Todos os meses, o BTG Pactual elabora uma série de Carteiras Recomendadas, reunindo sugestões de ativos para o período, a partir das análises financeiras e econômicas de sua equipe especializada. Esta é a Carteira Recomendada de Fundos Imobiliários do BTG Pactual para Dezembro de 2021.

Visão Geral

A equipe de análise do BTG Pactual apresenta uma visão otimista com o mercado imobiliário, apesar dos desafios. As quedas que ocorreram ao longo de 2021 permitem encontrar oportunidades para quem busca ganho de capital e geração de renda. Existem vários ativos que apresentam fundamentos sólidos e boa relação risco-retorno.

Em relação ao ciclo de alta da taxa de juros, a perspectiva é de que ele não acabou com a atratividade do investimento em fundos imobiliários.

Os FIIs apresentam menos volatilidade, em comparação com as ações, e maior liquidez, em comparação com o investimento direto em imóveis. Eles ainda possibilitam alcançar ganho de capital em longo prazo e gerar renda passiva livre de impostos para pessoas físicas.

No relatório, os analistas ainda defendem a construção de uma carteira diversificada, com ativos de várias gestoras e segmentos, contendo ativos de tijolo de alta qualidade e boa localização. Essa é a melhor forma de manter uma exposição resiliente ao mercado imobiliário durante períodos de maior volatilidade e aumentar os retornos obtidos no momento da recuperação.

Para o mês de Dezembro/2021, a equipe de análise destaca que os investidores estão apresentando um comportamento marcado pela aversão ao risco. Por isso, o mercado de FIIs teve queda em Novembro, pelo 4° mês seguido. O Ifix apresentou retração de -3,64%, a maior desde Março de 2020.

Ainda assim, os analistas consideram que os fundos de tijolos vêm apresentando melhora operacional gradual. Isso deve levar a maior distribuição de rendimentos. Por isso, o momento de queda representa uma oportunidade para alocar capital em fundos que oferecem boas perspectivas de renda e de ganho de capital.

Neste mês, o BTG Pactual recomenda uma carteira com 13 FIIs, distribuída da seguinte maneira:

  • FEXC11 – 2,5%
  • BRCR11 – 5,0%
  • HGRE11 – 5,0%
  • VISC11 – 5,0%
  • BRCO11 – 5,0%
  • XPLG11 – 5,0%
  • RBRP11 – 6,0%
  • VILG11 – 7,5%
  • HSLG11 – 7,5%
  • RCRB11 – 9,0%
  • RBRR11 – 12,5%
  • BTCR11 – 12,5%
  • KNCR11 – 17,5%

Em relação à carteira de Novembro/2021, não houve saídas.

Desempenho

Segundo os analistas do BTG Pactual, a Carteira Recomendada de FIIs para Dezembro de 2021 deve apresentar dividend yield anualizado de 9,0% e dividend yield de 9,2% nos próximos 12 meses.

As cotas dos FIIs sugeridos pelos analistas estão sendo negociadas na média com desconto de 18% em relação ao seu valor patrimonial.

A carteira possui volume médio diário de negociação de R$ 3,9 milhões, fator que deve ser considerado para avaliar seu nível de liquidez.

INVISTA EM AÇÕES COM A PLANILHA DE ANÁLISE FUNDAMENTALISTA

FII RBR Rendimento High Grade (RBRR11)

De acordo com a equipe do BTG Pactual, o RBRR11 é um fundo de recebíveis imobiliários (fundo de papel) com carteira de crédito pulverizada. A gestora é a RBR Asset e a administradora é o BTG Pactual.

Atualmente, ela tem 41 papéis em carteira. Em termos de distribuição do patrimônio líquido, 87% está aplicado nos ativos core, papéis exclusivos estruturados pela própria gestora. Enquanto isso, 8% está aplicado em ativos táticos, com potencial de ganho de capital em curto prazo, e mais 5% está em caixa.

O relatório do banco destaca os seguintes pontos fortes:

carteira recomendada de fundos imobiliários

FII BTG Pactual Crédito Imobiliário (BTCR11)

De acordo com a equipe do BTG Pactual, o BTCR11 é um fundo de papel que investe em ativos do mercado imobiliário de renda fixa, preferencialmente CRIs. A gestora é o BTG Pactual, assim como a administradora.

Ele tem foco no longo prazo e prioriza a preservação do capital investido, adquirindo papéis de empresas consolidadas. Dos 23 CRIs que compõem sua carteira, 48% têm prazo de vencimento acima de 4 anos e apenas 3% abaixo de 2 anos.

A maior parte dos papéis, 63%, estão indexados à inflação. Enquanto isso, os 37% restantes estão indexados ao CDI.

O relatório do banco destaca os seguintes pontos fortes:

carteira recomendada de fundos imobiliários

FII Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11)

De acordo com a equipe do BTG Pactual, o KNCR11 é um dos maiores FIIs de recebíveis e sua estratégia consiste em adquirir papéis de empresas consolidadas. Investe primariamente em CRIs e, secundariamente, em LCIs. A gestora é a Kinea e a administradora é a Intrag DTVM.

Sua maior posição está atrelada ao segmento de escritórios corporativos. Tem uma carteira com 55 papéis, com prazo médio de vencimento de 5,6 anos e indexados principalmente ao CDI. A taxa média de remuneração dos CRIs é de CDI +2,50% a.a. ou inflação +6,86% a.a., conforme o indicador ao qual o papel está atrelado.

O relatório do banco destaca os seguintes pontos fortes:

carteira recomendada de fundos imobiliários

BTG Pactual Fundo de CRI FII (FEXC11)

De acordo com a equipe do BTG Pactual, o FEXC11 foi o primeiro FII de CRIs do mercado brasileiro. A gestoria é o BTG Pactual, assim como a administradora.

Seu objetivo é investir tanto em CRIs high grade quanto em CRIs high yield. Assim, busca obter retornos acima da média do mercado, sem aumentar significativamente seu nível de risco.

Sua carteira é pulverizada, com 56 papéis associados a devedores que apresentam papel relevante em diversos segmentos, incluindo residencial, logística e varejo. Do total de papeis, 26% são atrelados ao CDI e os demais, à inflação. A duration média é de 3,7 anos.

O relatório do banco destaca os seguintes pontos fortes:

carteira recomendada de fundos imobiliários

XP Log FII (XPLG11)

De acordo com a equipe do BTG Pactual, o XPLG11 é um fundo do setor de galpões logísticos. A gestora é a XP Asset e a administradora é a Vórtx.

O setor ao qual esse fundo está vinculado não sofreu um impacto tão forte com a pandemia de Covid-19. Isso se deve a dois fatores: a necessidade de promover a distribuição de produtos e as cláusulas rígidas dos contratos de locação.

Ele tem 15 ativos em vários estados do nordeste, sudeste e sul do país. Dos seus contratos, 57% são típicos. Os locatários atuam em diversos setores e apresentam, em sua maioria, situação de crédito confortável.

O relatório do banco destaca os seguintes pontos fortes:

carteira recomendada de fundos imobiliários

HSI Logística FII (HSLG11)

Assim como os anteriores, o HSLG11 também é um fundo de galpões logísticos. Ele atua com operações típicas de compra e venda, mas também com operações built-to-suit e sale-leaseback. A gestora é a HSI e a administradora é a BRL Trust.

Sua carteira é composta por 5 ativos, em sua maioria de alto padrão, nas regiões sul e sudeste. Entre seus locatários, estão empresas de primeira linha. Em relação aos contratos, cerca de 90% são típicos e 73,6% deles têm vencimento previsto para depois de 2025. Mais de 80% estão indexados ao IPCA e o restante, ao IGP-M.

O relatório do banco destaca os seguintes pontos fortes:

carteira recomendada de fundos imobiliários

Vinci Logística FII (VILG11)

Conforme explicam os analistas do BTG Pactual, o VILG11 é um fundo de logística focado em ativos de alto padrão. A gestora é a Vinci Partners e a administradora é a BRL Trust.

Ele tem 15 ativos com exposição nas regiões sul e sudeste, principalmente em Minas Gerais, na região de Extrema, que apresenta baixa vacância e oferece incentivos fiscais.

Dentre seus inquilinos, 38% são do setor de varejo, com exposição direta ou indireta ao segmento de e-commerce. Em relação aos contratos, cerca de 22% são atípicos, e o prazo médio de duração é de 3,9 anos.

O relatório do banco destaca os seguintes pontos fortes:

carteira recomendada de fundos imobiliários

Bresco Logística FII (BRCO11)

Os analistas do BTG Pactual apontam que o BRCO11 é um fundo de galpões logísticos com foco em geração de renda para os cotistas por meio de uma gestão ativa. A gestora é a Bresco e a administradora é a Oliveira Trust.

O fundo investe em galpões de alto padrão com localização próxima às principais regiões de consumo, em vários estados do nordeste, sudeste e sul.

Sua carteira é atualmente composta por 11 ativos, e 57% deles estão em São Paulo. Dos seus contratos, 47% são atípicos e 90% são indexados ao IPCA, com prazo médio de 4,1 anos.

O relatório do banco destaca os seguintes pontos fortes:

FII RBR Properties (RBRP11)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, o RBRP11 é um fundo híbrido, com política de alocação bastante flexível. A gestora é a RBR Asset e a administradora é a BRL Trust.

Seu portfólio é pulverizado e dividido entre quatro nichos principais: ativo de tijolo, cotas de outros fundos imobiliários, ativos em desenvolvimento e caixa. Graças a essa estratégia, consegue se adaptar às diferentes fases do ciclo do mercado imobiliário e aproveitar oportunidades de curto prazo.

A maior parte dos ativos de tijolo estão localizados em SP e vinculado a contratos típicos. Por isso, o fundo deve ser beneficiado em longo prazo pelo reajuste dos valores de aluguel, conforme são realizadas renovações nos contratos.

O relatório do banco destaca os seguintes pontos fortes:

FII BTG Pactual Corporate Office Fund (BRCR11)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual,  o BRCR11 é um fundo do setor de lajes corporativas com ativos premium. A gestora é o BTG Pactual, assim como a administradora.

O setor ao qual este fundo está vinculado deve ter bom desempenho nos próximos anos, em razão dos baixos níveis tanto de vacância, quanto de lançamentos previstos.

O fundo investe em edifícios de alto padrão nas principais regiões de negócios e conta com carteira pulverizada, com 14 empreendimentos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Seus contratos de locação estão, em boa parte, fechados com empresas de grande porte.

O relatório do banco destaca os seguintes pontos fortes:

FII Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11)

Da mesma forma que o BRCR11, o RCRB11 é um fundo vinculado ao setor de lajes corporativas com ativos nas principais regiões de negócios de SP e RJ. A gestora é a Rio Bravo, assim como a administradora.

O seu portfólio conta com 9 empreendimentos e tem grandes empresas, de baixo risco de crédito, como locatários. Entre seus contratos ativos, 52% têm previsão de vencimento para depois de 2025.

Seu imóvel mais relevante está localizado em SP e corresponde a 19% da área bruta locável total do fundo. Além disso, 97% de sua receita imobiliária vem dos ativos de SP.

O relatório do banco destaca os seguintes pontos fortes:

CSHG Real Estate FII (HGRE11)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, o BCFF11 é um fundo que investe em ativos imobiliários de perfil corporativo nas principais regiões do Brasil. A gestora é a CSHG, assim como a administradora.

Ao longo dos últimos meses, ele passou por mudanças, como a venda de ativos que não apresentavam performance alinhada com as expectativas. Essas mudanças devem permitir que o fundo absorva melhor a retomada econômica dos próximos anos.

Ele conta com uma carteira de 19 ativos, a maioria deles localizados no estado de São Paulo, mas também conta com exposição a outros estados do Sul e Sudeste. Cerca de 68% dos contratos têm vencimento para depois de 2025, sendo que 80% deles estão atrelados ao IGP-M e outros 20% ao IPCA.

O relatório do banco destaca os seguintes pontos fortes:

Vinci Shopping Centers (VISC11)

Segundo os analistas do BTG Pactual, o VISC11 é um fundo do segmento de shoppings. A gestora é a Vinci Partners e a administradora é a BRL Trust.

Esse segmento de fundo imobiliário é considerado resiliente e com potencial para performar positivamente nos próximos anos, apesar do teste de curto prazo.

Ele conta com 19 ativos em 12 estados, inclusive na região norte. Os três ativos mais relevantes da carteira estão em São Paulo, Espírito Santo e Ceará. Sozinhos, eles correspondem a 33% da Receita Operacional Líquida do fundo.

 

Estes são os ativos da Carteira Recomendada de Fundos Imobiliários do BTG Pactual para Dezembro de 2021. Acompanhe os conteúdos da Renova Invest para ter acesso às carteiras recomendadas mensais para FIIs.

 

Disclaimer: As informações apresentadas neste artigo são provenientes de relatórios elaborados por terceiros. Esse material tem caráter puramente informativo, e não configura recomendação ou sugestão de investimento.