O Bitcoin (BTC) subiu para o nível mais alto desde abril. A ascensão foi impulsionada por iniciativas cripto envolvendo players do setor financeiro tradicional. O ativo digital valorizou 10,3% nessa semana e é negociado a US$ 29.477 às 11h50 desta quarta-feira (21), elevando a recuperação anual da moeda digital para 77% em 2023. Mas como funciona a criptomoeda?
Dois movimentos colaboraram com a alta:
- Um deles foi o anúncio do lançamento da EDX Markets, a nova exchange de criptomoedas apoiada empresas do mercado financeiro, como Citadel Securities, Fidelity Digital Assets e Charles Schwab;
- O outro foi os dois pedidos de ETF spot (à vista) de Bitcoin, um da BlackRock na semana passada e outro da WisdomTree essa semana.
Esses episódios mandaram embora para do receio por conta da repressão cripto da Securities and Exchange Commission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA). O acontecimento inclui ações judiciais contra as corretoras cripto Binance e Coinbase.
Como o Bitcoin funciona?
O Bitcoin é a criptomoeda mais conhecida e utilizada em todo o mundo. Criado em 2009, o Bitcoin foi a primeira criptomoeda a utilizar a tecnologia blockchain. Ele é descentralizado e não é controlado por nenhum governo ou instituição financeira. Tem um limite de 21 milhões de moedas e atualmente tem um valor de mercado de mais de 1 trilhão de dólares.
A moeda digital funciona por meio de uma rede peer-to-peer, em que os usuários podem enviar e receber Bitcoins diretamente uns dos outros. Todas as transações são registradas na blockchain, um livro-razão público e descentralizado. A blockchain garante a segurança e a transparência das transações, além de impedir a duplicação de Bitcoins.
