Carteira Top Picks de outubro BTG aumenta exposição ao setor de infraestrutura

Analistas acreditam que obras e construção civil terão recuperação rápida

 

Você está interessado em um portfólio que visa apontar as dez melhores oportunidades do mercado financeiro, a partir de uma análise que vai além dos índices de liquidez e de referência? Pois essa é a proposta da carteira mensal elaborada por estrategistas do Research do Banco BTG Pactual.

Sugerindo cerca de 10 ações a cada mês, o processo de seleção dos ativos é realizado pelo time de estrategistas do Research do Banco BTG Pactual. Isso com base em uma análise conjunta ao time de analistas.

Neste mês de outubro, com a inclusão da Gerdau, no lugar da JBS, o portfólio ganha mais um ativo ligado a área de infraestrutura e construção. Isto é, juntando-se a Cyrela, Duratex e CCR, que permaneceram na carteira.

As dez melhores oportunidades em ações de outubro, indicadas pelo BTG Pactual, possui ainda a Vale, a Petrobras, a B3, a Tim, a Oi e a Magazine Luiza, que entrou no lugar das Lojas Americanas.

Nesse último caso, a troca de uma varejista por outra se deu pela aposta dos analistas no e-commerce que, com a Magazine Luiza não só apresenta um forte crescimento no ambiente eletrônico, como também já apresenta resultados importantes, de olho na mudança de comportamento do consumidor.

As apostas na telecomunicação continuam com a TIM e a Oi sendo mantidas como ações baratas, se considerarmos o nível atual, mas antes de tudo indica uma perspectiva de curto e médio prazo promissora.

Assim, a expectativa é que a Oi se fortaleça com a criação da Oi Infra e a TIM também, uma vez que possivelmente vai formar o consórcio com a Vivo e Claro para comprar a divisão da Oi. Sendo assim, essa é uma exposição calculada e deve permanecer por mais algum tempo.

Cyrela, Duratex, CCR e Gerdau

A carteira do BTG de outubro traz um perfil mais ousado, uma vez que substitui uma vez que substitui uma empresa do ramo alimentício por mais uma do setor de obra, elevando sua exposição a área de infraestrutura e construção civil.

Essa decisão tem como premissa o aquecimento do setor e a alta de preços impulsionada por empresas menores. Nesse sentido, a Gerdau traz seus pontos fortes para somar a esse trio (Duratex,CCR e Cyrela).

Segundo analistas, ela traz um forte crescimento da receita, uma baixa exposição cambial e alavancagem, geração de FCF e uma recomendação direcionada ao ramo imobiliário, onde deve obter seu maior crescimento com a venda de aços longos para atender a demanda prevista.

CCR a principal empresa de transporte do BTG

A CCR, por sua vez, se mostra coloca como a principal empresa de transporte do BTG, uma vez que possui um valuation atraente, negociando a um TIR real de 7,0% da atualidade no Brasil. Além disso, a aproximação do anúncio do reequilíbrio do contrato com o Estado de São Paulo que avança para os estágios finais, retirando, assim, ameaças sobre suas ações.

Ainda de acordo os analistas da BTG, a Cyrela está bem posicionada para uma nova onda de recuperação do mercado habitacional. Assim como a Duratex, que deve se beneficiar da movimentação positiva do mercado de construção civil.

Afinal, ela está operando perto da capacidade total na maioria de suas linhas de produção, à medida que aumenta a exposição a negócios de maior exposição de capital.

A carteira continua exposta ao dólar por meio da produtora de minério de ferro, Vale, a bolsa de valores B3, que possui fortes entradas de ações e uma grande atividade no mercado de capitais, e a Petrobras.

A gigante do petróleo, junto com as demais se mantém no portfólio há meses. A petroleira se mostra resiliente, sustentado por ativos de exploração e produção de primeira linha, mas apresenta um foco claro e definido para projetos de alto retorno do pré-sal, o que pode ser o ponto de equilíbrio do petróleo abaixo de $30/bbl

O cenário político brasileiro

A movimentação do governo em direção ao aumento dos gastos públicos, por meio de um programa de transferência de renda, assustou o mercado que viu nessa iniciativa a prorrogação das discussões em torno das reformas fiscais.

O descompasso entre o índice de inflação reajustado pelo IPCA e o reajuste de diversas despesas obrigatórias, entre benefícios previdenciários e de assistência, resultaram em um déficit de cerca de 18 bilhões em 2021.

O aumento das incertezas sobre as reformas fiscais que, pelo visto, estão ficando para depois das eleições municipais já geram impacto nas taxas de juros a longo prazo, em julho ficou em 3,4%, já em setembro chegou a 4,1%.

Apesar disso, o mercado financeiro pressiona o governo para não deixar de lado as reformas, tão necessárias para o equilíbrio das taxas de juros. Segundo analistas, sem elas os investidores terão dificuldade em apostar fichas no Brasil.

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