Carteira Recomendada de Ações
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Carteira Recomendada de Ações 10SIM do BTG Pactual – Junho/2021

Todos os meses, o BTG Pactual elabora uma série de Carteiras Recomendadas, reunindo sugestões de ativos para o período, a partir das análises financeiras e econômicas de sua equipe especializada. Esta é a Carteira Recomendada de Ações 10SIM do BTG Pactual para Junho de 2021.

Visão Geral

A equipe de análise do BTG Pactual observa que, no mercado financeiro, a performance do Ibovespa foi novamente positiva em maio. Agora, o índice acumula alta de +14,7% em reais e +22,1% em dólares no período dos últimos três meses.

Na economia, houve uma melhora significativa das perspectivas gerais nos últimos meses. Isso é resultado da combinação entre uma recuperação econômica mais rápida do que o projetado e uma situação fiscal melhor do que a esperada. Para completar, o real está dando sinais de uma estabilização, beneficiado pela alta da Selic e pelo ambiente político com menos ruídos.

Na política, o destaque de maio foi a realização com sucesso, pelos governos estaduais e federal, de leilões de projetos de infraestrutura. A privatização do CEDAE, empresa de água e esgoto do Rio de Janeiro, e o avanço da legislação para privatização da Eletrobras foram mais um ponto alto do período.

Para o mês de Junho/2021, o BTG Pactual apresenta uma carteira recomendada de ações 10SIM distribuída da seguinte maneira:

  • Vale (VALE3) – 15%
  • Bradesco (BBDC4) – 10%
  • Hapvida (HAPV3) – 10%
  • Lojas Renner (LREN3)- 10%
  • CCR (CCRO3) – 10%
  • Totvs (TOTS3) – 10%
  • BR Distribuidora (BRDT3) – 10%
  • Gerdau (GGBR4) – 10%
  • Eletrobras (ELET6) – 10%
  • Oi S.A. (OIBR3) – 5%

Em relação à carteira de Maio/2021, houve 3 saídas, de Arezzo (ARZZ3), Rumo (RAIL3) e Iguatemi (IGTA3).

Desempenho

Segundo os analistas do BTG Pactual, a Carteira Recomendada de Ações 10SIM de Maio apresentou desempenho com alta de +8,8%, enquanto o IBOV teve alta de +6,2%.

No ano de 2021, a rentabilidade acumulada pela carteira é de +9,8%, contra +6,0% do IBOV.

No período desde outubro/2009, a rentabilidade acumulada pela carteira é de +330,9%, contra +105,2% do IBOV.

Carteira Recomendada de Ações 10SIM do BTG Pactual - Junho 2021

Vale (VALE3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Vale (VALE3) tem tratado com sucesso as preocupações dos acionistas.

A gestão vem promovendo estabilidade operacional e crescimento para a empresa, enquanto se encaminha para o cumprimento do guidance de 2021, que prevê entre 315 e 335 milhões de toneladas de minério.

No campo financeiro, os dividendos também progridem satisfatoriamente, com yield de aproximadamente 15%.

Para completar, em termos de Governança Corporativa, Social e Ambiental, a lacuna está sendo preenchida e a empresa atravessa um processo gradual para se tornar referência na indústria nos próximos anos.

Os preços do minério de ferro, que chegaram a cerca de US$ 200/ton, parecem estar próximos ao pico. Mesmo assim, os analistas consideram que ainda existe uma margem de segurança na ação.

Com isso, ainda que os preços do minério tenham uma correção de -40% no próximo ano, as ações da Vale estariam sendo negociadas a um preço bastante descontado.

Bradesco (BBDC4)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, o Bradesco (BBDC4) continua na carteira, enquanto atravessa um grande programa de eficiência que lhe permite ter mais controle sobre os resultados do que outros bancos.

Além disso, com a escalada da taxa de juros e da inflação, bem como crescimento da carteira e aumento da representatividade das linhas rotativas no mix de crédito, o banco deve experimentar uma melhoria na margem financeira durante o segundo semestre.

Completando a análise favorável do BTG, o fortalecimento da economia e o avanço da vacinação devem possibilitar que inadimplências sejam controladas.

Hapvida (HAPV3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Hapvida (HAPV3) tornou-se a nova top pick do banco no setor de saúde.

As ações tiveram uma forte alta, ainda que temporária, entre janeiro e fevereiro, graças ao acordo de combinação de negócios com a NotreDame Intermédica, que representa a maior fusão já realizada no país.

A transação foi aprovada pelos acionistas, mas aguarda análise do CADE e da ANS. O fechamento oficial do negócio deve ocorrer no início de 2022.

De acordo com os analistas, a empresa foi duramente afetada pela pandemia e vive um momento fraco em relação a lucros de curto prazo. Mesmo assim, três fontes de valorização ainda não precificadas aumentam o otimismo em relação às suas ações.

Entre essas fontes, está a expectativa de novas fusões e aquisições, que são aguardadas na esteira do recente follow-up de R$ 2 bilhões.

Lojas Renner (LREN3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Lojas Renner (LREN3) sofreu um significativo impacto da crise do Covid-19 em seus resultados. Porém, existe expectativa de momentos melhores nos próximos períodos.

No 2T21, a previsão é de crescimento dos canais online e offline, em comparação com o mesmo período de 2019. A empresa apresentou evolução em sua proposta multicanal recentemente, com mais investimentos na plataforma digital e expansão do click-and-collect e ship-from-store.

Além disso, também houve um aprofundamento da abordagem baseada em dados, o que possibilita entender melhor os clientes e realizar campanhas de marketing mais eficientes. Como resultado, o CAC e os descontos em lojas devem ser reduzidos e as margens devem se recuperar.

Para completar, os analistas consideram que a Lojas Renner está bem posicionada para aumentar sua participação no mercado, graças a vantagens competitivas envolvendo a cadeia de suprimentos, a execução da gestão e as iniciativas omnichannel.

CCR (CCRO3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a CCR (CCRO3) avançou de maneira importante após conquistar concessões de aeroportos e da CPTM. Esses serão ativos estratégicos para a empresa e contribuirão para sua alavancagem operacional.

Mesmo com essas vitórias, a empresa ainda mantém um forte interesse em outros leilões que podem agregar valor a seu portfólio, como rodovia Nova Dutra e aeroportos de Congonhas e Santos Dumont.

Os analistas destacam que a empresa se beneficia das perspectivas de longo prazo do setor de infraestrutura. Para completar, o potencial anúncio de rebalanceamento de contratos deve remover um obstáculo antigo que segura a alta do preço de suas ações. Com isso, o preço-alvo pode subir em R$ 6,00 por ação.

Totvs (TOTS3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Totvs (TOTS3) apresenta um modelo de negócio principal resiliente, pois tem oportunidades interessantes de venda cruzada e opcionalidade na frente da TechFin.

O histórico de execução bem-sucedida da empresa é um indicador positivo, associado com sua capacidade de alavancar a base de clientes. A recente aquisição da RD Station também é um elemento importante, que estabelece o pilar principal da estratégia empresarial da Totvs.

Os analistas consideram que, como as vendas da empresa estão diretamente relacionadas ao desempenho da economia, a recuperação esperada para este ano deve beneficiar suas receitas recorrentes.

Além disso, também destaca que a empresa é uma boa opção para proteção ativa contra os efeitos do aumento da inflação, pois tem a receita ajustada pela inflação, em um serviço considerado essencial e de difícil substituição.

BR Distribuidora (BRDT3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a BR Distribuidora (BRDT3) entra para o portfólio com uma base de custos melhor do que a de outras empresas do mesmo segmento. Essa característica abre portas para melhorar a execução comercial, e sinaliza a possibilidade de um crescimento de maior qualidade no futuro.

Além disso, o preço das ações vem apresentando um desempenho inferior. Os papeis têm sido negociados com valuation que acomoda tranquilamente os novos riscos da distribuição de combustíveis, inclusive os riscos da privatização de downstream da Petrobras.

Os analistas também consideram que as ações da empresa têm uma boa tese de investimento para a reabertura, sendo beneficiadas pela diminuição das medidas de distanciamento social e pelas revisões positivas das estimativas do PIB.

Gerdau (GGBR4)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Gerdau (GGBR4) permanece na carteira porque apresenta várias qualidades consideradas importantes. Os destaques são forte crescimento de receita, baixa alavancagem, boa geração de fluxo de caixa livre e participação temática no setor imobiliário.

Os analistas acreditam na força estrutural do setor imobiliário e esperam que a demanda por aços longos apresente aumento ao longo de vários anos no futuro. Além disso, consideram que a empresa está bem posicionada para repassar aumentos de preços e superar expectativas em resultados.

Associando a forte demanda e o aumento da receita por unidade no mercado interno de aço, a empresa deve perceber um impulso em seus lucros ao longo dos próximos dois trimestres, pelo menos.

Além disso, as ações da Gerdau estão entre as poucas do Ibovespa  que devem colher benefícios da aprovação do pacote de infraestrutura nos Estados Unidos. Esse pacote permitirá aumentar a lucratividade das operações desenvolvidas em solo norte-americano.

Eletrobras (ELET6)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Eletrobras (ELET6) é adicionada à carteira em vista da aprovação da MP 1.031 pela Câmara em maio, medida provisória que trata da privatização da empresa.

A MP agora segue para votação no Senado. Ela deve ser aprovada até 22 de junho, data de sua expiração. A perspectiva para aprovação é positiva, pois os tópicos mais polêmicos já foram excluídos do texto final.

Ainda permanecem no texto os requisitos de novas capacidades de usinas termelétricas e pequenas centrais hidrelétricas. No entanto, esse não é considerado um fator que pode impedir a aprovação da MP, especialmente devido à situação desafiadora enfrentada atualmente no país em relação aos recursos hidrológicos.

Caso a MP seja efetivamente aprovada até o final de junho, os analistas enxergam um relevante potencial de valorização das ações.

Oi S.A. (OIBR3)

De acordo com a equipe de análise do BTG Pactual, a Oi S.A. (OIBR3) sofreu forte correção de preço com o detalhamento dos termos da proposta do fundo de infraestrutura do BTG Pactual para a compra da InfraCo.

Os analistas revisaram o valuation da empresa considerando três possíveis cenários e, mesmo com as suposições mais conservadoras, ainda foi encontrado um considerável potencial de valorização.

Para realizar essas revisões foi considerado que a participação remanescente da Oi na InfraCo deve valer R$ 12,1 bilhões. A ClientCo, que corresponde a outra considerável fatia do valor da empresa, deve valer entre R$ 6 bilhões e R$ 9 bilhões. Também foram considerados o passivo da Globenet, a dívida líquida reportada no fim de 2021 e o valor presente líquido da dívida da Anatel.

No cenário otimista, esse potencial de valorização ultrapassa os +100%. No cenário base, chega a +82%. E, no cenário pessimista, fica em +41%.

 

Estes são os ativos da Carteira Recomendada de Ações 10SIM do BTG Pactual para Junho de 2021. Acompanhe os conteúdos da Renova Invest para ter acesso às carteiras recomendadas mensais para ações.

Disclaimer: As informações apresentadas neste artigo são provenientes de relatórios elaborados por terceiros. Esse material tem caráter puramente informativo, e não configura recomendação ou sugestão de investimento.

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