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Como analisar os fundamentos das ações? Descubra!

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Utilizar uma estratégia para analisar fundamentos das ações ou de fundos de investimentos é um dos caminhos para se orientar na renda variável. Assim, torna-se mais fácil planejar a montagem da sua carteira para o longo prazo.

Ter ações visando o futuro significa ser acionista de algumas empresas. Logo, elas precisam ser escolhidas com atenção, certo? E ser sócio de um negócio envolve confiar nos resultados que a companhia pode apresentar em um horizonte mais longo.

E como descobrir se as empresas listadas em bolsa têm boas perspectivas de lhe trazer resultados positivos consistentes? A análise fundamentalista é uma das principais ferramentas nesta caminhada. Saiba mais a seguir!

O que são os fundamentos das ações?

O objetivo de analisar os fundamentos das ações é fazer uma avaliação da empresa na qual você pretende investir. A prática promove dois conhecimentos essenciais. O primeiro diz respeito a investigar a saúde financeira e organizacional do negócio.

O segundo ponto é conseguir calcular o valor intrínseco da empresa e chegar ao que seria o preço justo de uma ação da companhia. Com isso, torna-se possível perceber se os papéis estão sendo negociados na bolsa pelo valor justo ou se estão mais baratos ou mais caros.

Assim, além de ser capaz de ajudar você a decidir em quais companhias investir ou não, a análise dos fundamentos também é útil para perceber quais momentos são oportunidades para novos aportes e em quais períodos é melhor esperar.

Os fundamentos são conceitos muito utilizados pelos maiores investidores de bolsa de valores no Brasil e no mundo. Eles utilizam a análise fundamentalista para montar uma carteira lucrativa. É o caso, por exemplo, de Warren Buffett e de Luiz Barsi.

Esse tipo de análise é especialmente adequada para investimentos de longo prazo na bolsa de valores. Nestes casos, é preciso refletir sobre os negócios que têm estabilidade e oferecem boas condições de lidar bem com diversos ciclos econômicos — inclusive as crises.

O que é a análise fundamentalista?

A análise fundamentalista é o nome da técnica que se utiliza da observação dos fundamentos de empresas. Ela parte de informações gerais e específicas sobre aspectos que influenciam o negócio e podem trazer dados relevantes para investidores.

O precursor do tema foi o economista e grande investidor Benjamin Graham. Ele construiu as bases para a análise fundamentalista e para a ideia do buy and hold — que significa, basicamente, comprar e manter ações.

O objetivo é o oposto da especulação. Em vez de buscar lucros com operações de compra e venda no curto prazo, o intuito é encontrar boas empresas com potencial para resultados acima da média no longo prazo.

De preferência, encontrando companhias cujos papéis estão sendo negociados com desconto. Ou seja, cujo preço de mercado esteja menor do que eles realmente valem. Assim, a valorização será maior no futuro.

Um dos entendimentos centrais de investidores fundamentalistas importantes, como Benjamin Graham e Warren Buffett, é de que o mercado financeiro se comporta de maneira ascendente no longo prazo – apesar das oscilações para baixo no curto prazo.

Assim, momentos de queda na bolsa podem trazer oportunidades de encontrar boas empresas e investir nas suas ações com preço médio mais baixo. Em períodos de alta, as ações estarão valorizadas e podem trazer bons retornos.

Qual é a importância da análise de fundamentos das ações?

Se o seu intuito é investir para o longo prazo e ter resultados consistentes em proventos e na valorização das ações, é preciso uma análise que lhe mostre indicadores de que as perspectivas são positivas.

A análise fundamentalista permite identificar informações úteis e promove uma avaliação geral da situação. Inclusive, relacionada a questões gerais — como a economia nacional, as influências dos mercados internacionais etc.

O intuito ao investir no longo prazo é manter o patrimônio em segurança e conseguir retornos financeiros positivos a partir do crescimento do negócio em que aportou. Assim, analisar os fundamentos permite tomar decisões mais conscientes.

De outro lado, tomar decisões na bolsa sem fazer uma análise eficiente faz com que você entre em negócios que não conhece bem. Essa é uma prática mais arriscada, já que não há um manejo dos riscos que a empresa pode lhe trazer no curto ou longo prazo.

Como analisar os fundamentos das ações?

Agora você sabe o que é a análise fundamentalista e qual a sua importância para investidores interessados em comprar ações de companhias sólidas e mais seguras.

Mas afinal, como analisar os fundamentos dos papéis antes de comprá-los? Vale a pena acompanhar as informações a seguir:

Considerar o conjunto de fundamentos

O primeiro cuidado essencial é não considerar apenas um fundamento de maneira isolada — ou a relação de poucos indicadores. É sempre importante lembrar que a empresa é um conjunto de vários aspectos.

Inclusive, aspectos externos a ela. A análise fundamentalista também envolve avaliar questões econômicas mais amplas, como o Produto Interno Bruto do país, a taxa de inflação, o consumo, a competitividade do mercado nacional etc.

Utilizar a análise top-down ou bottom up

Acompanhar as notícias sobre a economia nacional e internacional é uma prática importante para investidores fundamentalistas. Afinal, elas trazem informações que impactam a bolsa de valores e influenciam os resultados da sua carteira de investimentos.

Além do cenário global, é importante entender o contexto mais específico no qual a empresa se insere: seu setor de atuação. A análise de fundamentos das ações parte de perguntas, como: quais são as perspectivas para o setor? Qual é a posição que a empresa ocupa diante da concorrência?

E então, claro, é preciso considerar os fundamentos internos da companhia. Percebe como existem aspectos diferentes a serem analisados? A ordem de análise pode se dar de duas formas: top-down ou bottom up.

A análise top-down acontece quando você opta por avaliar “de cima para baixo”. Ou seja, começando pelos fatores macroeconômicos, relacionados à economia do Brasil e do mundo, e chegando até os microeconômicos — ligados a cada empresa especificamente.

Quando a escolha é por uma análise bottom up se dá o caminho contrário: “de baixo para cima”. O início é na avaliação dos fundamentos da empresa para depois entendê-los na sua relação com os aspectos macroeconômicos.

Observar indicadores qualitativos e quantitativos

Na análise fundamentalista, existem fundamentos qualitativos e quantitativos. Como o nome indica, o primeiro grupo reúne indicadores que tratam da qualidade da gestão, trazendo aspectos que não são medidos de forma numérica.

Já os indicadores quantitativos estão relacionados aos números da empresa — principalmente no que se refere à saúde financeira, ao fluxo de caixa, receitas, endividamento etc. A avaliação de ambos os grupos promove um conhecimento aprofundado sobre o negócio.

Veja quais são alguns indicadores qualitativos:

  • Nível de governança corporativa;
  • Qualidade da gestão;
  • Posição da marca no mercado;
  • Potencial de crescimento e valorização;
  • Riscos do setor.

E, agora, alguns fatores que entram na análise quantitativa:

  • Demonstrativos financeiros;
  • Balanços;
  • Receitas;
  • Margem de lucro;
  • Endividamento;
  • Dividendos distribuídos;

Comparar empresas semelhantes

Muitas vezes, os investidores utilizam a análise fundamentalista para comparar negócios e refletir sobre quais ações comprar. Contudo, a comparação pode não ter efeito válido se você considerar empresas muito diferentes.

Por exemplo, companhias de setores distintos ou de portes opostos provavelmente não apresentarão fundamentos comparáveis. A estratégia mais eficiente nesses casos é comparar negócios de um mesmo setor.

Assim, é possível considerar os fundamentos das ações e verificar qual empresa está com melhor fluxo de caixa, qual delas é mais forte diante dos concorrentes ou qual seria a escolha mais vantajosa em termos de distribuição de proventos, por exemplo.

Quais são os principais fundamentos?

Depois de ver os cuidados necessários para saber analisar os fundamentos de uma empresa, conheça os principais indicadores utilizados por investidores que possuem perfil de longo prazo para basear suas decisões na renda variável:

Nível de governança corporativa

A B3 apresenta uma divisão de empresas pelo nível de governança corporativa que elas possuem. A depender de vários critérios, elas recebem uma classificação. Por exemplo, o Novo Mercado reúne empresas com o mais alto nível.

Observar tal aspecto é interessante para quem pretende investir em companhias maiores e mais sólidas no mercado. Muitos dos fatores ligados à governança estão relacionados à qualidade da gestão e à transparência na relação com investidores.

Balanço Patrimonial

O balanço patrimonial está entre as demonstrações financeiras que precisam ser divulgadas pelas empresas com capital aberto na bolsa de valores. Os documentos são cobrados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Normalmente, a divulgação do balanço patrimonial se dá a cada trimestre, semestre e ano. Assim, tanto a CVM quanto os acionistas (e demais investidores interessados) podem conferir as informações relevantes sobre o negócio.

O balanço mostra a relação entre os ativos e os passivos da empresa. Logo, é possível verificar a capacidade dela de arcar com suas obrigações — além de observar se a quantidade de ativos é superior aos passivos.

Demonstrativo de Resultado do Exercício – DRE

O DRE é mais um demonstrativo financeiro que deve ser divulgado aos interessados. Ele é publicado anualmente e traz a situação do negócio nos últimos doze meses – indicando se a companhia teve lucro ou prejuízo no período estabelecido.

Demonstrativo de Fluxo de Caixa – DFC

Outro documento com informações financeiras que pode ser muito útil para investidores é o DFC. Ele se refere especificamente ao fluxo de caixa da companhia, registrando as saídas e entradas de dinheiro e indicando a saúde financeira da empresa.

Ebitda

Uma das principais informações que se pode ter acerca da saúde financeira de uma empresa é analisar o seu lucro líquido. O Ebtida é útil para isso, pois demonstra o lucro antes do pagamento de impostos, taxas e juros.

Preço/Lucro

O P/L é um indicador múltiplo que representa a relação entre o preço da ação e o lucro que ela pode oferecer. O cálculo envolve a divisão do lucro líquido da empresa em cada ação pelo valor do papel. Quanto maior o resultado, mais “cara” pode estar a cotação.

Preço/Valor Patrimonial

Outro indicador múltiplo interessante é o P/VPA, que mostra a relação entre o preço e o patrimônio líquido da ação. Ou seja, compara o preço do papel com o valor patrimonial correspondente a ela. Assim como o P/L, valores mais altos podem indicar ações mais caras.

Dividend Yield

O DY é um fundamento muito utilizado especialmente por investidores que queiram montar uma carteira focada em dividendos. Ele serve para identificar as empresas que são boas pagadoras de proventos.

Ou seja, companhias que compartilham partes significativas do seu lucro. O Dividend Yield mostra o quanto de dividendo é pago por cada ação, relacionada ao preço dela. Logo, você consegue avaliar o retorno gerado pelo papel.

Dívida Líquida / Patrimônio Líquido

Por fim, para avaliar o endividamento de uma empresa você pode utilizar o indicador que divide a dívida líquida pelo patrimônio líquido. Ele mostra as condições financeiras da empresa em relação às dívidas que possui.

Como montar uma carteira em ações?

Colocar em prática a estratégia fundamentalista e analisar os fundamentos das companhias permite que você tenha maior controle sobre sua carteira na bolsa de valores. A ideia é encontrar as melhores empresas para investir.

Um diferencial utilizado por muitos investidores é buscar o valor intrínseco da ação para analisar se o preço de mercado está acima ou abaixo dele. Quando se consegue adquirir os papéis por um valor abaixo, os resultados da carteira são potencializados.

Ao tomar suas decisões na renda variável, lembre-se de que diversificar é importante para manejar os riscos e ter mais estabilidade. O mais adequado é montar um portfólio com ativos de diferentes setores, para não ficar exposto aos riscos de apenas um.

Então, procure comprar ações de empresas diferentes e também de nichos diversos na economia. Se possível, ter uma parte do patrimônio exposto a ativos internacionais também é uma boa maneira de aumentar a diversificação e se proteger.

Vale destacar, ainda, que o buy and hold não significa nunca vender as ações. Os investidores devem ficar atentos às oportunidades de compra ou à necessidade de realizar vendas. Por exemplo, quando a ação atinge a valorização desejada ou quando os fundamentos não têm a mesma qualidade.

Por fim, aproveite o que aprendeu sobre a atividade de analisar os fundamentos das empresas e monte uma carteira mais eficiente ao investir. Sem dúvida, é possível ter maior controle das suas decisões quando elas são baseadas em uma análise criteriosa.

E então, você aprendeu mais sobre análise de fundamentos das ações com este post? Aproveite e acompanhe outros conteúdos do nosso blog para continuar se atualizado sobre investimentos!

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