No dia 05 de agosto, foi apresentado o resultado Banco do Brasil (BBAS3) 2T21 e a equipe de Equity Research do BTG Pactual já realizou a análise dos dados divulgados. Confira os pontos principais.

Banco do Brasil traz resultado positivo

De acordo com o relatório do BTG Pactual, o desempenho do Banco do Brasil (BBAS3) foi positivo e superou as estimativas da equipe.

O destaque do período foi a redução das provisões.

No dia em que o relatório foi publicado, as ações BBAS3 estavam sendo negociadas a R$31,40. A capitalização de mercado era de R$ 89,62 bilhões. O volume médio dos últimos 12 meses era de R$ 545,60 milhões.

Stock Performance BBAS3
Agosto BBAS3

Redução das provisões impulsionam resultado

Conforme informa o relatório do BTG Pactual, o Banco do Brasil reportou um resultado trimestral positivo, devido a menores provisões no 2T21.

Houve uma queda significativa nas provisões para perdas de empréstimos. O BB apresentou um resultado melhor do que seus pares privados e conseguiu superar as estimativas da equipe.

Acredita-se que as reservas acumuladas em 2020 sejam suficientes para cobrir o aumento do risco de crédito da carteira até agora. As provisões totalizaram R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre contra R$ 15,5 bilhões no acumulado do ano.

Portanto, como as provisões estão abaixo do guidance inicial de 2021, o Banco do Brasil decidiu revisar suas estimativas para R$ 14 bilhões em seu ponto médio.

No que se refere ao controle de despesas, o BB entregou um bom resultado mais uma vez. O capital principal atingiu 13,5%, alta de quase +60 bps em relação ao 1T21.

Margem financeira mais fraca

De acordo com o BTG Pactual, o Banco do Brasil apresentou uma margem financeira mais fraca no 2T21.

A margem financeira bruta total ficou estável em relação ao 1T21 e cresceu +8% em comparação ao mesmo período do ano passado.

O resultado mais fraco está associado a maiores despesas de captação no período. Isso foi parcialmente compensado por maiores ganhos de tesouraria e operações de crédito.

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Em relação às taxas, superaram as estimativas da equipe. Houve um aumento de +5% devido a maiores taxas de gestão de ativos e operações de crédito, que mais do que compensou as menores taxas de conta corrente.

Cabe destacar que as menores taxas de conta corrente estão parcialmente relacionadas à redução das transferências TED/DOC ante o recente aumento do PIX.

O crédito cresceu +1% em relação ao 1T21, impulsionado pelo agronegócio e crédito pessoal. O crédito pessoal cresceu +3% e está alinhado à estratégia do BB de crescer em linhas mais lucrativas. Por outro lado, a carteira de crédito para empresas caiu -1,5%.

Perspectivas para 2021

O Banco do Brasil atualizou seu guidance estimado para o fim de 2021. Foram atualizadas as provisões para perdas com empréstimos e a margem financeira.

O BB espera um faturamento em torno de R$ 20 bilhões em 2021. Esse valor é maior do que o guidance anterior em R$ 1 bilhão. Assim, o novo guidance está muito próximo dos R$ 18,7 bilhões do modelo da equipe do BTG Pactual.

A equipe destaca também que o BB conta com boa qualidade de ativos e dinâmica de despesas operacionais.

Porém, dado que os lucros ajustados atingiram R$ 10 bilhões no 1S21, a orientação sugere um resultado marginalmente inferior no próximo semestre.

O processo de digitalização representa uma grande ameaça também. O mercado de fintechs no país é um dos mais concorridos do mundo. Como o BB é um banco público, espera-se que ele tenha mais dificuldade em relação aos seus pares para avançar no ambiente digital.

LAIR fica estável em relação ao 1T21

Conforme informa o relatório do Banco do Brasil, o lucro antes dos impostos totalizou R$ 7,1 bilhões. O resultado ficou estável em relação ao 1T21. Em relação ao mesmo período do ano passado, o LAIR teve alta de +39%.

Lucro Líquido supera estimativas

Conforme o relatório do BTG Pactual, o lucro líquido ajustado do Banco do Brasil foi de R$ 5,0 bilhões. Esse número representa alta de +3% e +52%, respectivamente, nas comparações de base trimestral e anual.

O resultado final superou as estimativas da equipe e do mercado em virtude de provisões mais baixas pelo segundo trimestre consecutivo. O ROE do Banco do Brasil atingiu 14% e o LPA ficou acima do consenso em +10% no 2T21.

Valuation e Resumo financeiro BBAS3

Resultado Banco do Brasil (BBAS3) 2T21: Recomendações

Recomendação do BTG Pactual

A equipe de análise do BTG Pactual considera que o valuation do Banco do Brasil (BBAS3) está barato. Apesar dos múltiplos similares a 2016, o índice de capital está mais saudável hoje.

Todavia, o processo de digitalização representa uma grande ameaça. Considerando a alta rotatividade de executivos recentemente, é difícil prever como o banco pode reagir.

Assim, estabelece recomendação neutra, com preço-alvo em R$ 48,00.

 

Esta foi nossa apresentação da análise da equipe de Equity Research do BTG Pactual sobre o resultado Banco do Brasil (BBAS3) 2T21. Acompanhe os conteúdos da Renova Invest para ter acesso a todas as análises de resultados trimestrais.

Disclaimer: As informações apresentadas neste artigo são provenientes de relatórios elaborados por terceiros. Esse material tem caráter puramente informativo, e não configura recomendação ou sugestão de investimento.