Confira a Carteira recomendada da Small Caps do mês de agosto

Confira a Carteira recomendada da Small Caps do mês de agosto

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Se você é um investidor, iniciante ou experiente, as melhores oportunidades do mercado podem ser encontradas na carteira mensal Small Caps do BTG Pactual. Trata-se de um portfólio que apresenta os cinco papéis com maior possibilidade de rentabilidade para o mês vigente.

Os ativos desse tipo de carteira são compostos por títulos que possuem valor de mercado informal de até R$ 15 bilhões. Ademais, tem como benchmark o índice de Small Caps brasileiro (SMLL).

De acordo com o relatório emitido nesta última carteira, conforme era o esperado, a valorização na bolsa continuou em julho. Isto é, terminando com o Ibovespa  62% acima da mínima encontrada em meados de março.

Ainda no mês de julho a carteira BTGD SMLL apresentou uma alta de 18,1%, contra um avanço de 9,5% do índice SMLL e 8,3% do IBOV. Desde julho de 2010, a carteira acumula uma rentabilidade de 1.512,0%, contra 116,5% do SMLL e 69,0% do IBOV.

Sob uma ótica fundamentalista, e com base em nossas premissas para o PIB, o crescimento dos lucros e as taxas de juros reais de longo prazo, a carteira prevê um baixo potencial de valorização para o Ibovespa.

Mas, por outro lado, reforça que em um ambiente político mais estável. Desse modo, é possível retomar os debates sobre as reformas estruturais e os fortes fluxos para ações (impulsionados por taxas de juros de curto prazo extremamente baixas).

O que pode oferecer condições para que o Ibovespa continue subindo, mesmo que isso signifique múltiplos negociados mais caros.

Vale ressaltar que desde julho de 2010, a carteira acumula uma rentabilidade de 1.512,0%, contra 116,5% do SMLL e 69,0% do IBOV.

 

Carteira recomendada de agosto

Para o mês de agosto foi inserida na carteira BTGD SMLL a empresa de energia Omega Geração (OMGE3) e a empresa de educação Ânima (ANIM3). Saindo com isso, a SLC Agrícola (SLCE3) e a incorporadora Direcional (DIRR3).

Por fim, foram mantidas as operadoras de rodovias EcoRodovias (ECOR3), a operadora logística JSL (JSLG3) e a empresa de telecomunicações Oi (OIBR3).

Ânima Educação (ANIM3)

Após a sua recente valorização (a ANIM3 subiu 14% em julho), a Ânima agora se junta ao portfólio de small caps da BTG. Isso porque eles acreditam que os fundamentos por trás de sua recuperação de margem (por exemplo, foco em nicho de alta qualidade, sinergias de aquisições recentes e exposição relevante a cursos de medicina) são menos dependentes do cenário macro adverso atual.

Estima-se que um testemunho dessa tese deve ser o resultado 2T da ANIM (a ser divulgado em 13 de agosto), que deve ser o mais forte no setor de educação, com o EBITDA expandindo mais de 15% a/a.

A BTG lembra ainda que a Ânima tem participado ativamente da frente de M&A, com cinco aquisições realizadas nos últimos doze meses. Negociando a um atraente 12x P/L 2022, quaisquer movimentos adicionais de M&A devem trazer risco positivo para nosso cenário de base.

À luz dessas oportunidades, eles afirmam que a empresa possui um sólido balanço patrimonial, principalmente após o follow-on deste ano (quando captou mais de R$ 1 bilhão, com os recursos utilizados principalmente para aquisições, enquanto menos da metade foi usada até agora).

EcoRodovias (ECOR3)

Já com relação à EcoRodovias, a carteira aponta que é uma oportunidade para se beneficiar de

  • O grande pipeline de investimentos em infraestrutura, a ser usado pelo governo como incentivo à recuperação da atividade macroeconômica no país;
  • Menor ambiente competitivo para novas concessões, devido à pressão financeira enfrentada pela maioria dos pares diretos;
  • Ritmo acelerado das discussões sobre os reequilíbrios do contrato com o Estado de SP, que acreditamos que devem ser assinados no curto prazo, representando um dos principais impulsionadores para as ações.

Além disso, a vem empresa negociando em níveis de valuation atraente com TIR real de 7%. E Por fim, há uma oferta potencial de follow on reforçando a análise, uma vez que a liquidez adicional dará poder de fogo para a empresa participar dos próximos leilões de infraestrutura.

JSL (JSLG3)

Na carteira, eles justificam a visão positiva sobre a JSL com base em:

  • Fortes perspectivas de crescimento (expansão da tendência de terceirização de veículos no Brasil);
  • Desalavancagem, oferecendo uma história de criação de valor aos acionistas;
  • Alto mix de diversificação de receita, segmento e clientes; e
  • Aumento da lucratividade (o ROIC deve responder positivamente ao maior mix de contratos de aluguel de longo prazo).

Foi pontuado ainda que a JSL tornou-se uma grande fornecedora de contratos de gerenciamento de frota de longo prazo, nos quais os volumes devem ser menos voláteis do que em segmentos como logística de ativos pesados (apenas 36% da divisão de logística) e produtos de aluguel de carros de curto prazo (RAC representa 65% da frota total da MOVI).

Por fim, eles afirmaram que o valuation atual de 16x P/L 21 ainda é atraente em comparação com a maioria dos pares de logística e aluguel de carros.

Oi S.A. (OIBR3)

Em junho, a Oi anunciou planos detalhados para levantar caixa e transformar a empresa em uma operadora de fibra B2B e B2C. Ela planeja vender:

  • A unidade móvel por um preço mínimo de R$ 15 bilhões;
  • 25,5% de sua infraestrutura de fibra (backbone, backhaul e last mile FTTH) por um preço mínimo de R$ 6,5 bilhões (R$ 25,5 bilhões por 100%) mais um pagamento extraordinário de dividendos de R$ 2,4 bilhões; e
  • Torres móveis e data centers no total de R$ 1,3 bilhão.

Após a venda dessas unidades, a Oi estaria operando:

  • Um negócio de ponta em FTTH para B2C, que estimam valer pelo menos R$ 4 bilhões.
  • Negócios de legados de cobre / Voz fixa / Banda larga e TV por assinatura DTH.
  • E seria também dona de 74,5% dos direitos econômicos da empresa de infraestrutura da Oi.

Em suma, existem muitos desafios de execução, mas a BTG afirma gostar do que viu no novo plano e acreditam que a empresa está no caminho certo, atingido, com isso, um preço-alvo de R$ 2,0 para as ações da Oi, mesmo com premissas mais conservadoras para a venda de ativos.

Omega Geração (OMGE3)

De acordo com a carteira, a empresa Omega continua entregando crescimento, enquanto desbloqueia valor para os acionistas. E ressalta uma TIR real de 9,7% para a recente aquisição de 5 parques eólicos da Eletrobras.

Juntamente com os resultados, a empresa também anunciou um follow-on de pelo menos R$ 500 milhões. Apesar de não serem necessários para financiar a aquisição, fornecerão liquidez para outras oportunidades de crescimento que a companhia vê no curto prazo.

Considerando o histórico de retornos acumulados da empresa, esperamos que a empresa continue adicionando capacidade com bons retornos. Vemos hoje a Omega negociando a uma TIR real implícita de 6,5%.

Cenário do COVID-19

Com o COVID-19 melhorando, mas ainda longe do controle no Brasil, a maioria dos dados indica que a pandemia permaneceu em um nível muito alto nas últimas semanas. Depois que a média móvel de infecções ficou relativamente estável na primeira quinzena de julho (~ 35 mil novas infecções por dia), houve um aumento no número de novos casos desde a semana passada. Porém, à medida que mais testes estão sendo realizados, isso não significa necessariamente que a pandemia esteja piorando.

De acordo com o relatório, os riscos políticos claramente melhoraram nos últimos meses, o que ajuda a explicar a redução nas taxas de juros reais de longo prazo. Passamos de um cenário em que os investidores estavam preocupados com um possível impeachment do presidente em abril para um em que o governo tem uma base de apoio estável no Congresso e os índices de popularidade estão aumentando.

Reformas estruturais, como a Reforma Tributária, estão sendo debatidas no Congresso novamente. Além disso, agora com o envolvimento direto do governo, embora a previsão de aprovar reformas complexas e/ou relevantes no curto prazo (por exemplo, Reforma Tributária ou Reforma Administrativa) será difícil, especialmente antes das eleições municipais de novembro.

Essa maior estabilidade política e fortes fluxos apoiam o mercado. Isto é, com o quarto mês consecutivo de alta, o Ibovespa subiu 8,3% e agora está 62% acima do mínimo de 23 de março.

Com as taxas de longo prazo continuando em uma tendência de baixa (3,4% no final de julho vs. 4,1% no final de junho), à medida que o balanço de riscos melhora e as projeções de atividade econômica aumentam (para 2020 modelamos uma queda do PIB de -5,5% vs. -6% há um mês e -7% há dois meses), reconhecemos que os fundamentos justificam o valuation atual do Ibovespa.

Aumento de investidores

Outro ponto interessante trazido no relatório é o aumento da participação de investidores pessoa física (166 mil contas abertas em junho; + 59% no acumulado do ano), cuja participação no volume B3 superou os investidores institucionais pela primeira vez em julho (26,9% vs. 23,8%). Os investidores estrangeiros representavam 44,5% do volume de julho, ainda muito à frente.

A previsão final apresentada é, então, a de seguir em frente com a agenda de reformas é crucial para reduzir ainda mais as taxas de juros reais de longo prazo. Acredita-se que a dívida em relação ao PIB encerrará o ano em níveis recordes. Desse modo, reduzi-la (embora gradualmente) o mais rápido possível é a chave para mostrar aos investidores que o processo de consolidação fiscal do Brasil continua sendo um pilar importante desse governo.

Diante dos desafios de aprovar reformas de maior escala, os analistas da BTG veem pouco espaço para que as taxas de juros reais de longo prazo caiam muito no curto prazo. Isto é, deixando um menor espaço de valorização para o Ibovespa.

Considerações Finais

A montagem da carteira recomendada e sua análise foram feitas pela equipe de research do BTG. Ademais, o relatório completo você pode fazer o download clicando aqui Reforçamos que não se trata de uma recomendação da Renova Invest. A Carteira foi montada pela equipe de research do BTG e o relatório completo foi assinado pelos analistas do BTG

Entre em contato para conversarmos a respeito de novas oportunidades de investimento compatíveis com o seu perfil e momento de vida. Periodicamente é saudável rever as posições de sua carteira e analisar se os ativos atuais ainda fazem sentido dentro de sua estratégia.

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