Quem já especulou na bolsa de valores sabe que essa é uma atividade que envolve muito preparo e análises rápidas. Felizmente, existem ferramentas que podem ajudar o operador de day trade e outras estratégias. Entre elas estão a LTA e LTB. Você já ouviu falar a respeito?

De modo geral, LTA e LTB são linhas que identificam a tendência do mercado. Elas são elementos da análise técnica, utilizadas com a finalidade de melhorar os resultados do trader em suas operações de mercado.

Quer saber um pouco mais sobre elas e como podem auxiliar você nas suas análises? Confira a seguir seu conceito, como elas funcionam e suas vantagens!

O que é LTA e LTB?

Normalmente os preços no mercado financeiro se movimentam de acordo com a oferta e a demanda. Isto significa que quanto mais interessados estiverem à procura de uma alternativa, mais caro ele será. Caso aconteça o contrário, os preços tendem a cair.

Eventos como guerras, mudanças no cenário político, acordos comerciais, e outros podem influenciar nesse aumento ou diminuição da oferta e demanda. E isso se reflete nos preços dos ativos e derivativos negociados em bolsa.

Desse modo, quem usa gráficos percebe que os preços não seguem em uma linha reta. Ao contrário, essas formações acontecem em zigue-zague, encontrando pontos nos quais o preço para e retorna, antes de voltar a avançar. Esses pontos também são conhecidos como topos e fundos.

Na análise técnica, ao se conectar dois ou mais desses pontos através de uma linha, tem-se uma linha de tendência. Ela pode ser de alta (LTA) ou de baixa (LTB), tudo depende da direção que ela estiver apontando no gráfico – para cima ou para baixo.

Então, conhecer essas linhas e saber como traça-las se revela importante para o especulador. Afinal, seu uso pode auxiliar na leitura do mercado e na tomada de decisão.

Como elas funcionam?

Agora que você possui uma noção sobre LTA e LTB, é importante destacar que elas não surgem automaticamente nos gráficos. Dessa forma, caberá ao trader observar os topos e fundos de cada movimentação de mercado para poder traça-las.

Veja como cada uma delas funciona:

Linha de tendência de alta (LTA)

A linha de tendência de alta deve ser traçada com uma linha diagonal conectando no mínimo dois fundos ascendentes. Geralmente, o primeiro fundo a ser observado é a região de suporte mais baixa encontrada no gráfico ou naquela tendência – e o último o ponto mais alto.

De forma bastante didática tem-se que a formação da LTA se assemelha à tecla barra do teclado (/). Isso porque o primeiro ponto é inferior ao último.


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O grau de inclinação dependerá da força da tendência do mercado. Logo, quanto mais inclinada para a vertical, maior será a força da tendência. Quando estiver inclinada para a horizontal, pode ser indício de que a tendência de alta está próxima ao fim.

O especulador pode usar essa linha para identificar um ponto de entrada. Por exemplo, em um cenário de alta, o trader pode aguardar o toque do preço na LTA para fazer uma compra. Uma vez que ela funciona como um suporte. Depois, poderá aguardar o rompimento da LTA para vender.

Linha de tendência de baixa (LTB)

Uma linha de tendência de baixa é traçada de modo inverso, usa-se uma linha diagonal para conectar, no mínimo, dois topos descendentes. Normalmente, o primeiro topo utilizado é o mais alto da região de resistência do gráfico ou da tendência – já o último é ponto mais baixo.



A formação da LTB se assemelha a tecla barra invertida do teclado (\). Contrária a LTA, o primeiro ponto é maior que o último ponto da linha traçada.

De modo semelhante, o grau de inclinação indicará a força do mercado. Assim, quanto mais inclinado na vertical, mais forte será a tendência de baixa. Caso esteja com uma formação em direção horizontal, poderá indicar o final da tendência de baixa.

A LTB também pode ser utilizada para identificar entradas. Por exemplo, acreditando-se que os preços tendem a cair, o trader pode aguardar o toque na LTB para fazer uma venda. Isso porque ela funciona como uma resistência. Do contrário, para comprar, vale aguardar seu rompimento.

Quais as vantagens de utilizá-las?

Como visto, as linhas de tendência de alta (LTA) e de baixa (LTB) são de bastante relevância para o trader. Elas são capazes de mostrar para o grafista a intensidade da procura de um ativo ou derivativo. Ademais, pode indicar quando essa intensidade acaba ou muda de direção.

Utilizá-las ajuda o trader a compreender os movimentos do mercado e a encontrar oportunidades de modo a tomar decisões certeiras. O objetivo é perceber tendências para se posicionar de acordo com elas e lucrar.

Logo, analisar a direção da tendência, a inclinação da linha e o número de vezes em que o preço tocou a LTA ou a LTB pode ser crucial para uma boa leitura de mercado. Além disso, é importante se atentar ao rompimento dessas linhas, visto que são capazes de indicar o fim daquela tendência.

Quais outras ferramentas podem ser utilizadas junto com a LTA e LTB?

Muitas outras ferramentas podem ser utilizadas para complementar as informações trazidas pela LTA e LTB. Inclusive, valer-se apenas da leitura das linhas de tendências de alta e de baixa para operar não é aconselhável.

Um bom indicador que pode ser utilizado em conjunto com a LTA e LTB é o volume. Nele é medida o volume financeiro negociado em um período. Assim, ele indica a procura pelo produto e facilita a identificação da força de uma tendência.

Porém, a utilização dessa e outras ferramentas de análise dependerá das preferências do trader e da forma como atua. É preciso selecionar indicadores essenciais à sua estratégia, pois um gráfico com muitas informações pode atrapalhar a decisão.

Conclusão

Como visto, as linhas de tendência de alta e de baixa são ferramentas que auxiliam o especulador em suas análises. Isso porque elas permitem que o trader identifique a tendência enquanto opera. Somadas a outros indicadores, elas podem ajudar muito na tomada de decisão.

Como ficou claro, esses são indicadores utilizados na especulação. Caso seu perfil seja focado no longo prazo, o uso da LTA e a LTB provavelmente não faça sentido. Afinal, as tendências de preços não impactam nos fundamentos das empresas.

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