual da Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett.

“Woodstock capitalista”

Neste final de semana começa um dos principais eventos para os amantes do mundo dos investimentos. Trata-se da conferência anual da Berkshire Hathaway em Omaha, Nebraska. Essa é a gestora comandada pelo lendário investidor Warren Buffett.

Este é sempre um momento muito aguardado porque Buffett costuma detalhar sua estratégia de investimentos, sua visão sobre as principais posições em sua carteira – a Apple continua sendo sua maior alocação – e compartilha uma série de aprendizados.

Esta também será a primeira vez em muitos anos que o evento será apresentado sem Charlie Munger, que faleceu no ano passado.

Suas falas normalmente repercutem em diversos veículos de comunicação. Traremos alguns dos principais aprendizados em nossa próxima edição.

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