Como usar a restituição do IR para organizar suas finanças em 2026

Como usar a restituição do IR para organizar suas finanças em 2026

Renova Invest · 14 de agosto de 2026

A restituição do IR chegou, mas pouca gente sabe que esse dinheiro pode ser o primeiro passo para sair das dívidas ou construir um patrimônio verdadeiro. Quitar aquele cartão que não para de crescer, montar uma reserva que salva nas emergências ou investir com retorno real: a escolha é sua, mas a ordem certa faz toda a diferença.

Resposta direta: Primeiro, priorize as dívidas com maior custo efetivo total, especialmente cartão rotativo e cheque especial. Em geral, se o custo da dívida superar com folga o retorno líquido e compatível com o risco de um investimento, quitá-la tende a ser a melhor decisão. Depois, reforce sua reserva de emergência em aplicações seguras e de liquidez adequada. Só então direcione o restante para objetivos de médio e longo prazo. Essa sequência ajuda a transformar um reembolso anual em segurança financeira e crescimento consistente.

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O que é a restituição do IR e por que ela é importante?

A restituição do IR é aquele dinheiro que a Receita Federal devolve quando você pagou mais imposto do que devia ao longo do ano. Imagine acumular pequenas diferenças em cada salário e, de repente, receber um valor significativo de uma vez só — para muitos, é a maior entrada de dinheiro do ano.

O problema? Sem planejamento, esse dinheiro some. Uma viagem aqui, um eletrodoméstico ali, e pronto: o que poderia ser alívio vira mais uma lembrança distante. Mas quando usado com estratégia, R$ 2.000 de restituição podem economizar cerca de R$ 240 já no primeiro mês, ao quitar uma dívida de cartão de crédito com juros de 12% ao mês. Esse é o verdadeiro poder desse recurso.

Em 2026, o cenário reforça essa oportunidade. Com a Selic em 14,25% ao ano e o CDI em patamar próximo (cerca de 14,15% ao ano), os investimentos em renda fixa estão atrativos. Mas as dívidas de consumo continuam caras — taxas de dois dígitos ao mês são comuns em cartão rotativo e cheque especial. Portanto, quitar essas dívidas costuma equivaler a um retorno certo e imediato, difícil de reproduzir em qualquer aplicação.

Antes de decidir qualquer coisa, saiba exatamente quanto você vai receber. Consulte o portal da Receita Federal ou o serviço Meu Imposto de Renda e anote esse valor. Ele será a base do seu planejamento.

Como consultar a restituição do IR 2026?

Se você quer saber quando aquele dinheiro vai cair na sua conta, a Receita Federal oferece formas simples de acompanhar:

  • Portal e-CAC: Acesse cac.receita.fazenda.gov.br com seu login gov.br. No serviço Meu Imposto de Renda, você consulta o extrato da declaração, o status do processamento e as informações sobre a restituição.
  • Aplicativo Receita Federal: disponível para iOS e Android, permite acessar o serviço Meu Imposto de Renda e acompanhar o processamento da declaração e da restituição.
  • Canais em caso de crédito não realizado: para acompanhar uma restituição ainda não liberada, consulte o Meu Imposto de Renda no e-CAC ou no aplicativo Receita Federal. Se ela tiver sido liberada, mas não creditada, procure o Banco do Brasil pelos canais oficiais informados pela Receita (4004-0001, 0800-729-0001 e 0800-729-0088).

Calendário de lotes 2026: A restituição do IRPF 2026, referente aos rendimentos de 2025, é paga em lotes mensais, do fim de maio (primeiro pagamento em 29 de maio) ao fim de agosto de 2026. A fila prioriza: pessoas com 80 anos ou mais; pessoas com 60 anos ou mais, pessoas com deficiência ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; quem utilizou declaração pré-preenchida e Pix; quem utilizou uma dessas opções; e, por fim, os demais. Em caso de empate, prevalece a declaração entregue primeiro, desde que processada e sem pendências. A composição de cada lote depende do processamento da declaração e da inexistência de pendências.

E se não receber na data prevista? Se a restituição não for creditada, consulte imediatamente o extrato da declaração no Meu Imposto de Renda. A providência dependerá do motivo: corrigir a declaração por meio de retificadora quando houver erro, regularizar uma pendência (como malha fiscal ou compensação de débitos) ou reagendar o crédito no Banco do Brasil, conforme o caso. Vale lembrar que a retificação só cabe quando existe erro na declaração e não pode ser feita após o início de procedimento fiscal.

Esse valor, quando bem aproveitado, não é apenas um reembolso. É uma chance de reorganizar sua vida financeira. Portanto, não deixe para decidir na hora em que o dinheiro chegar — comece o planejamento agora.

Como planejar o uso da restituição antes de recebê-la?

Receber a restituição é só o começo. O que realmente faz diferença é o que você faz antes desse dinheiro cair na sua conta. Quem espera até o último minuto geralmente gasta por impulso — e joga fora uma oportunidade rara de mudar sua situação financeira.

O primeiro passo é simples: faça um diagnóstico honesto da sua situação. Liste todas as dívidas que você tem, anotando o valor devido e o custo efetivo total de cada uma. Depois, calcule sua reserva de emergência atual e compare com uma meta compatível com o seu perfil. Finalmente, identifique suas metas financeiras: troca de carro, curso, entrada de imóvel — o que realmente importa para você?

Com esse mapa em mãos, a decisão sobre como usar a restituição deixa de ser emocional e vira matemática pura. Por exemplo: se você tem uma dívida de R$ 3.000 no cheque especial, com juros mensais elevados, e espera receber R$ 4.000 de restituição, a conta é clara. Quite a dívida primeiro — os R$ 1.000 restantes podem ir para a reserva ou para uma aplicação de liquidez adequada.

Além disso, negocie com antecedência. Antes mesmo de receber o dinheiro, entre em contato com os credores e informe que deseja quitar à vista. Muitos bancos e financeiras oferecem descontos para pagamento integral, principalmente sobre multas e encargos. Essa economia extra faz diferença, mas os percentuais variam conforme o credor e o perfil da dívida.

Outra técnica eficiente é separar o valor mentalmente. Abra uma planilha ou um papel e divida sua restituição em três categorias: dívidas, reserva e investimentos. Coloque os valores reais de acordo com o seu diagnóstico. Quando o dinheiro entrar na conta, você já saberá exatamente o que fazer com cada parte.

Por fim, evite misturar a restituição com seu saldo corrente. Assim que receber, transfira imediatamente para uma conta separada ou aplique conforme o planejado. Isso impede que o dinheiro seja usado para gastos desnecessários — e transforma sua restituição em uma alavanca real para sua independência financeira.

Qual a ordem correta para usar a restituição do IR?

Usar a restituição do IR na ordem certa é o que separa quem resolve problemas de quem cria novos. A sequência não é aleatória: ela segue uma lógica financeira simples, mas poderosa.

1º passo — Elimine as dívidas que estão te afogando. Cartão rotativo, cheque especial e empréstimos pessoais com custo efetivo total elevado devem ser sua prioridade. Investimentos conservadores não costumam oferecer retorno líquido e garantido comparável aos juros de dívidas como cartão rotativo e cheque especial. Por isso, quitar essas dívidas geralmente deve vir antes de investir. Reduzir R$ 2.000 de uma dívida que cobra 15% ao mês evita cerca de R$ 300 de encargos já no mês seguinte — e essa economia se acumula, porque os juros deixam de incidir sobre um saldo maior.

2º passo — Reforce sua reserva de emergência. Depois de se livrar das dívidas caras, o próximo passo é garantir que imprevistos não te joguem de volta no vermelho. A reserva deve estar aplicada em ativos de baixo risco e liquidez compatível com a necessidade de uso imediato.

3º passo — Invista em seus objetivos. Com as dívidas quitadas e a reserva estruturada, o saldo restante pode ser direcionado para metas de médio e longo prazo: educação, aposentadoria ou o sonho da casa própria. Aqui, a escolha do investimento depende do seu horizonte — se é para daqui a 2 anos ou 20.

Essa sequência não é rígida em todos os casos. Se sua dívida tiver custo baixo — como um financiamento imobiliário com taxa anual reduzida —, pode fazer sentido mantê-la e investir a restituição. A regra prática: compare o custo efetivo total da dívida com o rendimento líquido e ajustado ao risco do investimento; se a dívida custar mais, quite-a primeiro.

Na prática, a maioria dos brasileiros tem pelo menos uma dívida cara. Portanto, o primeiro passo costuma consumir a maior parte da restituição. Siga a ordem sem pular etapas: cada uma cria a base para a próxima.

Como quitar dívidas com a restituição do IR?

Se você tem dívidas, a restituição do IR pode ser sua melhor chance de virar o jogo. Mas não basta apenas pagar: é preciso fazer isso da maneira certa para maximizar o impacto.

Comece listando tudo. Anote cada dívida que você tem: cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal, carnê de loja, financiamento de carro. Para cada uma, registre o saldo devedor e o custo efetivo total. Essa lista será seu guia para priorizar.

Em seguida, ordene pelo custo. Coloque as dívidas do custo mais alto para o mais baixo. Cartão rotativo e cheque especial quase sempre aparecem no topo. Uma dívida de R$ 4.000 no cartão com juros de 12% ao mês gera cerca de R$ 480 em encargos já no primeiro mês. Quitar isso com a restituição significa deixar de pagar esse custo — uma economia certa, sem risco de mercado.

Antes de pagar, negocie. Ligue para os credores e informe que pretende quitar à vista. Muitas instituições oferecem descontos sobre multas e juros quando sabem que vão receber o valor integral de uma vez. O percentual varia caso a caso, então compare propostas antes de fechar.

Finalmente, quite e confirme. Após negociar, peça o boleto ou comprovante de quitação. Guarde esse documento e, em 30 dias, verifique se a dívida foi baixada nos sistemas de proteção ao crédito (SPC e Serasa). Esse cuidado evita cobranças indevidas no futuro.

Se a restituição não for suficiente para quitar todas as dívidas, use o valor disponível para reduzir o saldo principal das mais caras. Diminuir o principal de uma dívida cara significa que os juros do próximo mês incidirão sobre um valor menor — e isso quebra o ciclo de crescimento exponencial da dívida.

Por fim, revise seus hábitos. Se o cartão de crédito foi o vilão, considere reduzir seu limite ou substituí-lo por um cartão de débito ou pré-pago. A restituição resolve o problema imediato, mas evitar novas dívidas é o que garantirá sua tranquilidade no longo prazo.

Como reforçar a reserva de emergência com a restituição?

A reserva de emergência é seu colchão financeiro — aquele que te protege quando imprevistos acontecem. Com a restituição do IR, você pode montá-la ou reforçá-la de forma significativa.

Como calcular o valor ideal da reserva de emergência?

O valor certo depende do seu perfil e das suas despesas. Como referência inicial, muitas pessoas utilizam de três a seis meses de despesas essenciais, mas o valor deve ser ajustado à estabilidade da renda, aos dependentes e aos riscos específicos da família. Acesso a crédito, seguros contratados e despesas previsíveis também entram nessa conta.

Veja alguns exemplos práticos, sempre como ponto de partida:

  • Solteiro com despesas de R$ 2.000/mês: uma referência inicial seria de R$ 6.000 a R$ 12.000, conforme a estabilidade da renda.
  • Família com despesas de R$ 4.000/mês: a faixa de referência ficaria entre R$ 12.000 e R$ 24.000.
  • Autônomos ou freelancers: como a renda é variável, o razoável é mirar a parte superior da faixa — ou mais, se houver uma única fonte de renda ou histórico de meses ruins.

Se suas despesas essenciais forem de R$ 3.000 por mês, uma restituição de R$ 6.000 cobrirá dois meses. O prazo para completar a reserva dependerá da meta definida e do valor que você conseguir aportar mensalmente.

Mas de nada adianta ter um valor guardado se ele não estiver seguro e acessível. Em 2026, opções bastante utilizadas para essa finalidade são o Tesouro Selic e CDBs com liquidez diária de instituições cobertas pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

O Tesouro Selic acompanha a taxa básica da economia (14,25% ao ano, conforme a última decisão do Copom) e tem liquidez diária: pedidos feitos em dias úteis até as 13h normalmente são liquidados no mesmo dia; nos demais casos, em geral, no próximo dia útil, sujeito às regras do Tesouro Direto e da instituição financeira. CDBs de liquidez diária, por sua vez, costumam ser oferecidos com percentuais próximos ao CDI, mas as taxas variam por emissor e devem ser comparadas.

Para ilustrar: em uma simulação simplificada na qual a rentabilidade bruta permanecesse em 14,25% ao ano, R$ 9.000 gerariam R$ 1.282,50 brutos. Em um resgate após aproximadamente um ano, a alíquota de IR seria de 17,5%, resultando em ganho líquido de cerca de R$ 1.058, antes de eventuais custos. É apenas uma estimativa: a Selic pode mudar ao longo do período e o Tesouro Selic pode apresentar ágio ou deságio.

Vale comparar antes de escolher a poupança. Com a Selic acima de 8,5%, a poupança rende 0,5% ao mês mais TR. Em geral, pode render menos que alternativas de renda fixa, mas a comparação deve usar retornos líquidos, considerar a TR e verificar a inflação do mesmo período — só assim é possível saber se houve ou não ganho real.

Vale a pena investir a restituição do IR em 2026?

Investir a restituição do IR em 2026 pode ser uma excelente decisão — mas apenas se você já tiver quitado dívidas caras e estruturado sua reserva de emergência. Para quem está nessa situação, o cenário atual oferece oportunidades reais.

Com a Selic em 14,25% ao ano, a renda fixa está atrativa. Mas entre tantas opções, como escolher? Abaixo, uma tabela comparativa que simplifica a decisão:

Produto Rentabilidade (2026) Liquidez Ideal para
Tesouro Selic ~14,25% a.a. (Selic atual)
IR: 22,5% (até 180d), 20% (181–360d), 17,5% (361–720d), 15% (>720d)
IOF regressivo em resgates até 30 dias
Liquidez diária: pedidos feitos em dias úteis até as 13h normalmente são liquidados no mesmo dia; nos demais casos, em geral, no próximo dia útil, sujeito às regras do Tesouro Direto e da instituição financeira Reserva de emergência; objetivos de curtíssimo prazo
CDB Liquidez Diária Percentual do CDI conforme o emissor (CDI ~14,15% a.a.)
IR: 22,5% (até 180d), 20% (181–360d), 17,5% (361–720d), 15% (>720d)
Resgate diário, conforme as condições contratadas Reserva de emergência, quando houver condições claras de resgate e emissor compatível com o risco aceito
Tesouro IPCA+ IPCA + taxa contratada (consulte o IPCA acumulado em 12 meses na divulgação mais recente do IBGE, sempre identificando o mês de referência)
IR: 22,5% (até 180d), 20% (181–360d), 17,5% (361–720d), 15% (>720d)
Venda antecipada pelo preço de mercado (marcação a mercado) Objetivos cujo prazo seja compatível com o vencimento do título
LCI / LCA Percentual do CDI conforme o emissor (pós-fixadas)
Isento de IR para PF (Lei 11.033/2004, art. 3º, IV)
Isenção mantida em 2026 após queda da MP 1303/2025
Vencimento (prazo mínimo de seis meses nos casos gerais; 36 meses para LCI atualizada mensalmente por índice de preços e 12 meses para LCA atualizada anualmente por índice de preços) Médio prazo sem imposto, quando o dinheiro puder ficar indisponível
Previdência Privada (PGBL/VGBL) Depende da carteira; na tabela regressiva, alíquota mínima de 10% para prazos acima de 10 anos
Fundos internos variam
Resgate sujeito aos prazos de carência e às condições do regulamento; o plano pode prever carregamento Aposentadoria; no PGBL, dedução de até 12% dos rendimentos tributáveis computados na declaração, para quem usa as deduções legais

Com base nessa tabela, a escolha depende do seu objetivo, do prazo e da necessidade de liquidez. Se parte do dinheiro puder ficar indisponível até o vencimento, uma LCI pode ser avaliada em comparação com alternativas líquidas, sempre pelo retorno líquido, risco do emissor e prazo. Não existe proporção universal de 50%. Para a parcela destinada a emergências, priorize produtos com resgate rápido.

Veja os detalhes de cada opção:

Tesouro Selic: É a opção mais previsível e líquida entre os títulos públicos para quem quer proteger o dinheiro sem abrir mão de retorno. Com a Selic em 14,25% ao ano, ele acompanha esse patamar, com risco soberano. Os rendimentos estão sujeitos ao IR regressivo e, em resgates nos primeiros 30 dias, ao IOF regressivo. A taxa de custódia da B3 é de 0,20% ao ano, mas, no Tesouro Selic, há isenção sobre os primeiros R$ 10 mil de estoque por CPF; a cobrança incide apenas sobre o valor excedente.

CDB de liquidez diária: pode ser adequado à reserva quando tiver condições claras de resgate e emissor compatível com o risco aceito. Compare a taxa oferecida e verifique a cobertura do FGC. O FGC cobre produtos elegíveis em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição ou conglomerado financeiro, observado o teto global de R$ 1 milhão em um período de quatro anos. Não há taxa de custódia, mas existe risco de crédito do emissor, e a cobertura não elimina a possibilidade de demora no acesso aos recursos em caso de liquidação.

Tesouro IPCA+: indicado para objetivos cujo prazo seja compatível com o vencimento do título. Mantido até o vencimento, o Tesouro IPCA+ entrega a variação do IPCA mais a taxa contratada, antes de impostos e custos. Na venda antecipada, o resultado depende da marcação a mercado e pode ser diferente do contratado, inclusive com perda. Incide IR regressivo e taxa de custódia de 0,20% ao ano.

LCI e LCA: Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio são isentas de Imposto de Renda para pessoa física — e essa isenção foi mantida em 2026 após a queda da MP 1303/2025. Os prazos mínimos são de seis meses nos casos gerais (Res. CMN 5.215/2025), 36 meses para LCI atualizada mensalmente por índice de preços e 12 meses para LCA atualizada anualmente por índice de preços. Como referência de comparação, uma LCI a 90% do CDI equivaleria a cerca de 12,74% ao ano isentos, enquanto um CDB de 100% do CDI resgatado em até 180 dias renderia aproximadamente 10,97% líquidos — mas o resultado real depende das taxas efetivamente oferecidas e do prazo.

Previdência privada: Se seu objetivo é a aposentadoria, um PGBL (para quem declara no modelo de deduções legais) ou um VGBL pode ser avaliado. A contribuição ao PGBL pode reduzir a base de cálculo do IR de quem utiliza as deduções legais e atende aos requisitos previdenciários aplicáveis, podendo aumentar a restituição ou reduzir o imposto a pagar, conforme a situação individual. Lembre-se de que, no resgate ou no recebimento do benefício do PGBL, o IR incide sobre o valor total recebido.

No fim das contas, investir a restituição é a última etapa — não a primeira. Quem pula as etapas anteriores arrisca transformar essa oportunidade em mais um gasto desnecessário. Mas quem segue a ordem certa usa esse recurso como um verdadeiro trampolim para a independência financeira.

Resumo prático:

  • Consulte o valor esperado — acesse o e-CAC ou o aplicativo Receita Federal, no serviço Meu Imposto de Renda, antes do dinheiro cair.
  • Quite dívidas caras primeiro — cartão rotativo e cheque especial têm custo efetivo elevado; raramente um investimento conservador supera esse custo de forma líquida e garantida.
  • Reforce a reserva de emergência — use aplicações de baixo risco e liquidez adequada; de três a seis meses de despesas é referência inicial, ajustável ao seu perfil.
  • Invista o saldo restante — Tesouro IPCA+, LCI/LCA ou previdência privada podem ser avaliados, sempre alinhando prazo e objetivo.
  • Planeje antes de receber — tome a decisão agora para evitar gastos por impulso.
  • Compare com a poupança — com a Selic acima de 8,5%, ela rende 0,5% ao mês mais TR; compare sempre retornos líquidos e a inflação do mesmo período.

FAQ — Perguntas frequentes

Quanto rende R$ 1.000 no Tesouro Direto hoje?

Depende do título que você escolher. Em uma simulação simplificada de 14,25% ao ano, R$ 1.000 gerariam R$ 142,50 brutos no Tesouro Selic. Após aproximadamente um ano, a alíquota de IR seria de 17,5%, resultando em cerca de R$ 117,56 líquidos de IR. Não haveria taxa de custódia da B3 se o estoque total de Tesouro Selic do investidor permanecesse em até R$ 10 mil por CPF. Já no Tesouro IPCA+, o rendimento depende da taxa contratada no momento da compra (que varia diariamente) mais a variação da inflação — consulte o IPCA acumulado em 12 meses na divulgação mais recente do IBGE, observando o mês de referência.

Lembre-se: os rendimentos dos títulos estão sujeitos ao IR regressivo (de 22,5% para resgates até 180 dias a 15% acima de 720 dias) e, em resgates nos primeiros 30 dias, ao IOF regressivo. A taxa de custódia da B3 é de 0,20% ao ano, com isenção dos primeiros R$ 10 mil mantidos em Tesouro Selic por CPF. Para simulações personalizadas, use a calculadora oficial do Tesouro Direto.

Quanto rende R$ 20.000 no Tesouro Selic por mês?

Se a rentabilidade permanecesse equivalente a 14,25% ao ano, a taxa mensal equivalente seria de aproximadamente 1,116%, ou cerca de R$ 223 brutos sobre R$ 20 mil. Trata-se apenas de uma estimativa de valorização, não de pagamento mensal garantido: o Tesouro Selic não distribui renda mensal fixa e a Selic pode mudar ao longo do período.

O IR é cobrado no resgate ou vencimento sobre o rendimento acumulado, e não como desconto mensal recorrente. A alíquota depende do prazo de cada aplicação; por isso, simulações mensais devem ser apresentadas apenas como equivalência de valorização. A título de referência, sobre aquela equivalência mensal hipotética, uma alíquota de 15% resultaria em cerca de R$ 189,78 e uma de 22,5% em cerca de R$ 173,03, antes da eventual taxa de custódia sobre o estoque que exceder R$ 10 mil.

Como funciona o Tesouro Direto e o que é?

O Tesouro Direto é um programa que permite comprar títulos públicos diretamente pela internet. Na prática, você empresta dinheiro para o governo federal e recebe juros em troca. Funciona assim: por meio de uma corretora habilitada, você escolhe um título (Tesouro Selic, IPCA+ ou Prefixado) e investe nele. No vencimento, o governo devolve seu dinheiro com os juros acordados.

Você também pode vender antes do vencimento: pedidos feitos em dias úteis até as 13h normalmente são liquidados no mesmo dia; nos demais casos, em geral, no próximo dia útil, conforme as regras do Tesouro Direto e o repasse da instituição financeira. O Tesouro Direto oferece títulos com risco soberano e liquidez diária, mas o resultado da venda antecipada depende do preço de mercado. Tesouro IPCA+ e Prefixado devem, preferencialmente, ser alinhados ao vencimento da meta. Sobre os rendimentos, incide IR regressivo e, em resgates até 30 dias, IOF regressivo; a taxa de custódia da B3 é de 0,20% ao ano, com isenção dos primeiros R$ 10 mil em Tesouro Selic por CPF.

Para ver os títulos disponíveis, suas taxas e fazer simulações, acesse tesourodireto.com.br.

Quanto rende R$ 100 por mês no Tesouro Direto?

Aportes mensais de R$ 100 acumulam patrimônio ao longo do tempo graças aos juros compostos. Em um ano, você terá investido R$ 1.200. O rendimento acima desse valor depende do título escolhido — não existe uma rentabilidade única para “o Tesouro Direto” — e da data de cada aplicação.

Para ter uma noção: em uma simulação puramente hipotética, mantendo 14,25% ao ano durante cinco anos (equivalente a cerca de 1,116% ao mês), 60 aportes de R$ 100 acumulariam aproximadamente R$ 8,5 mil brutos, dependendo do dia de cada aporte, contra R$ 6.000 aportados — antes de IR e custos. Para simulações precisas, use a calculadora oficial do Tesouro Direto.

Antes que a restituição vire apenas um consumo sem retorno, transforme-a em um ponto de virada. A diferença entre uma vida financeira equilibrada e outra cheia de sustos muitas vezes está em uma decisão simples: o que fazer com aquele dinheiro que chega uma vez por ano.

Aproveite essa chance. Quite suas dívidas, garanta sua reserva e invista o que sobrar. Em poucos anos, uma restituição bem direcionada pode representar um impacto positivo relevante na sua vida financeira.

As informações contidas neste artigo têm caráter exclusivamente educativo e não constituem recomendação, oferta ou solicitação de investimento. Rentabilidades mencionadas são estimativas baseadas nas condições de mercado na data de publicação e não garantem resultados futuros. Investimentos envolvem riscos, incluindo possível perda do capital aplicado. Antes de investir, avalie seu perfil de risco e objetivos financeiros.

Se precisar de ajuda para montar um plano personalizado, consulte um assessor de investimentos credenciado pela ANCORD e registrado no cadastro de participantes da CVM.

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CDI hoje
13,90% a.a.
  • Meta Selic14,00%
  • CDI 12 meses14,71%
  • CDI em 20268,70%
Ver CDI e simulação →
Fonte: Banco Central · 14/08/2026

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