O Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo homologou, em 30 de julho de 2026, o Plano de Recuperação Extrajudicial da Raízen S.A. (B3: RAIZ4). A decisão torna efetivo e vinculante para a totalidade dos credores sujeitos o reperfilamento de aproximadamente R$ 61,4 bilhões em dívidas financeiras quirografárias.
Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.
Com a homologação, a companhia avança nos passos finais da implementação, incluindo a conversão de parte dos créditos em participação na Raízen e um aumento de capital entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4,0 bilhões. O caso da Raízen se soma a um cenário de aumento de recuperações judiciais — entenda o que investidores precisam saber sobre esse tema crescente.
Uma reestruturação construída ao longo de meses
A trajetória que culminou na homologação tem início formal em 11 de março de 2026, quando a Raízen protocolou o pedido de recuperação extrajudicial para renegociar um passivo então estimado em torno de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras.
Em 3 de junho de 2026, a companhia conduziu assembleias de debenturistas e titulares de CRAs, consolidando a estrutura de adesão. No dia 5 de junho, o plano foi apresentado, contando com a adesão de 81,6% dos credores financeiros.
O que muda para o investidor
A homologação representa um marco importante para a reestruturação da companhia. Os detentores de CRAs e debêntures que aderiram ao plano terão seus créditos reperfilados conforme as condições estabelecidas.
A Raízen é uma das maiores empresas de energia e distribuição de combustíveis do Brasil, controlada pela Cosan.
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