Para os investidores que buscam novas oportunidades para aplicar em ações, é fundamental estar atento à entrada de novas empresas na bolsa. Esta é a análise de IPO da Méliuz(CASH3).

Sobre a Méliuz

A Méliuz é uma empresa fundada em 2011, que atua oferecendo soluções em programas de fidelidade, com foco em cashback e cupons de desconto, beneficiando empresas e consumidores finais. Em 2019, também lançou um cartão de crédito em parceria com o BancoPan.

Atualmente, tem cerca de 800 parceiros, incluindo Lojas Americanas, Via Varejo, Amazon, Aliexpress, Booking.com e Dell. Tem uma base total de 10 milhões de clientes, dos quais 1,7 milhões são ativos.

Sua receita está ligada à ativação de seus serviços financeiros, vendas e volume de pagamentos gerados para os parceiros, além de cessão de espaço publicitário em sua plataforma.

Em 2019, a Méliuz alcançou uma receita líquida de R$ 81,5 milhões, quase o dobro do ano anterior, quando ficou em R$ 44,5 milhões. O lucro líquido da empresa também vem apresentando crescimento progressivo ao longo dos anos.

Análise de IPO Méliuz

 

Características da Empresa

De acordo com análise publicada pela Eleven, a Méliuz é um modelo de negócios singular e apresenta taxas de crescimentos adequadas, compatíveis com empresas do setor de tecnologia.

Ela conta com first mover advantage no mercado de cashback, isto é, está em posição privilegiada por ter sido a primeira empresa a adotar esse conceito no Brasil.

Os pontos destacados pela equipe de analistas da Eleven para justificar uma tese de investimento na Méliuz são:

  • maior programa de recompensas do país, com uma estratégia ganha-ganha-ganha, entre Méliuz, parceiros (empresas) e clientes (consumidores finais)
  • mercado endereçável com enorme potencial de crescimento
  • grande base de clientes que pode ser monetizada de diversas formas
  • inteligência de dados e uso de tecnologias voltadas para aquisição e retenção de usuários
  • alinhamento de interesses entre acionistas e mercado, e forte cultura corporativa

Enquanto, a equipe de análise da Eleven também aponta os seguintes fatores de risco:

  • concentração de receitas em alguns grandes clientes
  • possibilidade de que parceiros tornem-se competidores em algumas frentes de negócio
  • possibilidade de que haja alteração de comportamento dos consumidores

IPO da Méliuz

De acordo com nota emitida pelo BTG Pactual, o processo de bookbuilding do IPO da Méliuz foi realizado em 03 de Novembro. Nessa ocasião, foi fixado do preço de R$ 10,00 por ação, no piso da faixa indicativa, que era de R$ 10,00 a R$ 12,50.

Segundo o relatório da Eleven, a empresa teria o objetivo de usar 50% dos recursos líquidos da oferta primária para a ampliação de sua participação nos mercados em que já atua, e os outros 50% para realizar M&As estratégicos.

As ações foram listadas no segmento Novo Mercado da B3, reservado a papéis de empresas que adotam práticas mais rigorosas de governança corporativa.

Os acionistas fundadores da Méliuz assumiram o compromisso de não vender suas ações na oferta. Para os analistas da Eleven, essa é uma sinalização positiva de compromisso em longo prazo com o negócio.

Estreia da Méliuz na B3

A estreia na B3 ocorreu em 05 de Novembro, com o ticker CASH3. As ações apresentaram desvalorização, sendo negociadas por R$ 9,35, queda de -7,5% sobre o preço do IPO.

Esta é a análise do IPO da Méliuz. Acompanhe os conteúdos da Renova Invest para ficar sempre informado sobre a estreia de empresas na bolsa de valores.

Disclaimer: As informações apresentadas neste artigo são provenientes de relatório preparado pela Eleven e pelo Banco BTG Pactual S.A. Esse material tem caráter puramente informativo, e não configura recomendação ou sugestão de investimento.