Dinheiro é a principal fonte de preocupação dos brasileiros

Por que o dinheiro é a maior preocupação dos brasileiros em 2026?

A ansiedade financeira é real: 42% dos brasileiros apontam o dinheiro como principal fonte de preocupação, à frente de saúde, família e violência, de acordo com pesquisa divulgada pela Onze em parceria com a Icatu. Esse número não é coincidência. Ele reflete pressões simultâneas sobre o orçamento doméstico — ausência de reserva, endividamento elevado e juros altos. A boa notícia é que essa situação tem solução, e ela começa com planejamento estruturado.

Resposta direta: O dinheiro é a maior preocupação dos brasileiros porque 56% não têm reserva de emergência e 53% estão endividados ou com renda insuficiente, segundo a pesquisa Onze/Icatu, em um ambiente de juros básicos elevados que encarece o crédito. A solução é sequenciada: mapear gastos, quitar dívidas caras, criar reserva e investir regularmente.

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Os fatores estruturais por trás da preocupação com dinheiro

A resposta está na convergência de três realidades do orçamento das famílias brasileiras.

Primeiro: a ausência de colchão financeiro. Segundo a pesquisa Onze/Icatu, 56% dos brasileiros não têm qualquer reserva de emergência. Sem esse colchão, qualquer imprevisto — uma despesa médica, um conserto no carro, a perda temporária de emprego — se transforma imediatamente em crise. A pessoa fica vulnerável a cada situação inesperada.

Segundo: o endividamento crônico. Ainda de acordo com o mesmo levantamento, 53% dos entrevistados afirmaram que a renda não é suficiente para cobrir os gastos mensais ou que estão endividados. Esse dado sugere que, para mais da metade dos respondentes, o desequilíbrio financeiro não é pontual — é estrutural. Não se trata apenas de falta de poupança, mas de renda insuficiente diante das despesas.

Terceiro: o contexto de juros elevados. A taxa Selic está em 14,25% ao ano na data de publicação — vale confirmar o patamar vigente no site do Banco Central. Juros altos encarecem o crédito para quem precisa tomar empréstimos e amplificam o custo das dívidas existentes. Para quem já está endividado, cada mês que passa aprofunda o problema. Isso cria um ciclo: endividamento → despesa com juros → menos margem para poupar → dificuldade de sair das dívidas.

Há ainda um componente psicológico relevante. Levantamentos sobre bem-estar financeiro costumam indicar que parcela expressiva dos brasileiros associa a falta de dinheiro a impactos na saúde emocional. A preocupação com finanças não é apenas racional — ela tende a gerar ansiedade que afeta sono, relacionamentos e produtividade. Portanto, o impacto transcende as contas.

Por fim, existe a lacuna de educação financeira. Boa parte das decisões que agravam a situação — usar o rotativo do cartão de crédito, deixar dinheiro parado na poupança, tomar empréstimos pessoais caros — costuma resultar de falta de informação, não de irresponsabilidade. Isso significa que o problema é solucionável. E a solução começa com clareza nos dados e orientação prática.

Para o investidor que ainda não tem reserva de emergência, esse é o ponto de partida — antes de qualquer outra decisão financeira.

Os principais receios financeiros dos brasileiros em 2026

Ao mapear os medos que mais afetam as finanças pessoais, um padrão emerge. Na pesquisa Onze/Icatu, o principal receio apontado é não ter dinheiro para emergências, citado por 58% dos entrevistados. Esse medo é concreto — sem reserva, qualquer imprevisto tende a virar dívida.

Os demais receios que acompanham esse cenário, segundo o mesmo levantamento, são:

  • Dificuldade para pagar as contas do mês: mencionada por 33% dos entrevistados
  • Garantir um futuro melhor para os filhos: citada por 25%
  • Incapacidade de quitar dívidas ou limpar o nome: presente em 22% das respostas

Esses receios não são independentes. Eles se alimentam mutuamente. Quem tem dívidas dificilmente consegue poupar. Quem não poupa não tem reserva. Quem não tem reserva teme qualquer imprevisto. É um ciclo que se retroalimenta — e quanto mais tempo passa, mais difícil quebrar.

Na prática, esse ciclo se manifesta em decisões financeiras prejudiciais. Uma família que usa cartão de crédito para cobrir despesas do mês (porque a renda não é suficiente) está antecipando renda futura a custo altíssimo. Segundo dados do Banco Central, o rotativo do cartão é uma das linhas mais caras do crédito ao consumidor, com juros mensais que costumam superar 12% ao mês — patamar muito acima de outras modalidades.

O receio de perder o emprego é especialmente relevante em períodos de juros elevados. Quando o crédito fica caro, empresas tendem a reduzir investimentos e contratações. Portanto, esse medo não é irracional — reflete uma leitura razoável do ambiente econômico.

O receio de não poupar para o futuro aponta para outro problema: a falta de planejamento de longo prazo. Boa parte dos brasileiros não tem plano de previdência privada, não investe regularmente e conhece pouco os produtos disponíveis no mercado. Essa lacuna mantém as pessoas em reatividade — respondendo a crises em vez de preveni-las.

O passo inicial é identificar qual desses receios é mais urgente para você. Se o maior medo é não ter dinheiro para emergências, a prioridade é criar uma reserva. Se é a dívida, o foco deve ser na quitação antes de qualquer investimento.

Como a falta de reserva de emergência compromete a saúde financeira

A falta de reserva afeta 56% dos brasileiros, segundo a pesquisa Onze/Icatu, e é um dos principais vetores de ansiedade financeira. Sem esse colchão, a vida financeira fica permanentemente exposta a choques externos.

O conceito é direto: reserva de emergência é um valor guardado em aplicação de alta liquidez, suficiente para cobrir de 3 a 6 meses de despesas essenciais. Ela não é investimento de rentabilidade — é proteção. Sua função é evitar que um imprevisto vire dívida.

Considere um caso hipotético. Uma família com renda mensal de R$ 5.000 e despesas mensais de R$ 4.500 não tem poupança. Em determinado mês, surge uma despesa inesperada de R$ 3.000 — um conserto no carro ou uma internação hospitalar. Sem reserva, a saída mais provável é o cartão de crédito.

Em uma simulação ilustrativa, se essa família paga apenas o mínimo e o saldo migra para o rotativo a 12% ao mês, a dívida de R$ 3.000 evolui assim:

  • Após 1 mês: aproximadamente R$ 3.360
  • Após 3 meses: aproximadamente R$ 4.214
  • Após 6 meses: aproximadamente R$ 5.921

Esse é o mecanismo que transforma um imprevisto pontual em endividamento crônico. Nessa simulação, uma despesa de R$ 3.000 quase dobra em seis meses quando financiada no rotativo do cartão.

Além do impacto financeiro direto, a ausência de reserva tende a gerar custos psicológicos reais. A pessoa vive em estado de alerta permanente. Qualquer notícia sobre demissões, qualquer sinal de problema de saúde ou gasto inesperado ativa uma resposta de estresse. Isso afeta decisões, relacionamentos e qualidade de vida.

Por outro lado, quem tem reserva tende a agir com mais racionalidade. Pode negociar melhor, tomar decisões com mais calma e evitar vender investimentos no momento errado. A reserva de emergência não busca rentabilidade elevada — mas o valor que ela protege costuma ser muito maior do que o rendimento adicional que deixaria de gerar em produtos de maior risco.

O impacto do endividamento e da inadimplência no Brasil

O endividamento ou a insuficiência de renda atinge 53% dos entrevistados, conforme o levantamento Onze/Icatu. O Banco Central acompanha o endividamento e o comprometimento de renda das famílias em seus relatórios periódicos, e o tema do superendividamento segue no radar das autoridades e de entidades de defesa do consumidor.

O cartão de crédito é um dos principais vilões dessa dinâmica. Pesquisas sobre endividamento das famílias apontam de forma recorrente esse produto como o tipo de dívida mais citado. E a razão é estrutural: o cartão é fácil de usar, aceito em qualquer lugar e não exige aprovação a cada compra. Mas os juros do rotativo — que frequentemente superam 12% ao mês, segundo estatísticas do Banco Central — estão entre os mais altos do crédito ao consumidor.

O impacto real é severo. Veja uma simulação ilustrativa de uma dívida de R$ 10.000 no rotativo do cartão a 12% ao mês, sem qualquer pagamento:

  • Após 1 mês: R$ 11.200
  • Após 3 meses: R$ 14.049,28
  • Após 6 meses: R$ 19.738,23
  • Após 12 meses: R$ 38.959,76

Nesse cenário, uma dívida de R$ 10.000 no rotativo quase quadruplica em 12 meses. Esse crescimento exponencial ilustra por que o superendividamento é tão difícil de reverter sem intervenção ativa — renegociação, portabilidade da dívida ou troca por linhas mais baratas.

As consequências transcendem o orçamento individual. Famílias endividadas consomem menos, investem menos e ficam mais vulneráveis a choques econômicos. Isso tende a reduzir a demanda interna e a pressionar o crescimento do país. O Banco Central monitora esses indicadores como parte da análise de estabilidade financeira, e os dados disponíveis mostram que o endividamento das famílias permanece em patamares elevados na comparação histórica.

Há também o efeito sobre o acesso ao crédito. Quem tem o nome negativado paga juros mais altos ou simplesmente não consegue crédito. Isso fecha portas em momentos críticos — financiar um imóvel, abrir um negócio ou lidar com uma emergência médica.

O erro mais caro: manter dívidas de alto custo enquanto se investe em produtos que rendem menos que o custo da dívida. Não faz sentido investir a cerca de 14,15% ao ano (referência do CDI no momento da publicação) enquanto se paga algo próximo de 12% ao mês no rotativo. Essa é a inversão de prioridades mais comum entre investidores iniciantes.

Como os juros altos pressionam o orçamento das famílias

Com a Selic em 14,00% ao ano no momento da elaboração deste conteúdo, os juros pressionam o orçamento doméstico de dois ângulos: encarecem o crédito para quem está endividado e aumentam o custo de novos financiamentos.

Para quem tem dívidas, o efeito é direto. O spread bancário — diferença entre o custo de captação dos bancos e os juros cobrados aos clientes — é historicamente elevado no Brasil. Isso significa que, mesmo com a Selic em 14,25% ao ano, os juros do crédito pessoal, do cheque especial e do rotativo do cartão ficam muito acima disso.

Considere uma família com dívida de R$ 5.000 no cartão, em um cenário de juros de 12% ao mês. Nesse caso:

  • O custo mensal dos juros é de R$ 600
  • Esse valor representa 12% de uma renda mensal de R$ 5.000
  • Se a família paga apenas os juros, o principal não diminui

Ou seja, R$ 600 por mês saem do orçamento apenas para “alugar” essa dívida — sem reduzir o saldo devedor. Isso compromete diretamente a capacidade de poupar ou investir.

Por outro lado, para quem tem investimentos ou está construindo uma reserva, os juros altos representam uma oportunidade. O Tesouro Selic acompanha a taxa básica de juros. Com a Selic em 14,25% ao ano e a inflação acumulada em 12 meses em torno de 4,72% na leitura mais recente disponível, esse título tende a oferecer rentabilidade real positiva — sempre lembrando que a Selic pode mudar a cada reunião do Copom.

Entender como os juros afetam suas dívidas e seus investimentos é central para qualquer planejamento financeiro. A Selic elevada cria um ambiente em que a disciplina financeira tem retorno concreto: quem consegue sair das dívidas e começar a investir passa do lado perdedor para o lado ganhador da equação dos juros.

Como reduzir a preocupação com dinheiro: um plano de 4 passos

Reduzir a ansiedade financeira exige um conjunto de ações práticas e sequenciadas. Não existe atalho — mas existe uma ordem lógica que tende a maximizar o resultado para a maioria das pessoas.

Passo 1: Mapear gastos mensais

Antes de qualquer decisão, é preciso saber para onde o dinheiro vai. Anote todas as despesas fixas e variáveis durante 30 dias. Um aplicativo de controle ajuda, mas uma planilha simples já resolve. Sem esse mapeamento, qualquer plano financeiro é construído no escuro. Essa etapa é gratuita e pode ser organizada em poucos dias com disciplina.

Passo 2: Criar uma reserva de emergência

A meta é acumular entre 3 e 6 meses de despesas essenciais em um produto de alta liquidez. Comece com o objetivo de 3 meses — já reduz significativamente a ansiedade. Automatize a transferência para a data do recebimento do salário.

O Tesouro Selic é uma opção bastante usada: acompanha a Selic, tem resgate com liquidação em até um dia útil (D+1) e é emitido pelo Tesouro Nacional. CDBs com liquidez diária de bancos cobertos pelo FGC também funcionam bem. Para estoques de até R$ 10.000 em Tesouro Selic, há isenção da taxa de custódia da B3, o que o torna ainda mais interessante para iniciantes.

Veja um exemplo prático com renda mensal de R$ 3.000:

  • Meta de poupança: 10% da renda = R$ 300 por mês
  • Produto: Tesouro Selic (liquidez em D+1, rentabilidade atrelada à Selic, em 14,25% a.a. na data de publicação)
  • Em 10 meses: R$ 3.000 aportados — equivalente a cerca de 1 mês de despesas
  • Em 18 meses: R$ 5.400 — próximo de 2 meses de despesas

Esses valores consideram apenas os aportes, sem os rendimentos, que ampliam o resultado ao longo do tempo. Portanto, o prazo real tende a ser menor.

Tabela comparativa: Tesouro Selic, CDB e LCI

Característica Tesouro Selic CDB (100% CDI) LCI (90% CDI)
Rentabilidade Selic (14,25% a.a.) CDI ≈ 14,15% a.a. ≈ 12,74% a.a. (isenta)
Liquidez D+1 D+0 ou D+1 Mercado secundário*
Tributação IR Regressivo (22,5% a 15%) Regressivo (22,5% a 15%) Isenta para PF
Segurança Tesouro Nacional FGC até R$ 250 mil FGC até R$ 250 mil
Prazo mínimo Sem prazo mínimo Conforme emissor Carência mínima de 6 meses (regra do CMN vigente) e conforme contrato

*A LCI costuma não permitir resgate antecipado junto ao emissor. A saída antes do vencimento depende de negociação no mercado secundário, com possível deságio. Taxas e prazos variam conforme o emissor e o momento de mercado.

Para a reserva de emergência, o Tesouro Selic e o CDB com liquidez diária costumam ser as opções mais adequadas — pela combinação de liquidez, segurança e previsibilidade. A LCI é mais indicada para objetivos de médio prazo, quando a carência não é problema.

Passo 3: Eliminar dívidas de alto custo

Rotativo do cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais com juros acima de 3% ao mês devem ser quitados ou renegociados antes de qualquer investimento além da reserva mínima. O retorno de aplicações conservadoras não supera o custo dessas dívidas. Priorize cartão e cheque especial.

Passo 4: Investir com consistência

Após quitar dívidas caras e construir reserva de ao menos 3 meses, o próximo passo é investir regularmente. Mesmo valores pequenos — R$ 100, R$ 200 por mês — podem gerar resultados relevantes no longo prazo graças aos juros compostos. A consistência importa mais que o volume inicial.

Se você só fizer uma coisa dessa seção: automatize uma transferência de 10% da sua renda para o Tesouro Selic no dia do seu recebimento. Essa disciplina tende a mudar sua trajetória financeira nos próximos 24 meses.

Além disso, buscar educação financeira é parte da solução. Plataformas gratuitas, como o portal Bora Investir da B3, oferecem conteúdo acessível sobre planejamento, investimentos e controle de gastos.

Perguntas frequentes sobre reserva de emergência e Tesouro Direto

Quanto rende R$ 1.000 no Tesouro Direto hoje?

O Tesouro Selic acompanha a Selic, em 14,25% ao ano na data de publicação. Usando o CDI (≈ 14,15% a.a.) como referência próxima, R$ 1.000 aplicados por 1 ano renderiam cerca de R$ 1.116,74 líquidos de IR — considerando a alíquota de 17,5% da tabela regressiva para prazos entre 361 e 720 dias. O Tesouro Selic tem taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano, com isenção para estoques de até R$ 10.000 nesse título. Para pequenos investidores, isso torna o produto especialmente competitivo. Os valores são simulações e variam com a Selic.

Como funciona o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos pela internet. Você empresta dinheiro ao governo e recebe o valor corrigido conforme a remuneração contratada até o vencimento. Os tipos principais são: Tesouro Selic (pós-fixado, mais indicado para reserva), Tesouro Prefixado (taxa fixa) e Tesouro IPCA+ (proteção contra a inflação). É possível investir a partir de fração de um título (1% do valor unitário), o que costuma resultar em aplicações mínimas de poucas dezenas de reais, variando conforme o preço do título. Os títulos podem ser vendidos antes do vencimento, sujeitos à marcação a mercado.

Quanto rende R$ 20.000 no Tesouro Direto por mês?

Tomando como referência uma aplicação equivalente ao CDI de 14,15% ao ano, o rendimento bruto mensal de R$ 20.000 seria de aproximadamente R$ 221 (taxa mensal equivalente de cerca de 1,107%). Descontando o IR regressivo (22,5% nos primeiros 180 dias), o rendimento líquido mensal fica em torno de R$ 171 no curto prazo e sobe para cerca de R$ 188 após 2 anos (alíquota de 15%). O Tesouro Selic tem comportamento semelhante, com pequena variação pela taxa de custódia.

Quanto rende R$ 100.000 no Tesouro Direto?

Em simulação com CDI constante de 14,15% ao ano, R$ 100.000 aplicados por 1 ano resultariam em cerca de R$ 111.673,75 líquidos de IR (alíquota de 17,5%). Em 2 anos, aproximadamente R$ 125.674,64 (alíquota de 17,5%). Em 5 anos, cerca de R$ 180.024,49 (alíquota de 15%) — sempre assumindo taxa constante, o que dificilmente ocorre na prática. O Tesouro Selic tem resultado semelhante, descontada a taxa de custódia de 0,20% ao ano sobre o valor que exceder R$ 10.000. Para valores acima de R$ 250.000, o Tesouro Direto tem a vantagem de não depender do limite de cobertura do FGC — a garantia é do Tesouro Nacional.

Resumo prático: dinheiro como preocupação financeira em 2026

  • 42% dos brasileiros apontam o dinheiro como principal preocupação, à frente de saúde e família, segundo a pesquisa Onze/Icatu.
  • 56% não têm reserva de emergência, o que tende a transformar qualquer imprevisto em dívida de alto custo.
  • Dívidas no rotativo do cartão crescem exponencialmente: em simulação a 12% ao mês, R$ 10.000 chegariam a cerca de R$ 38.959,76 em 12 meses.
  • A Selic em 14,25% ao ano encarece o crédito para endividados, mas favorece quem investe — considerando CDI de 14,15% e inflação de 4,72% em 12 meses, o juro real fica próximo de 9,0% ao ano.
  • A ordem correta é: mapear gastos → quitar dívidas caras → criar reserva → investir regularmente.
  • Para a reserva, Tesouro Selic e CDB com liquidez diária estão entre as opções mais indicadas para iniciantes.

A diferença entre continuar sem reserva e começar a construir uma hoje não está no valor inicial — está na decisão de agir. Se você quer estruturar seu planejamento financeiro com orientação especializada, busque um assessor certificado pela ANCORD ou um planejador financeiro CFP credenciado que possa mapear seus gastos e definir um plano de reserva alinhado ao seu perfil.

Aviso legal: Este conteúdo tem caráter exclusivamente educacional e informativo. Não constitui recomendação de investimento, oferta ou solicitação de compra ou venda de ativos financeiros. Dados de mercado (Selic, CDI, inflação e taxas de produtos) referem-se à data de publicação e podem mudar; consulte fontes oficiais antes de decidir. Cada investidor deve avaliar seu perfil de risco, objetivos e situação financeira antes de tomar decisões de investimento. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. Material elaborado de acordo com as diretrizes da ANBIMA para conteúdo educacional.

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CDI hoje
13,90% a.a.
  • Meta Selic14,00%
  • CDI 12 meses14,71%
  • CDI em 20269,04%
Ver CDI e simulação →
Fonte: Banco Central · 24/08/2026

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