Subscrição de ações
Subscrição de ações

Subscrição de ações: você sabe como funciona esse direito?

Para se tornar acionista de uma empresa, você pode adquirir Ações no mercado primário ou secundário. Então, terá um nível específico de participação no empreendimento. Mas o que acontece quando a empresa emite mais papéis? A resposta envolve a subscrição de Ações.

O termo se refere a um direito que prevê a preferência para acionistas atuais realizarem a compra dos novos papéis. Isso gera alguns benefícios importantes. Então, conhecer a alternativa é essencial para definir quando vale a pena aproveitá-la.

A seguir, veja como funciona o direito de subscrição de Ações e confira como ele pode ser útil na sua estratégia!

O que é a subscrição de Ações?

A subscrição de Ações é direito concedido aos acionistas quanto à aquisição de papéis referentes à participação na empresa, quando esta decide aumentar seu capital social. Então, ele consiste na preferência de compra das Ações no mercado.

Normalmente, é um evento que acontece quando o negócio decide emitir novos papéis, no que é conhecido como follow-on. Quando isso ocorre, os participantes da sociedade recebem uma oferta antecipada de compra no mercado.

Como funciona o direito de subscrição?

Para que você tenha direito à subscrição em Ações, é necessário que a empresa aumente o capital social, ou seja, emita novas Ações. Caso isso não aconteça, a negociação dos papéis ocorre normalmente no mercado secundário.

Assim, caso um sócio decida vender sua participação na empresa, por exemplo, as Ações podem simplesmente serem lançadas no mercado secundário. Já se a companhia opta por um IPO secundário, emitindo novos papéis, há o direito de subscrição.

Para entender o funcionamento, imagine que uma empresa, em seu IPO, vendeu 10 mil Ações e você adquiriu 500 ativos. Assim, a sua carteira representa uma participação de 5%.

Agora, o negócio decidiu emitir mais 10 mil Ações. A sua participação na empresa, então, passaria a ser de apenas 2,5%, se você não comprasse os novos papéis. A fim de manter a proporcionalidade, cada investidor tem direito a subscrever um percentual das novas Ações emitidas.

Então, caso decidisse realizar a compra das novas cotas, ou seja, subscrever o seu direito, você terminaria com 1000 Ações. Logo, manteria o mesmo nível de participação de 5% no negócio.

Para que a subscrição de Ações ocorra, a companhia deve emitir um comunicado com todas as informações:

  • quantidade de Ações disponíveis;
  • valor cobrado;
  • reserva a que você tem direito;
  • data limite para aquisição.

Quais são as vantagens?

Como o nome indica, o direito de subscrição não é uma obrigação, mas um direito que o investidor tem. Então, cabe a cada um avaliar a situação e decidir se vale a pena exercê-lo. Agora que você já sabe o que é o processo e como ele funciona, é importante entender o que ele tem a oferecer.

A seguir, confira quais são as maiores vantagens!

Prevenção contra a diluição de participação

A principal função do direito de subscrição é garantir que os investidores possam manter o nível de participação na empresa. Desse modo, a emissão de novas Ações não atrapalharia sua proporção. Assim, o incentivo para adquirir os papéis garante a proporcionalidade.

Ofertas potencialmente mais atraentes

Pode acontecer de a subscrição de Ações envolver preços menores do que os praticados no mercado para a aquisição dos papéis. Na prática, você pagará menos para adquirir os ativos no momento de reserva. Assim, pode ser atrativo.

Aumento do potencial de ganhos

Se a empresa emitir mais Ações e você não comprá-las, sua proporção de participação cai. Logo, há o risco de perder potencial de ganhos na distribuição de dividendos ou na valorização dos papéis ao longo do tempo.

Consequentemente, aproveitar o direito permite manter e até aumentar o potencial de ganhos.

Quando não vale a pena exercer o direito?

Apesar de apresentar vantagens relevantes, nem sempre o direito de subscrever Ações é interessante. Dependendo do seu perfil ou da situação do investimento, a possibilidade pode não atender aos seus interesses.

Considere o caso de uma empresa que, apesar de emitir mais Ações, não tem boas perspectivas no mercado. Se o investidor considera o potencial dela ruim, pode não fazer sentido investir mais ainda na companhia.

Além disso, a escolha pode não ser interessante a depender dos seus objetivos. Por exemplo, no caso de alguém que está planejando rebalancear a carteira e diminuir a presença das Ações de determinada empresa.

Outras situações possíveis são quando o direito de subscrição é muito pequeno (como adquirir apenas 5 ou 10 Ações) ou quando os preços não são atraentes. Em resumo, cabe a cada investidor avaliar a situação a partir do seu ponto de vista.

Como exercer o direito?

Agora que você sabe o que é a subscrição de Ações, é hora de entender como exercer o direito. Tudo começa com a comunicação por parte da empresa. Assim que o negócio decide emitir novos papéis os acionistas recebem um informe com todos os dados relevantes.

O aviso também pode ser disponibilizado no home broker. Depois, é o momento de manifestar o interesse — até a data limite estipulada. Você deve informar o seu banco de investimentos sobre o uso do direito de aquisição.

Se não quiser adquirir toda a reserva destinada a você, é possível selecionar apenas o montante desejado, considerando os lotes. Caso deseje obter um total além do que se disponibilizou, é preciso manifestar interesse na distribuição de eventuais sobras.

Então, será necessário depositar o valor referente à quantidade de papéis a adquirir. Após a data-limite, utiliza-se os recursos para a compra e você passa a deter os ativos.

E se o direito não for do seu interesse?

Dependendo do caso, como visto, você pode definir que a subscrição não vale a pena. Sendo assim, basta ignorar o informe sobre a subscrição, pois isso será entendido como falta de interesse em realizar o investimento.

Também há a chance de vender o direito, em alguns casos. A negociação é feita pelo home broker, desde que seja autorizada pela instituição. Ao contrário da aquisição via subscrição, o processo de venda envolve algumas taxas. Então, é preciso ficar atento antes de aproveitar a alternativa.

Neste conteúdo, você viu que o direito de subscrição de Ações permite que você mantenha o seu nível de participação societária na empresa. Para tomar a decisão de exercer ou não o direito, é essencial avaliar seu perfil e seus objetivos!

Ainda tem alguma dúvida sobre o assunto? Entre em contato conosco para que possamos ajudar!

Compartilhe:

Deixe uma resposta


whatsapp icon chatbot Renata

Quer fazer seus investimentos renderem mais?

Clique aqui e fale com os nossos Assessores

Utilizamos cookies que melhoram a sua experiência em nosso site. Todos seguem as regras da nossa Politica de Privacidade. Clicando em "OK" você concorda com a nossa política.