A PDG Realty S.A. Empreendimentos e Participações (PDGR3) comunicou ao mercado, em fato relevante divulgado em 13 de julho de 2026, a destituição imediata de Mauricio Tiso de Souza dos cargos de Diretor Presidente e Diretor de Relações com Investidores (DRI) da companhia.
Em seu lugar, o Conselho de Administração aprovou — com efeito imediato — a eleição de Roberto Giarelli, que já ocupava o cargo de Diretor Vice-Presidente Financeiro da PDG. Giarelli passará a acumular os três cargos: Diretor Presidente, DRI e VP Financeiro.
Perfil do novo CEO
Roberto Giarelli é bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP) e possui cursos de extensão em gestão empresarial pelo IRI (Itália) e pela ESG/ADESGDF. Conta com mais de 25 anos de experiência no setor bancário, com passagens por Brasil, Itália, França e Argentina. Atua na gestão de empresas no Brasil desde 2004 e ocupa cargos de direção na PDG desde 2017.
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Contexto: instabilidade na liderança em meio à reestruturação
A troca de comando marca a terceira mudança relevante na cúpula da PDG em poucos anos. Mauricio Tiso de Souza havia assumido a presidência após a destituição de Augusto Alves dos Reis Neto, com mandato de dois anos aprovado pelo Conselho. Antes disso, a companhia já havia passado por outras alternâncias de liderança durante o longo processo de recuperação judicial, encerrado formalmente há cerca de quatro anos, mas cujos efeitos ainda pesam sobre o balanço.
A PDG segue com resultados negativos e situação financeira fragilizada: no segundo trimestre de 2025, a incorporadora reportou prejuízo de R$ 82,3 milhões, alta de 20% sobre os R$ 68,7 milhões de perda registrados no mesmo período de 2024. A companhia possui dívida bilionária e patrimônio líquido negativo, e aprovou em 2025 um aumento de capital para tentar reduzir o endividamento e recompor liquidez.
Ação: cotação e perspectivas
As ações PDGR3 negociam a R$ 1,27 (+0,79% na data do comunicado), com mínima de 52 semanas em R$ 0,75. O papel acumula queda expressiva em relação ao máximo de 52 semanas (R$ 48,00), o que reflete o período pós-grupamento de ações e a deterioração contínua dos fundamentos. O valor de mercado da companhia é residual.
O que muda para o investidor
- Acúmulo de funções: Giarelli passará a concentrar as diretorias financeira, executiva e de RI — o que pode agilizar decisões, mas reduz segregação de funções em um momento crítico.
- Perfil bancário/financeiro: A escolha de um executivo com background predominante em finanças e reestruturação sinaliza que o foco do novo comando deve permanecer na gestão do passivo e na negociação com credores.
- Instabilidade de governança: A sucessão de trocas na cúpula é um fator de atenção para o monitoramento da tese, especialmente em companhias ainda em fase de estabilização pós-recuperação judicial.
- Alto risco: O papel segue classificado como de altíssimo risco especulativo, dado o histórico de prejuízos recorrentes, patrimônio líquido negativo e dívida elevada.
Leia também: acompanhe as últimas notícias e fatos relevantes do mercado e as análises de ações da B3 na Renova Invest.
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Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. A Renova Invest não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.