FGR: vendas brutas de R$ 220 mi no 2T26 e líquidas positivas em R$ 26,4 mi

Fato relevante: FGR INCORPORAÇÕES S.A.

Renova Invest · 16 de julho de 2026

A FGR Incorporações S.A., incorporadora com sede em Aparecida de Goiânia (GO), divulgou em 15 de julho de 2026 sua prévia operacional referente ao segundo trimestre de 2026 (2T26) e ao acumulado do primeiro semestre (1S26). Os dados são operacionais, gerenciais e preliminares, sujeitos à revisão da auditoria independente.

O trimestre foi marcado por vendas resilientes, ausência de lançamentos e um movimento expressivo de cancelamentos, num pano de fundo macroeconômico que a própria administração classificou como desafiador para o mercado imobiliário.

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Vendas brutas de R$ 220 milhões e líquidas positivas

As vendas brutas do 2T26 totalizaram R$ 220,0 milhões (183 unidades), praticamente estáveis na comparação trimestral (-2,9% T/T ante R$ 226,5 milhões no 1T26). Na comparação anual, houve queda de 72,9% frente aos R$ 811,9 milhões do 2T25, mas essa base é distorcida por um lançamento relevante ocorrido no 1S25.

Os cancelamentos somaram R$ 193,6 milhões (183 unidades). Ou seja, em número de unidades, os cancelamentos igualaram as vendas no período. Ainda assim, as vendas líquidas em VGV foram positivas em R$ 26,4 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 63,2 milhões do 1T26.

Segundo a companhia, o saldo positivo decorre do fato de o ticket médio vendido ter sido superior ao ticket médio cancelado. No acumulado do 1S26, contudo, as vendas líquidas ainda foram negativas em R$ 36,9 milhões de VGV, com a recuperação começando apenas no segundo trimestre.

Sem lançamentos no período

No 2T26 a FGR não realizou novos lançamentos, mantendo o foco na comercialização do estoque existente e na estruturação de novos projetos para os próximos trimestres. A administração ressaltou que essa postura, combinada à base de comparação inflada do 1S25, explica boa parte da forte queda anual nos volumes.

Estoque a mercado sobe 4,8% no trimestre

Ao final do 2T26, o estoque a valor de mercado totalizou R$ 206,9 milhões, alta de 4,8% no trimestre. Desse total, R$ 141,4 milhões referem-se a obras em andamento e R$ 65,5 milhões a obras entregues. A companhia atribui a elevação à reprecificação mensal das unidades que retornaram ao estoque, especialmente as de obras prontas.

Apesar da alta, a FGR destaca que o estoque permanece em patamar reduzido: representa cerca de 3,0% da base total de ativos de comercialização operacional (carteira vendida a valor presente somada ao estoque a mercado), o que a administração aponta como baixa exposição a unidades não vendidas.

Leitura de risco: o que observar na tese

O ativo central da companhia é a carteira de recebíveis imobiliários de longo prazo, associada a empreendimentos horizontais de médio e alto padrão na região metropolitana de Goiânia. Documentos de crédito relativos a estruturas lastreadas em recebíveis da FGR já indicaram forte concentração em ativos operacionais e presença de adiantamentos a partes relacionadas — pontos usualmente monitorados por casas de rating.

Entre os sinais positivos da prévia estão o estoque enxuto e a resiliência das vendas brutas mesmo com consumidor mais cauteloso. Entre os sinais de alerta, destacam-se os cancelamentos igualando as vendas em unidades no 2T26 e as vendas líquidas ainda negativas no acumulado do semestre, sugerindo pressão do ambiente de juros elevados e crédito mais restrito sobre a capacidade dos clientes de honrar contratos.

A leitura geral é de uma companhia em postura mais defensiva: sem lançamentos, mirando a recomposição das vendas líquidas e a monetização de um estoque reprecificado por valorização acumulada, enquanto atravessa um ciclo macro adverso para a incorporação.

Leia também: acompanhe as últimas notícias e fatos relevantes do mercado e as análises de ações da B3 na Renova Invest.

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Fonte: Banco Central · 14/07/2026

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