Todos os meses, o BTG Pactual elabora uma série de Carteiras Recomendadas, reunindo sugestões de ativos para o período, a partir das análises financeiras e econômicas de sua equipe especializada. Esta é a Carteira Recomendada de Ações 10SIM do BTG Pactual para Maio de 2021.

Visão Geral

A equipe de análise do BTG Pactual observa que, no mercado financeiro, o mês de abril trouxe uma boa perspectiva para o índice Ibovespa.Com a redução no ruído político e a melhora da situação geral da saúde, existe espaço para a continuidade da trajetória de valorização.

Outro destaque do período foi o retorno do fluxo de investimento estrangeiro para o campo positivo. Houve entrada de R$ 6,8 bilhões em abril. Além disso, com a realização de diversos leilões, mais R$ 50,8 bilhões em investimentos devem ser direcionados ao Brasil nas próximas décadas.

Na economia, os mercados respiram aliviados com a sanção presidencial ao Orçamento de 2021. O impasse entre governo e Congresso foi resolvido após ambos os lados realizarem concessões, sinalizando que são capazes de trabalhar em cooperação.

O Orçamento aprovado é realista, executável e compatível com o teto de gastos. Assim, a resolução desse impasse representa um alívio em relação à situação fiscal do país.

Na política, o destaque de abril foi a criação de uma CPI da pandemia para averiguar a atuação do governo federal. A expectativa é de que a Comissão provoque manchetes negativas, mas o impacto efetivo deve ser limitado, especialmente considerando que as eleições presidenciais ainda estão distantes.

Além disso, com o avanço da vacinação e com a relativa melhoria nas condições de saúde, a pressão política gerada pela investigação pode ser amenizada.

Para o mês de Maio/2021, o BTG Pactual apresenta uma carteira recomendada de ações 10SIM distribuída da seguinte maneira:

  • Vale (VALE3) – 15%
  • Bradesco (BBDC4) – 10%
  • Hapvida (HAPV3) – 10%
  • Arezzo (ARZZ3)- 10%
  • CCR (CCRO3) – 10%
  • Totvs (TOTS3) – 10%
  • Rumo (RAIL3) – 10%
  • Gerdau (GGBR4) – 10%
  • Iguatemi (IGTA3) – 10%
  • Oi S.A. (OIBR3) – 5%

Em relação à carteira de Abril/2021, houve 6 saídas, de Cosan (CSAN3), B3 (B2SA3), Rede D’Or (RDOR3), PagSeguro (PAGS34), Suzano (SUZB3) e Locaweb (LWSA3).

Desempenho

Segundo os analistas do BTG Pactual, a Carteira Recomendada de Ações 10SIM de Abril apresentou desempenho com alta de +5,6%, enquanto o IBOV teve alta de +1,9%.

No ano de 2021, a rentabilidade acumulada pela carteira é de +1,0%, contra -0,1% do IBOV.

No período desde outubro/2009, a rentabilidade acumulada pela carteira é de +296,1%, contra +93,3% do IBOV.

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carteira 10 sim performance historica

Vale (VALE3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Vale (VALE3) está em uma posição favorável. A oferta e demanda de minério de ferro permanecem fortes, especialmente em razão da demanda chinesa, e os preços estão se mantendo acima de US$ 185/t.

Além disso, a empresa deve permanecer amigável aos acionistas, com uma expectativa de retorno de caixa de aproximadamente 15% para 2021.

O banco também considera que as ações estão baratas. No entanto, a redução do risco deste investimento deve ocorrer de maneira gradual e dependendo de vários pilares.

Entre esses pilares, está a melhoria da percepção de ESG – Governança Ambiental, Social e Corporativa da empresa, que deve progredir em longo prazo. A tragédia de Brumadinho, em especial, tem incentivado a gestão a mudar os rumos da empresa.

Bradesco (BBDC4)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, o Bradesco (BBDC4) entra na carteira após ter apresentado uma receita com melhor dinâmica no 4T20, já levando em consideração o risco.

Os analistas consideram que, em vista do que a empresa entregou no segundo semestre do ano passado, ela será capaz de apresentar um desempenho melhor em custos neste ano do que outras do mesmo setor.

Além disso, a receita deve ser beneficiada pelo aumento da taxa de juros. Por sua vez, uma eventual queda na qualidade da carteira de crédito, em decorrência da segunda onda da pandemia, poderá ser amortecida pelas provisões adicionais registradas em 2020.

Completando a análise favorável do BTG, o Bradesco anunciou recentemente uma recompra de ações que reforça as perspectivas de resultados para este ano.

Hapvida (HAPV3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Hapvida (HAPV3) tornou-se a nova top pick do banco no setor de saúde.

As ações tiveram uma forte alta, ainda que temporária, entre janeiro e fevereiro, graças ao acordo de combinação de negócios com a NotreDame Intermédica, que representa a maior fusão já realizada no país.

A transação foi aprovada pelos acionistas, mas aguarda análise do CADE e da ANS. O fechamento oficial do negócio deve ocorrer no início de 2022.

De acordo com os analistas, a empresa foi duramente afetada pela pandemia e vive um momento fraco em relação a lucros de curto prazo. Mesmo assim, três fontes de valorização ainda não precificadas aumentam o otimismo em relação às suas ações.

Entre essas fontes, está a expectativa de novas fusões e aquisições, que são aguardadas na esteira do recente follow-up de R$ 2 bilhões.

Arezzo (ARZZ3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Arezzo (ARZZ3) é percebida como uma empresa premium no setor de varejo, contando com gestão superior de marca e operação bem-sucedida de franquias em modelo asset-light. Por isso, ela apresenta um valuation mais caro.

Apesar dos efeitos da pandemia, a empresa teve números resilientes no começo deste ano, impulsionados pelo canal online e pela marca Reserva, adquirida no final de 2020.

Os analistas apontam que a tese positiva para as ações da Arezzo é embasada em três fatores. Primeiro, a expansão resiliente do mercado interno, com potencial retomada do consumo pelas classes de maior renda em 2021. Segundo, o desempenho de novas marcas, como a Reserva e a Vans. Terceiro, a recuperação dos resultados nas operações nos EUA.

CCR (CCRO3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a CCR (CCRO3) avançou de maneira importante após conquistar concessões de aeroportos e da CPTM. Esses serão ativos estratégicos para a empresa e contribuirão para sua alavancagem operacional.

Mesmo com essas vitórias, a empresa ainda mantém um forte interesse em outros leilões que podem agregar valor a seu portfólio, como rodovia Nova Dutra e aeroportos de Congonhas e Santos Dumont.

Os analistas destacam que a empresa se beneficia das perspectivas de longo prazo do setor de infraestrutura. Para completar, o potencial anúncio de rebalanceamento de contratos deve remover um obstáculo antigo que segura a alta do preço de suas ações. Com isso, o preço-alvo pode subir em R$ 6,00 por ação.

Totvs (TOTS3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Totvs (TOTS3) apresenta um modelo de negócio principal resiliente, pois tem oportunidades interessantes de venda cruzada e opcionalidade na frente da TechFin.

O banco considera que, como as vendas da empresa estão diretamente relacionadas ao desempenho da economia, a recuperação esperada para este ano deve beneficiar suas receitas recorrentes.

Além disso, também destaca que a empresa é uma boa opção para proteção ativa contra os efeitos do aumento da inflação, pois tem a receita ajustada pela inflação, em um serviço considerado essencial e de difícil substituição.

Rumo (RAIL3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Rumo (RAIL3) apresenta expectativas fortes para o resultados do 1T21 e também uma perspectiva sólida de longo prazo.

Os analistas destacam, no que se refere aos resultados do primeiro trimestre, que a empresa atingiu volumes recordes em março. Além disso, foi beneficiada pela força sazonal das safras e pela alta nos preços de combustíveis.

O time de análise também aponta, em relação ao longo prazo, que a empresa conserva fatores positivos como a assinatura da renovação antecipada da Malha Paulista e o avanço de discussões com autoridades sobre o projeto Lucas do Rio Verde.

Para completar, a equipe do BTG destaca que houve melhorias na dinâmica competitiva do Corredor Sul, com a Rumo anunciando aumento significativo de capacidade. Com isso, ela terá ganhos importantes de competitividade.

Gerdau (GGBR4)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Gerdau (GGBR4) permanece na carteira porque apresenta várias qualidades consideradas importantes. Os destaques são forte crescimento de receita, baixa alavancagem, boa geração de fluxo de caixa livre e participação temática no setor imobiliário.

Os analistas acreditam na força estrutural do setor imobiliário e esperam que a demanda por aços longos apresente aumento ao longo de vários anos no futuro. Além disso, consideram que a empresa está bem posicionada para repassar aumentos de preços e superar expectativas em resultados.

Associando a forte demanda e o aumento da receita por unidade no mercado interno de aço, a empresa deve perceber um impulso em seus lucros ao longo dos próximos dois trimestres, pelo menos.

Além disso, as ações da Gerdau estão entre as poucas do Ibovespa  que devem colher benefícios da aprovação do pacote de infraestrutura nos Estados Unidos. Esse pacote permitirá aumentar a lucratividade das operações desenvolvidas em solo norte-americano.

Iguatemi (IGTA3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, o Iguatemi (IGTA3) enfrentou um primeiro trimestre difícil, assim como o setor de shoppings em geral. O motivo foi a retomada das restrições para contenção do avanço da pandemia.

No entanto, em meados de abril, essas restrições foram retiradas. Agora, as empresas de administração de shoppings listadas na bolsa reabriram 100% de suas unidades. E, com a aceleração da vacinação, é provável que os centros de compras possam ser mantidos abertos.

Os analistas apontam outros fatores que ajudam a manter a tese de investimento. Entre eles, está o fato de que os shoppings brasileiros não têm exposição a lojas de departamentos, que são as mais impactadas pela penetração do e-commerce. Além disso, contam com localizações privilegiadas, centrais, nas cidades, o que apoia as iniciativas omnichannel.

Em relação especificamente ao Iguatemi, os analistas apontam dois fatores principais para a recomendação. O primeiro é o portfólio premium de shoppings, com os melhores ativos. O segundo é o valuation atrativo.

Oi S.A. (OIBR3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Oi S.A. (OIBR3) sofreu forte correção de preço com o detalhamento dos termos da proposta do fundo de infraestrutura do BTG Pactual para a compra da InfraCo.

Os analistas revisaram o valuation da empresa considerando três possíveis cenários e, mesmo com as suposições mais conservadoras, ainda foi encontrado um considerável potencial de valorização.

Para realizar essas revisões foi considerado que a participação remanescente da Oi na InfraCo deve valer R$ 12,1 bilhões. A ClientCo, que corresponde a outra considerável fatia do valor da empresa, deve valer entre R$ 6 bilhões e R$ 9 bilhões. Também foram considerados o passivo da Globenet, a dívida líquida reportada no fim de 2021 e o valor presente líquido da dívida da Anatel.

No cenário otimista, esse potencial de valorização ultrapassa os +100%. No cenário base, chega a +82%. E, no cenário pessimista, fica em +41%.

 

Estes são os ativos da Carteira Recomendada de Ações 10SIM do BTG Pactual para Maio de 2021. Acompanhe os conteúdos da Renova Invest para ter acesso às carteiras recomendadas mensais para ações.

Disclaimer: As informações apresentadas neste artigo são provenientes de relatórios elaborados por terceiros. Esse material tem caráter puramente informativo, e não configura recomendação ou sugestão de investimento.