Todos os meses, o BTG Pactual elabora uma série de Carteiras Recomendadas, reunindo sugestões de ativos para o período, a partir das análises financeiras e econômicas de sua equipe especializada. Esta é a Carteira Recomendada de Ações 10SIM do BTG Pactual para Setembro de 2021.

Visão Geral

A equipe de análise do BTG Pactual observa que, no mercado financeiro, a performance do Ibovespa em Agosto apresentou queda de -2,5% em reais. É o segundo mês consecutivo de desvalorização, acumulando queda de -6,3% em reais.

Na economia, a retomada da atividade está sendo mais rápida do que o esperado, conforme mostram as projeções do PIB, da relação dívida/PIB e também os dados sobre o mercado de trabalho. Porém, ainda há uma percepção de risco quanto à situação fiscal.

No cenário da pandemia, a campanha de vacinação se acelera e, até o momento, cerca de 63% da população já recebeu ao menos uma dose de imunizante. Como resultado, números de novos casos e de mortes apresentaram redução constante nas últimas semanas.

Para o mês de Setembro/2021, o BTG Pactual apresenta uma carteira recomendada de ações 10SIM distribuída da seguinte maneira:

  • Vale (VALE3) – 15%
  • PagSeguro (PAGS34) – 10%
  • Rede D’Or (RDOR3) – 10%
  • Magazine Luiza (MGLU3)- 10%
  • B3 (B3SA3) – 10%
  • WEG (WEGE3) – 10%
  • Gerdau (GGBR4) – 10%
  • Porto Seguro (PSSA3) – 10%
  • Cyrela (CYRE3) – 10%
  • Vamos (VAMO3) – 5%

Em relação à carteira de Agosto/2021, houve 4 saídas: Equatorial (EQTL3), Lojas Renner (LREN3), BR Distribuidora (BRDT3) e Oi S.A. (OIBR3).

Desempenho

Segundo os analistas do BTG Pactual, a Carteira Recomendada de Ações 10SIM de Agosto apresentou desempenho com queda de -0,9%, enquanto o IBOV teve queda de -2,5%.

No ano de 2021, a rentabilidade acumulada pela carteira é de +4,3%, contra -0,2% do IBOV.

No período desde outubro/2009, a rentabilidade acumulada pela carteira é de +319,5%, contra +93,1% do IBOV.

carteira recomendada de ações 10 sim setembro

Vale (VALE3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Vale (VALE3) continua sendo uma das melhores empresas, apesar da volatilidade nos mercados de minério de ferro.

A gestão vem promovendo estabilidade operacional e crescimento para a empresa, enquanto se encaminha para o cumprimento do guidance de produção anual, que é de 315 milhões de toneladas de minério.


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No campo financeiro, o rendimento de fluxo de caixa está próximo a 20% e a alavancagem está fortemente contida. Assim, existe uma expectativa de retornos de caixa robustos nos próximos períodos. Um programa de recompra de ações está sendo executado e o dividend yield deve ser de 8% em setembro.

Para completar, em termos de Governança Corporativa, Social e Ambiental, a lacuna está sendo preenchida, embora a redução da percepção de risco seja um processo que ainda pode demorar um pouco.

Os preços do minério de ferro foram corrigidos nas últimas semanas, mas a análise já havia sido modelada para essa correção. Portanto, os analistas ainda não consideram ser necessário rebaixar as estimativas para 2021.



PagSeguro (PAGS34)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, o PagSeguro (PAGS34) apresentou o resultado do 2T21 com números melhores do que o esperado.

O PagBank acelerou, com 11 milhões de clientes, apesar de ainda gerar prejuízo líquido. Existem tendências de melhora em relação ao Volume Total de Pagamentos transacionais e às receitas.

A unidade adquirente teve um desempenho muito bom. No segmento de cauda longa, ainda existe um oceano azul para a empresa. Os hubs também estão provando ser um bom investimento.

De maneira geral, o PagSeguro teve um crescimento muito forte de receita líquida, superando as expectativas. Além disso, com uma visão mais positiva para 2022, as estimativas foram revisadas.

Para os analistas, as ações ainda apresentam valuation atrativo e o mercado poderá precificá-las melhor a partir de agora, especialmente com a Stone atuando em sua frente de crédito.

Rede D’Or (RDOR3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Rede D’Or (RDOR3) permanece no portfólio graças ao bom momentum.

Os resultados do 2T21 foram fortes e trouxeram novos recordes. As atividades de fusões e aquisições também devem prosseguir. Desde seu IPO, a empresa já assinou 11 aquisições, aumentando sua capacidade em 1,6 mil leitos.

Na perspectiva dos analistas, as ações da empresa devem se beneficiar, nos próximos meses, da fuga dos investidores para ativos de maior qualidade. Os múltiplos são merecidos e, por isso, apesar de um valuation elevado, o papel não está sendo negociado tão caro quanto parece.

Magazine Luiza (MGLU3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Magazine Luiza (MGLU3) evoluiu de varejista offline para um varejista multicanal e, então, para marketplace multicanal. Agora, ela está construindo um ecossistema completo, “all commerce”.

Com o desenvolvimento da plataforma de pagamentos, a empresa consolidou um caminho para se manter negociando em níveis muito mais elevados do que outras empresas do setor de varejo.

A tese de investimento para a Magazine Luiza apoia-se em dois pilares. O primeiro é o crescimento do e-commerce, que deve atingir R$ 430 bilhões em negócios em 2025. O segundo é a tendência de consolidação do segmento com poucos vencedores, sendo que a Magalu é um desses vencedores.

O curto prazo parece menos brilhante para a empresa, com uma desaceleração do canal online. No entanto, a proposta multicanal e os investimentos para impulsionar o engajamento devem trazer bons resultados em Volume Bruto de Mercadorias – GMV e lucratividade nos próximos anos.

B3 (B3SA3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a B3 (B3SA3) vem apresentando um desempenho mais fraco. Esse desempenho pode ser justificado pela perspectiva de concorrência com outras bolsas no Brasil, a alta da taxa de juros e a última revisão na classificação de risco de certas contingências legais.

Por outro lado, a B3 divulgou resultados decentes no 2T21. O segundo trimestre foi um período de intensa atividade de Equity Capital Markets – ECM. Os volumes desaceleraram no início do terceiro trimestre, mas isso já é esperado nesta época do ano.

Embora o ambiente econômico e as recentes notícias não colaborem para a tese de investimento, a recomendação de compra é reiterada em vista do fato de que a ação acumulou queda de -30% no ano. Assim, ela está sendo negociada a níveis atrativos.

WEG (WEGE3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a WEG (WEGE3) apresentou queda no preço das ações. Desde janeiro, houve uma desvalorização de -22%. No entanto, a correção colabora para que o papel retorne a um valuation mais razoável.

A empresa divulgou resultados impressionantes no 2T21 e superou estimativas.

Com a retomada gradual da atividade econômica, a empresa deve aproveitar a recuperação do desempenho em equipamentos de ciclo curto, enquanto o ciclo longo permanece resiliente.

Os analistas também apontam que o investimento na empresa ajuda a defender a carteira diante de um cenário de agravamento da crise hídrica, diversificando a matriz energética para outras fontes, como eólica e solar.

Em longo prazo, a empresa também está exposta de maneira significativa à tendência da indústria automobilística para a produção de carros elétricos, que acelerou em função da pandemia.

Gerdau (GGBR4)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Gerdau (GGBR4) retorna para a carteira porque apresenta várias qualidades consideradas importantes. Os destaques são forte crescimento de receita, baixa alavancagem, boa geração de fluxo de caixa livre e participação no setor imobiliário.

Os analistas acreditam na força estrutural do setor imobiliário e esperam que a demanda por aços longos apresente aumento ao longo de vários anos no futuro.

Além disso, as ações da Gerdau estão entre as poucas do Ibovespa  que devem colher benefícios da aprovação do pacote de infraestrutura nos Estados Unidos. Esse pacote permitirá aumentar a lucratividade das operações desenvolvidas em solo norte-americano.

Os analistas consideram que é agressivo o reflexo da expectativa por queda nos preços do aço sobre o preço das ações da empresa. De fato, destacam que os preços internacionais do aço devem ser sustentados pelas restrições que o governo chinês está implementando à produção.

Por fim, consideram que os lucros da empresa devem continuar melhorando e que suas ações estão sendo negociadas a um preço barato em vista dos múltiplos.

Cyrela (CYRE3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Cyrela (CYRE3) garante um espaç na carteira combinando forte crescimento e elevada distribuição de dividendos.

Em 2020, a empresa apresentou crescimento de +35% em relação ao ano anterior, e a perspectiva é de continuidade dessa tendência em 2021. Além disso, suas joint ventures – Lavvi, Cury e Plano & Plano – também devem crescer significativamente.

A Cyrela vem apresentando fortes vendas de imóveis, com as baixas taxas de financiamento imobiliário agindo como fator de impulsão.

Além disso, a empresa está muito bem posicionada para aproveitar o momento favorável no mercado imobiliário. Os fatores para isso são sua diversidade de marcas que atendem a todos os segmentos de renda, o planejamento para lançamentos de baixo preço, a solidez no pagamento de proventos e o valuation atraente.

Porto Seguro (PSSA3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Porto Seguro (PSSA3) está mudando sua narrativa, de uma história de valor para uma história de oportunidades de crescimento mais fortes.

No 2T21, a empresa reportou resultados decentes, especialmente em comparação com outras seguradoras. A expectativa é de que o segmento de seguros automotivos continue sendo sua vaca leiteira.

A empresa também está descobrindo novas formas de desbloquear valor. É o caso dos acordos recentes com PetLove e ConectCar.

As ações da Porto Seguro também são consideradas uma forma de proteger a carteira, diante da volatilidade macroeconômica e política e da alta dos juros.

Os analistas demonstram uma visão positiva da assimetria nos preços atuais das ações e consideram que há espaço para a multiplicação dos múltiplos no futuro.

Vamos (VAMO3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Vamos (VAMO3) permanece na carteira com uma expectativa positiva de crescimento da empresa, associada à baixa penetração da atividade de aluguel de caminhões atualmente e ao potencial de expansão do segmento.

A Vamos recentemente anunciou que pretende aumentar sua frota em 6x até 2025, chegando a cerca de 100 mil caminhões.

Além disso, o crescimento orgânico e inorgânico da empresa neste ano vem superando expectativas. Em relação ao crescimento inorgânico, foram realizadas 4 operações de fusão e aquisição desde o IPO.

Outro fator importante que beneficia a empresa é a queda na oferta de veículos novos, devido à falta de autopeças. Assim, a tendência de terceirização de frotas no Brasil é acelerada.

Para resumir sua tese, o BTG destaca três principais vantagens econômicas da empresa. A primeira são as condições mais favoráveis para compra de veículos, devido ao seu poder de barganha. A segunda é a capacidade comercial, alavancada pelo controlador Simpar. A terceira é sua rede de vendas de ativos usados.

 

Estes são os ativos da Carteira Recomendada de Ações 10SIM do BTG Pactual para Setembro de 2021. Acompanhe os conteúdos da Renova Invest para ter acesso às carteiras recomendadas mensais para ações.

Disclaimer: As informações apresentadas neste artigo são provenientes de relatórios elaborados por terceiros. Esse material tem caráter puramente informativo, e não configura recomendação ou sugestão de investimento.